Entenda como acontece, os sintomas e características da gravidez

Durante 9 meses o embrião se desenvolve dentro do corpo da mulher. Veja todos os detalhes e características do processo

Gravidez é um processo biológico que acontece no corpo feminino e pode durar até nove meses. Ela pode variar de 37 a 41 semanas e tem como média cerca de 40 semanas gestacionais. É durante essa fase que o organismo da mulher passa por várias adaptações e enfrenta uma série de mudanças para que possa acontecer de forma saudável o desenvolvimento de um embrião.

Para que esse processo tenha início, é necessário que haja a fecundação do óvulo da mulher. E para que isso ocorra, é preciso que aconteça o encontro entre o óvulo e o espermatozóide, unindo os cromossomos.

Ao contrário do que se costuma imaginar, existem mais de uma maneira de acontecer a fecundação. A primeira forma é durante o ato sexual, que ocorre entre uma mulher e um homem, mais precisamente no momento da penetração do órgão genital masculino no órgão genital feminino. Além disso, há outras duas formas que são chamadas de inseminação artificial e a fertilização in vitro. Ambos ocorrem por meio de uma intervenção médica.

Assim que se dá o encontro entre o óvulo e o espermatozóide, é criada uma célula que recebe o nome de zigoto. Após isso, o zigoto, que acabou de se formar, alcança o revestimento interno do útero da mulher. A partir de então, a gravidez tem início e o embrião passa a existir.

É nesse ponto que o chamado “hormônio da gravidez” começa a ser produzido pelo organismo feminino. Esse hormônio é o responsável por garantir que o revestimento do útero não seja destruído, assim como acontece na menstruação. Isso vai evitar que um possível aborto aconteça.

As semanas da gestação apresentam características específicas e diferentes entre si. Isso acontece porque no decorrer dos nove meses o organismo da mulher produz hormônios específicos e necessários para o desenvolvimento do bebê, adequando ao corpo ao crescimento do feto.

Por exemplo, são nas primeiras oito semanas de gestação que a placenta e o saco amniótico são formados. A placenta é o órgão responsável por nutrir o embrião. Isso é feito através do cordão umbilical que faz a ligação entre placenta e embrião. O saco amniótico por sua vez, é o encarregado pela proteção do embrião. Ele impede que possíveis impactos aconteçam e sejam perigosos ao desenvolvimento do futuro bebê.

Quando a gestante chega ao final do primeiro mês, todos os órgãos do embrião já estão formados. E no final do segundo, o embrião começa a se mexer.  É a partir dessa oitava semana de gestação que as extremidades começam a se desenvolver e o embrião passa a ser chamado de feto.

Nesse período, ele ainda é pequeno e tem cerca de 10 centímetros, mas já apresenta os órgãos internos organizados. Com essas novas características, o organismo da mulher passa por mais mais mudanças e alterações hormonais com o objetivo de se adaptar às necessidades recentes do feto.

Como a gravidez tem uma média de 40 semanas, existem algumas classificações para bebês que nascem antes ou depois desse período. Então, caso o bebê nasça antes das 37 semanas padrões, ele é considerado prematuro. Por conta desse nascimento precoce, é possível que ele apresente riscos de problemas de saúde. E caso o bebê nasça depois das 41 semanas, ele é chamado de pós-termo.

Ovulação

A ovulação é mais um processo biológico feminino. Leva esse nome o momento em que o óvulo é liberado pelo ovário para que ele chegue até as trompas. Quando isso acontece, o óvulo está pronto para ser fecundado pelo espermatozóide e, assim, dar início à gravidez.

O organismo da mulher faz todo esse processo mensalmente. Então, caso não aconteça a fecundação, a parede interna do útero é descartada pela vagina. Essa parede é descartada pela vagina, em outro processo biológico, que recebe o nome de menstruação.

Após isso os dias de menstruação, nos quais a parede é descartada em formato de sangue, um novo o ciclo recomeça e o organismo se prepara novamente para a ovulação.  

É importante lembrar que a ovulação varia conforme o organismo e o ciclo menstrual de cada mulher. Além disso, ela ocorre durante o período fértil da mulher, que é considerado o momento mais fácil para engravidar.

Período fértil

O período fértil é o momento exatamente no meio do ciclo menstrual, que dura em média 28 dias na maioria das mulheres. É nesse período que as chances das mulheres engravidar são maiores.

É importante que as mulheres saibam calculá-lo para que possam evitar ou até mesmo facilitar a gravidez, caso seja desejada. Para fazer o cálculo do período, é preciso contar 14 dias a partir do primeiro dia da última menstruação. Considera-se que o dia da ovulação acontece entre três dias antes e três dias depois dessa data.

As mulheres que possuem um ciclo menstrual regulado, ou seja, quando há regularidade na menstruação e ela vem sempre na mesma época do mês, tem mais facilidade em calcular e encontrar o período fértil. Mulheres que apresentam um ciclo desregulado tem mais dificuldade para calcular o período.

Também é importante ressaltar que as mulheres que fazem uso de anticoncepcionais hormonais não tem período fértil. Ou seja, por conta dos hormônios, elas não ovulam. Então, nesses casos, a chance de engravidar é menor para elas.

Quais os sintomas da gravidez?

Assim como outros processos do corpo humano, a gravidez também proporciona alterações hormonais no organismo da mulher. Algumas dessas mudanças são mais fáceis de perceber, enquanto outras, pedem um pouco mais de atenção para identificá-las.

O atraso na menstruação, por exemplo, é o sinal de gravidez mais comum entre as mulheres. Porém, é preciso cuidado e atenção, já que esse atraso pode indicar os efeitos da pílula do dia seguinte, caso tenha sido usada, ou até mesmo outros problemas. Enjoos e tonturas frequentes, tão comuns nessa fase, também são um sintoma.

Além disso, por conta das alterações hormonais, as gestantes podem apresentar cansaço, indisposição e grande sonolência, além do comum.  E por conta do menor espaço para a bexiga, já que o útero expande, as mulheres podem fazer xixi com uma frequência maior que o considerado normal.

Assim como acontece na TPM, os seios também podem ficar inchados e mais sensíveis. Bem como pequenos sangramentos, cólicas e alterações de humor. Alterações na forma como a mulher sente gostos e cheiros também são frequentes.

Tipos de gravidez

Além da gravidez comum, que acontece durante os noves meses e tem o desenvolvimento considerado como padrão, também existem alguns outros tipos de gestação que as mulheres estão sujeitas a passar.

Uma delas é a gravidez gemelar. No caso citado, existe a presença de dois ou mais fetos que se desenvolvem simultaneamente no útero da mulher. Quando isso acontece, os futuros bebês levam o nome de gêmeos.

E existem três tipos de crianças gêmeas. Os gêmeos bivitelineos, por exemplo, que são aqueles que se originaram de dois óvulos fecundados e que se desenvolveram em duas placentas diferentes. Por isso, eles têm características físicas diferentes e até podem ser de sexos diferentes.

Os gêmeos idênticos, por sua vez, foram fecundados em um único óvulo que depois se dividiu em dois, logo nos primeiros dias após a fecundação. Geralmente o que acontece é que uma mesma placenta é dividida em duas. Já os gêmeos siameses, são formador a partir de um mesmo zigoto, que acaba não se dividindo por completo. Além disso, eles também podem ser embriões que se colam nas primeiras etapas de gravidez.

Também existe a gravidez ectópica. Esse tipo atingem apenas de 1% a 2% das gestações, mas pode ser muito perigosa à saúde das mulheres e se não for diagnosticada rapidamente pode trazer grandes complicações. Diferente da gravidez comum, nesse caso, o óvulo fertilizado se instala em um local fora do útero. Por conta disso, não pode prosseguir e precisa ser interrompida, por ingestão de medicação ou cirurgia.

É causada principalmente pelas inflamações das tubas (trompas), que são o canal que conduz os óvulos dos ovários para o útero. Também pode ser causada por miomas (tumores benignos no útero), estes localizados no útero.

Também existe a  gravidez psicológica, que pode ser conhecida como pseudogestação. O que existe nesse caso, é uma condição psicológica atrelada à biológica. Onde ocorre o aumento do volume do abdome e também outros sintomas de gravidez. No entanto, não houve nenhuma fecundação ou início de gestação. Na verdade, trata-se de uma gestação falsa.

Pode fazer sexo durante a gravidez?

Por conta das mudanças hormonais, muitas mulheres sentem mais desejo e vontade de ter relações sexuais durante a gestação. Porém, há um tabu muito grande ao redor do tema. Muitos acham que o bebê pode sentir o ato sexual, algumas pessoas questionam-se sobre qual a melhor posição e pouco se fala sobre o assunto.

Especialistas afirmam que ao contrário do que se costuma imaginar, é sim permitido transar durante os meses da gravidez. Além disso, a prática é saudável e pode contribuir para aproximar o casal.

Não é preciso se preocupar, pois o pênis não encosta no bebê, já que o colo do útero e o canal vaginal estão em posições diferentes. Além disso, o bebê está na cavidade uterina e o colo se mantém fechado.

É importante que o casal lembre-se de usar camisinha para se proteger de doenças sexualmente transmissíveis, já que nessa fase a imunidade da mulher está mais baixa. Outro ponto a ser reforçado é que durante uma gravidez de risco deve-se procurar orientação médica sobre qual a frequência de relações permitidas. 

Vacinas indispensáveis

É muito importante que a imunidade da mulher e do filho esteja protegida durante a gravidez e no pós parto. Isso, porque os anticorpos e as células de defesa da mãe também são responsáveis por proteger o bebê.

Para garantir essa proteção, existem três vacinas que são indispensáveis para as grávidas. São elas: a Influenza, que protege tanto a gripe normal quanto casos mais graves e deve ser tomada em qualquer mês da gestação e até 45 dias após o nascimento do bebê. A Tríplice Bacteriana, que protege contra a Coqueluche e deve ser tomada entre a 27ª e 26ª semana. E a da Hepatite B, que deve ser tomada em três doses a partir do segundo trimestre.


Dificuldade para engravidar

Quando uma mulher deseja engravidar o primeiro passo é abandonar os métodos contraceptivos e o segundo é manter relações sexuais regulares. Idealmente, seguindo esses passos em aproximadamente um mês a mulher já estará grávida.

No entanto, a realidade nem sempre corresponde às expectativas. É muito comum que mulheres apresentem dificuldade ao engravidar e isso pode estar relacionado a diversos fatores, que podem ser desde de doenças até problemas genéticos, que podem atingir tanto homens quanto mulheres.

A maioria dos casais consegue engravidar no primeiro ano após parar com os métodos contraceptivos e manter uma rotina nas relações sexuais. Mas caso isso não aconteça, a paciente deve procurar um ginecologista para investigar as causas da infertilidade.

Para isso, poderão ser feitos exames de sangue, espermograma do homem e alguns exames de imagem específicos. E partir dos resultados, é possível recorrer a tratamentos que exigirão ajuda médica. Existem vários tipos de tratamentos que são divididos em duas categorias: de baixa complexidade (por relação sexual ou indução de ovulação) e de alta complexidade (por inseminação artificial).

Entre os tratamentos de baixa complexidade estão o coito programado, a Indução de ovulação com citrato de clomifeno e a Indução de ovulação com gonadotrofina. Já entre os de alta complexidade são dois: a fertilização in vitro clássica e a fertilização in vitro ICSI.

Coito programado é o método onde se define quais são os melhores dias do mês para o casal ter relações sexuais. Esses dias são calculados com a ajuda de um médico e estão no chamado período periovulatório, entre o 10º e o 20º dia do ciclo menstrual. Um detalhe importante é que as relações devem ter um intervalo de dois a três dias.

No método de ovulação com citrato de clomifeno é utilizado um comprimido de citrato de clomifeno, um anti-estrógeno, que estimula a produção de óvulos. Mas para utilizá-lo é preciso de orientação e supervisão médica, já que o uso pode acarretar na na síndrome de hiperestímulo ovariano.

Quando o método anterior não causa efeito, é comum ser trocado pelo uso do hormônio gonadotrofina. Esse hormônio é produzido pelo organismo da própria mulher, mas uma concentração maior pode tornar mais fácil a fecundação do óvulo. Para aplicar, a paciente faz injeções nela mesma. Assim como o citrato de clomifeno, esse método também pode motivar a síndrome.

Nos métodos de tratamento de alta complexidade, o mais conhecido é a fertilização in vitro. Nesse caso, há um procedimento cirúrgico envolvido. A mulher ingere grandes doses de gonadotrofina para produzir o máximo de óvulos possíveis. Após isso, eles são retirados em cirúrgia.

Os espermatozóides também são retirados e, então, eles são colocados com o óvulo em um prato para que a fecundação aconteça de forma natural. Quando os embriões são formados, eles são colocado no útero da mulher em um procedimento médico. Após algumas semanas já é possível saber se o procedimento foi concluído com sucesso, resultando na gravidez.

A fertilização in vitro ICSI tem o mesmo procedimento inicial da fertilização in vitro clássica. A diferença está na forma como a fecundação é feita. Nesse caso, há uma injeção intracitoplasmática do espermatozóide no óvulo. Isso significa que o espermatozóide é colocado de forma artificial no óvulo com o auxílio de uma agulha. E assim como no procedimento anterior, após algumas semanas já é possível descobrir se a mulher está grávida.

Para a realização de qualquer um desses métodos o casal deve avaliar se realmente há problema de fertilidade, que pode atingir tanto o homem quanto a mulher, mas também os dois. Se isso for identificado, é importante consultar um profissional da saúde para decidir qual melhor forma de solucionar o problema, levando em conta as características dos organismos do casal.

Aborto

Durante a gestação, é comum a ocorrência de aborto espontâneo, impedindo que a gravidez continue. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é classificado como aborto espontâneo a perda do bebê que acontece antes das 22ª semana. E o risco maior se dá até a 12ª semana de gestação.

Por isso, orienta-se que os pais não anunciem a gravidez aos amigos e familiares antes do período, já que há um alto risco de aborto espontâneo nos primeiros três meses. Entre as causas do aborto nesse período estão: anomalias cromossômicas, problemas no colo uterino e infecções, podem ser as causas do aborto.

Quando há uma gravidez interrompida, existe 15% de chance da mulher passar por isso outra vez. Caso o número de abortos aumente para dois, o risco sobe para 24% e no caso de três abortos, cresce para 30% de chance de existir uma gravidez interrompida. Quando a mulher sofre três ou mas abortos, configura-se um quadro de “aborto de repetição”.

Além dos casos de aborto espontâneo, existem aqueles em que os abortos são provocados intencionalmente. As motivações podem ser diversas, desde a mãe não ter condições para sustentar a futura criança até outras razões particulares, como não considerar aquela é a melhor hora para ter um filho.

No Brasil, diferente de países como o Uruguai e Espanha, abortar é considerado um crime, mas existem três exceções. Em casos onde a gestação apresenta risco de vida para a mãe, estupro ou de feto anencéfalo, o ato é permitido.  

Mesmo com a criminalização, muitas mulheres abortam no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2015, mais de 8,7 milhões de brasileiras com idade entre 18 e 49 anos já fizeram ao menos um aborto na vida. Entre estas, cerca de 1,1 milhão de abortos foram provocados, ou seja, foram atos intencionais.

O aborto clandestino é a quinta maior causa de morte materna no Brasil. Além disso, quando o procedimento não é feito de forma correta e segura, podem ocasionar hemorragias e infecções puerperais, no período pós-parto.

Por conta desses dados e fatos, muitas pessoas lutam pela legalização do aborto no país, para que a vida das mulheres seja preservada.

Quais os métodos contraceptivos existentes?

Normalmente, mulheres que não desejam engravidar fazem uso de métodos contraceptivos para se proteger e evitar que isso aconteça. Existem diversos métodos que impedem que a fecundação se realize, atuando de diferentes formas no organismo.

A camisinha, a pílula anticoncepcional, o DIU e o diafragma são alguns dos mecanismos mais conhecidos. Alguns deles são considerados de longa duração e outros atuam momentaneamente, apenas durante o ato sexual. É o caso do preservativo, que barra a chegada do espermatozóide até o útero.

Nenhum método é considerado como 100% seguro e todos apresentam vantagens e também desvantagens específicas. Para escolher qual o melhor método a ser utilizado, a mulher precisa avaliar os prós e contras, julgando qual opção adequa-se melhor às características do corpo. Para isso, é importante o acompanhamento de um profissional capacitado, como uma ginecologista, por exemplo.

Existem métodos que são considerados de longa duração que apresentam ação prolongada. Eles são uma alternativa para muitas mulheres que tem uma rotina corrida e acabam esquecendo de tomar a pílula, por exemplo. Entre eles, o implante subcutâneo, o dispositivo intrauterino (DIU) e o sistema intrauterino (SIU).  

O implante subcutâneo é um bastonete flexível, tem quatro centímetros de comprimento e é colocado sob a pele do braço. Ele funciona liberando um hormônio sintético que é derivado da progesterona, dessa forma a ovulação será inibida. A média de duração é de três anos.

Tanto o DIU quanto o SIU são inseridos no útero, mais precisamente na cavidade intra uterina. O DIU de cobre não apresenta hormônios e a gravidez é impedida pela presença de um metal espermaticida, que pode durar até 10 anos no corpo. Já o SIU funciona como um DIU hormonal, liberando a progesterona gradativamente durante cinco anos no útero.

Os métodos de curta duração são o preservativo feminino ou masculino, anticoncepcional oral, adesivo contraceptivo, anel contraceptivo, pílula e  contraceptivo injetável.

Provavelmente, o preservativo masculino é o mais conhecido entre as opções de curta duração. Algumas pessoas consideram a camisinha feminina como menos prática e por isso não é tão utilizada quanto a masculina, mas é segura da mesma forma.

Para utilizar o adesivo, ele deve ser fixado na pele durante sete dias. Após esse período, deve ser trocado e a cada três semanas recomenda-se uma pausa para menstruar. O anel libera os hormônios estrogênio e progesterona de forma gradual e contínua, inibindo a ovulação.

Para aquelas que optam por usar o contraceptivo injetável, ele deve ser injetado no corpo mensalmente. Há ainda a pílula anticoncepcional, utilizada pela maioria das mulheres, que precisa ser consumida diariamente.

É importante reforçar que os métodos não são 100% eficazes e podem mudar conforme as características específicas de cada corpo, já que os organismos mudam de mulher para mulher.

Além de todos essas formas de impedir a gravidez, existem também métodos contraceptivos que são definitivos. No caso das mulheres, há a laqueadura, que consiste em um procedimento cirúrgico que liga as trompas. Assim, o espermatozóide não consegue chegar até o óvulo para consolidar a fecundação. Desse modo, não será mais possível engravidar.

A laqueadura pode ser realizada por qualquer mulher, mas para isso é preciso assinar um termo de compromisso responsabilizando-se pelo ato. Diferente de outros métodos, o procedimento não altera o ciclo menstrual e nem causa mudanças nos hormônios do corpo feminino.

No caso dos homens, o método definitivo é a vasectomia. O procedimento cirúrgico liga os canais deferentes do homem impedindo que o espermatozóide chegue até o canal de saída. Para realizá-la  é necessário que o paciente tenha mais de 25 anos. E assim como no caso das mulheres, ele também precisa assinar um termo de consentimento.

Para a realização de algum desses dois métodos definitivo é sempre aconselhável acompanhamento médico para definir se realmente há a necessidade de se fazer o procedimento e qual a melhor forma de executá-lo.

Pílula do dia seguinte

Nenhum método contraceptivo é 100% seguro e, por isso, algumas situações podem causar preocupação por apresentarem risco de gravidez. Por exemplo, a camisinha pode estourar ou a mulher esquecer de tomar alguma pílula anticoncepcional.

Outra situação frequente é o casal não ter nenhum preservativo acessível no momento da relação sexual e por isso acabar praticando o ato sem nenhuma proteção. Essa não é uma prática recomendável. Não apenas pelo risco de gravidez se nenhum outro método contraceptivo está sendo utilizado, mas também pelo caso do casal estar exposto a possíveis doenças sexualmente transmitíveis.  

Por conta de situações como essas, algumas pessoas recorrem à pílula do dia seguinte para impedir a fecundação e que a gravidez aconteça de fato. A pílula é feita com o hormônio progestágeno e inibe ou retarda a ovulação. Ela impede que haja o encontro do óvulo com o espermatozóide e, por consequência, na implantação do ovo na parede do útero.

O medicamento deve ser usado até 72 horas após a relação sexual. Depois desse intervalo de tempo, a pílula mostra-se ineficaz e pode acabar prejudicando a formação do feto, caso a fecundação já tenha se consolidado.

A ingestão do medicamento pode causar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, dor de cabeça, irregularidade menstrual e tontura. Apesar de ser um recurso para evitar uma gestação indesejada, não é um método  para ser utilizado com frequência, apenas em situações consideradas emergenciais. Já que há um alto índice de hormônios.

O que é instinto materno?

A gravidez está sempre atrelada ao ideal de maternidade e ao que se espera de uma mãe. É comum a existência e predominância de uma visão romantizada em torno dessa fase vivida e sobre o papel das mães na sociedade. É comum que tanto o processo gestacional quanto a maternidade sejam idealizadas e colocaladas como um momento romântico na vida das mulheres.

Geralmente, evita-se comentar e debater possíveis incômodos, dores, casaço e decepções que surgem durante essa passagem. Isso acontece porque ainda existe a crença de que há um instinto materno instrínseco à todas as mulheres.

Por instinto materno entende-se a ideia de que é natural que todas as mulheres sejam mães. Ou seja, a maternidade é posta como algo certo na vida de todas elas. Além disso, a noção de instinto materno vem acompanhada com a ideia da existência de uma mãe "perfeita". Espera-se uma mãe 100% disponível aos filhos e preparada para criá-los.

No entanto, deve-se sempre lembrar que nem todas as mulheres desejam ser mãe e gerar uma criança por nove meses. E ainda, ressaltar que aquelas que são mães exercem a função de forma única, cada uma com Fas particularidades do contexto social e cultural em que vivem.

Por isso, é tão importante entender o processo da maternidade como uma escolha e respeitar essa decisão. Sendo apenas a própria mulher a responsável por decidir se deseja ou não passar por esse período.

Puerpério

Recebe o nome de puerpério o período pós-parto que vai do nascimento do bebê até o momento em que a ovulação retorna. Normalmente, acontece entre a 6ª e 8ª semana pós nascimento.

É um período em que o corpo da mulher passa por mudanças radicais. Isso, porque os órgãos do corpo estão se recuperando de todas as alterações que sofreu durante a gestação. Por exemplo, é comum que aconteçam contrações no útero após o parto com o propósito de prevenir hemorragias e voltar com o tamanho que tinha antes da gravidez.

Nesse período as mudanças psicológicas também são intensas. É comum sentir medo, ansiedade e insegurança. Essas mudanças também estão ligadas às alterações hormonais.

Baby Blues

Diferente da depressão pós parto, é chamado de baby blues um período de melancolia que também ocorre após o parto e atingem 50% das mulheres. Nesse caso, não há sentimento de culpa e está mais relacionado à tristeza. A mulher pode se sentir mais sensível e apresentar insônia. Acontece cerca de cinco dias após o parto e costuma durar alguns dias, podendo estender-se por algumas semanas.

É importante ressaltar que a existência do baby blues  não está diretamente ligada ao desenvolvimento da depressão. Uma mulher desenvolver baby blues e não apresentar depressão, e também a ausência dessa fase não implica na inexistência de uma possível depressão.

Depressão pós-parto

É comum que durante o período após o parto as mulheres apresentem alteração de humor, tristeza, choro e falta de esperança. Esses sintomas acontecem principalmente devido às alterações hormonais e podem ser passageiros para algumas. Porém, quando os sintomas persistem de forma intensa podem resultar na depressão pós parto.

A depressão pós parto é uma doença multifatorial que, como o nome já diz, ocorre logo após o parto. E de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, em 2016, uma em cada quatro mulheres sofre com a depressão pós-parto no Brasil.

Os primeiros sintomas da doença podem aparecer a partir da quarta semana pós parto até a 12ª semana. Entre eles, humor depressivo, ansiedade excessiva, insônia, inquietação, cansaço, sensação de impotência. É muito comum que durante a doença a mãe sinta-se incapaz de cuidar do bebê. Há um sentimento muito grande de culpa e pensamentos ligados à morte.

Com os sintomas tão fortes e intensos, a mulher pode ficar tão envolvida na culpa e na tristeza que não se dá conta da situação que está passando. Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Por exemplo, mulheres que apresentam tensão pré-menstrual forte ou que tem histórico de episódio depressivos.

Entretanto, ter apresentado depressão em momento anteriores não indica necessariamente que acontecerá a depressão pós parto. É preciso estar atenta aos sintomas apresentados no puerpério.

Nesse caso, o ideal é buscar ajuda psicológica com profissionais capacitados. Assim que a doença for diagnosticada, a mãe precisará de apoio de toda a família tanto para se recuperar quanto para cuidar do bebê. Deve-se criar uma espécie de rede de suporte social para que mulher sinta-se menos sobrecarregada com as funções exigidas pelo cuidado da criança.

Após ser diagnosticada, o tratamento é iniciado. Existem várias formas de tratar a doença, pode-se fazer uso de medicamentos e também terapia.  A duração do tratamento pode variar conforme a pessoa.  A melhora da doença pode começar a aparecer 15 dias após o tratamento ou em até seis semanas.

Amamentação

A produção de leite está entre as mudanças que acontecem no organismo da mulher durante a gestação. Para se preparar para esse momento, os seios ficam mais sensíveis, inchados e podem apresentar mudança de cor. Durante os nove meses o leite começa a ser produzido e essa produção se intensifica após o nascimento do bebê.

A amamentação é um dos momentos mais importantes do pós-parto, tanto para a mãe quanto para o bebê. Para a mãe, o aleitamento é responsável por reduzir o risco de câncer de mama e de ovário e também de osteoporose. O leite materno é fundamental para o desenvolvimento das crianças, por conter importantes anticorpos e nutrientes.

Além de reforços para o desenvolvimento, ao ingerir o leite da mãe o bebê fica protegido de doenças como diabetes, alergias e infecções respiratórias. Cada mulher produz o leite com características específicas e essenciais para seu filho. Por isso, o leite materno é tão importante para os bebês.

É recomendável que os bebês sejam alimentados apenas com leite materno até o sexto mês de vida. Após isso, outros alimentos devem começar a ser introduzidos à dieta da criança. No entanto, o aleitamento materno não deve ser interrompido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve ser mantida até o segundo ano de vida da criança.

Algumas mulheres apresentam mais dificuldades para amamentar do que outras e isso pode ser decorrente de diversos fatores. Desde posição errada, seios muito cheios e até mesmo fissuras ou dores fortes na mama. Quando isso acontece, é importante buscar auxílio médico para corrigir possíveis erros e evitar que o bebê não receba os nutrientes necessários.

Quando as mamas ficam muito cheias de leite e começam a acumular o líquido, resultando em dores fortes e febres, é possível que aconteça o que os médicos chamam de mastite. Ou seja, as glândulas mamárias estão inflamadas e para reverter a situação é preciso buscar ajuda médica.

Menopausa

A menopausa é mais um processo biológico que marca a vida das mulheres. É o momento que sinaliza a transição do período fértil para o período não reprodutivo. A menopausa indica que os ovários não vão mais produzir dois importantes hormônio: o estrógeno e a progesterona. Como consequência disso, mulher não vai mais ovular e nem menstruar. Logo, não será mais possível engravidar.

A média é que a menopausa aconteça nas mulheres por volta dos 50 anos de idade, podendo variar entre 40 e 59 anos. Caso ela ocorra antes dessa idade considerada média, ela é chamada de precoce e após aos 52 anos de idade, é tardia.

Assim como os outros processos do corpo feminino, a menopausa também acarreta alterações hormonais e modifica o organismo da mulher. Por isso,  é possível observar alguns sinais que indicam o início dessa fase. Por exemplo, apresentar o ciclo menstrual irregular, ter insônia, aumento da sudorese e sentir ondas de calor.

Além disso, é comum que algumas mulheres tenham alteração nos índices de colesterol, sintam dores nas articulações ou até mesmo desenvolvam osteoporose. A presença de irritabilidade, perda de memória e aumento da ansiedade também são indicativos da chegada do período.

Como o início da menopausa é o momento em que a ovulação e a produção de hormônios é cessada, o desejo sexual fica instável e a lubrificação diminui. Também é comum que o clitóris perca um pouco da sensibilidade e que a intensidade e frequência dos orgasmos seja reduzida.

A falta de hormônios afeta todo o funcionamento do organismo e causa sintomas que acarretam em incômodos e desconfortos para a maioria das mulheres.Para driblar o desconforto da alteração hormonal, algumas recorrem a alternativas como reposição de hormônios e alguns medicamentos. A reposição é conhecida como “Terapia de reposição hormonal” e para fazer o procedimento é preciso da indicação de um médico.

Também existem outras formas de aliviar o incômodo da adaptação do corpo às novas condições.  Práticas simples que podem ser incorporadas à rotina são grandes aliadas das mulheres nesse momento. Como o metabolismo fica mais lento, seguir uma alimentação saudável e equilibrada e praticar exercícios físicos frequentemente são uma ótima solução.

Todas as notícias sobre Gravidez