Facebook se tornou a maior rede social do mundo em uma década

Fácil de usar, rede social de Mark Zuckerberg possui mais de uma bilhão de usuários

Facebook é uma rede social gratuita disponível em versão web e aplicativos para Android, iOS, Windows Phone e Blackberry. A plataforma permite publicar textos, fotos, vídeos e trocar mensagens entre seus amigos. Além disso, é possível curtir páginas de pessoas e empresas famosas e acompanhar o que elas estão publicando.

Com base em Menlo Park, na Califórnia, o Facebook  é a rede social mais utilizada do mundo. A empresa conta com mais de 14 mil funcionários e possui mais de um bilhão de usuários ativos diariamente, sendo aproximadamente 105 milhões apenas no Brasil. Para ter uma ideia do seu tamanho, basta compará-la com outras redes sociais. Fundado em 2006, o Twitter era visto como uma das maiores novidades tecnológicas dos últimos anos. No entanto, a empresa apresentou queda em seu crescimento e mantém pouco mais de 135 milhões de usuários ativos diariamente. O Snapchat se tornou popular com suas fotos e vídeos que ficam disponíveis por apenas 24 horas e superou os 150 milhões de usuários poucos anos após ser lançado, em 2011. 

Além da versão web e do aplicativo para smartphones, a plataforma possui um aplicativo que economiza a franquia de dados. Disponível para Android , o Facebook Lite não depende de redes 3G e 4G  e funciona mesmo em conexões instáveis. Pesando cerca de 1,8 MB na memória do celular, a versão alternativa é um ótimo atrativo se comparado ao aplicativo convencional, que ocupa mais de 59 MB. O programa carrega fotos comprimidas e não reproduz vídeos automaticamente para economizar a franquia do aparelho.

A rede social também oferece aplicativos complementares ao Facebook. O principal deles é o Messenger , focado nas mensagens enviadas na rede social. Com visual que pouco lembra a rede social, o app é uma boa opção para quem troca muitas mensagens. A empresa também mantém serviços como o MSQRD , que oferece filtros divertidos em selfies, e o Gerenciador de Páginas , voltado para administradores se manterem em contato com o público.

Como se cadastrar

Para criar uma conta na rede social, basta acessar a home do Facebook e preencher o formulário com dados pessoais como nome, e-mail e data de nascimento. O site oferece ferramentas para adicionar amigos que estão nos contatos do e-mail e incluir informações básicas sobre o seu perfil, como o local onde você estudou e a empresa onde você trabalha.

Facebook foi lançado em fevereiro de 2004 como uma rede social exclusiva para estudantes
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Facebook foi lançado em fevereiro de 2004 como uma rede social exclusiva para estudantes

Ao concluir o cadastro, a plataforma envia um e-mail ou uma mensagem de texto para confirmar a criação de conta. Em seguida, é possível adicionar amigos que já têm conta na rede social e preencher mais detalhes em seu perfil  como suas músicas e séries preferidas.

Excluir conta

Sair da rede social não é uma tarefa tão fácil. A plataforma permite ao usuário desativar o perfil por um tempo ou excluir a conta definitivamente. Para desativar a conta, basta acessar o menu do Facebook – a seta para baixo no menu superior em computadores ou o ícone com três traços horizontais em dispositivos móveis – e escolher a opção Configurações. Em seguida, clique em Segurança e selecione Desativar sua conta. Os outros usuários não poderão ver sua linha do tempo ao pesquisar seu nome. Se você resolver voltar à rede social, basta usar o login e senha para acessar o perfil. Informações como amigos, fotos e interesses estarão disponíveis novamente.

A opção de excluir uma conta remove tudo o que tenha sido publicado no Facebook e leva um pouco mais de tempo. O processo pode levar até 90 dias para ser concluído. Antes de excluir a conta, é possível salvar um backup com as informações publicadas na rede social. Para remover a conta, o usuário precisa solicitar a exclusão em https://www.facebook.com/help/delete_account  e confirmar os dados solicitados.

História

Antes de lançar o Facebook, Mark Zuckerberg criou um site chamado Facemash enquanto ainda estava na Universidade de Harvard. A plataforma era uma espécie de jogo que apresentava duas fotos lado a lado e pedia para os estudantes da instituição escolherem quais eram as pessoas mais atraentes. Para conseguir fotos dos estudantes, o grupo invadiu o sistema internou e copiou as imagens de todos os cursos da universidade. Nas primeiras quatro horas, o site alcançou cerca de 450 visitas e 22 mil visualizações de fotos. Lançado em outubro de 2003, o Facemash logo foi bloqueado pela administração da universidade, que esteve perto de expulsar Zuckerberg.

Além de Zuckerberg, Facebook foi desenvolvido por um brasileiro e três norte-americanos
Reprodução/Facebook
Além de Zuckerberg, Facebook foi desenvolvido por um brasileiro e três norte-americanos

No início de 2004, o código do Thefacebook.com , como a rede social era chamada inicialmente, começou a ser desenvolvido. Ao contrário do que muitos pensam, a rede social não foi desenvolvida apenas por Zuckerberg. Ele também contou com a colaboração do brasileiro Eduardo Saverin e dos norte-americanos Dustin Moskovitz, Andrew McCollum e Chris Hughes, quando todos ainda eram estudantes.

Seis dias após o lançamento, a plataforma foi acusada de copiar a ideia de Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss, estudantes da Universidade da Harvard, que afirmaram ter recebido a promessa de criação de uma rede social chamada HarvardConnection.com. Em vez disso, o Thefacebook teria sido criado a partir de ideias dos dois estudantes, que processaram Zuckerberg e tiveram acesso a 1,2 milhão de ações da rede social, avaliadas em US$ 300 milhões, na época.

Quando foi lançada, a rede social permitia somente o acesso de estudantes da Universidade de Harvard. No primeiro mês, mais de metade dos matriculados estavam presentes no Thefacebook. A empresa recebeu a primeira rodada de investimento em junho de 2004, quando o co-fundador do sistema de pagamentos PayPal, Peter Thiel, colocou cerca de US$ 500 mil no projeto. Naquela ocasião, o Thefacebook.com havia acabado de se mudar para Palo Alto , na Califórnia.

A palavra "The" só saiu do nome da rede social em 2005, quando o domínio facebook.com foi comprado por cerca de US$ 200 mil. Em maio daquele ano, a empresa Accel Partners investiu US$ 12,7 milhões no Facebook, que lançou uma versão da rede social para funcionários de empresas como Apple e Microsoft , e estudantes do ensino médio. Em um primeiro momento, os alunos só conseguiam participar da rede social se tivessem um convite, como acontecia com o Orkut .

Aos poucos, o site passou a dar o acesso para outras instituições e só foi totalmente liberado em setembro de 2006, quando passou a crescer de forma mais acelerada. Mesmo com a rápida evolução, o Facebook levou um tempo para registrar lucro. A primeira vez no azul aconteceu apenas em setembro de 2009. Em janeiro do mesmo ano, a rede social se tornou a mais usada do mundo. De acordo com um levantamento do site Compete.com, o site contava com mais de 68 milhões de visitas únicas naquele mês. O número foi capaz de superar gigantes da época como o MySpace com uma certa tranquilidade.

No ano seguinte, o valor da empresa já girava em torno de US$ 41 milhões, de acordo com avaliação da SecondMarket Inc., uma empresa especializada no mercado de ações. Com isso, a rede social ultrapassou o e-commerce eBay para se tornar a terceira maior empresa norte-americana do setor de internet, ficando atrás apenas da Amazon e do Google

O ano de 2011 foi bem movimentado para o Facebook, que anunciou a transferência de sua base de Dublin, na Irlanda, para a Califórnia, nos Estados Unidos. O local escolhido foi o imóvel que antes era utilizado pela fabricante de computadores Sun Microsystems em Menlo Park, na região do Vale do Silício. Com a mudança, a empresa se tornou a maior empregadora da pequena cidade de pouco mais de 32 mil habitantes, que anteriormente havia sido o local da fundação do Google. Para se ter uma ideia, mais de seis mil moradores da região trabalham no Facebook.

Com cerca de 90 mil metros quadrados, Menlo Park oferece bancos, academias e restaurantes para os funcionários
Divulgação/Facebook
Com cerca de 90 mil metros quadrados, Menlo Park oferece bancos, academias e restaurantes para os funcionários

Apesar de transformar a rotina dos moradores, a companhia busca minimizar o impacto na cidade por meio de ações relacionadas ao meio ambiente. A empresa realiza a coleta seletiva por meio de latas de lixo reciclável e reutiliza a maior quantidade de material descartado possível. A rede social também trabalha para reduzir a emissão de poluentes causados pelo alto número de veículos. Viagens de ônibus gratuita nos arredores do escritório, transporte por vans e bicicletas são algumas das alternativas oferecidas. Além disso, a empresa promete que não irá criar nenhuma vaga de estacionamento adicional, mesmo em caso de crescimento do número de empregados. A ideia é incentivar o uso de meios de transporte alternativos.

Na internet, a rede social mantém uma preocupação com perfis que cometem infrações como spam, conteúdo explícito em publicações e uso da plataforma abaixo por pessoas com menos de 13 anos, idade mínima para se cadastrar . Em março de 2011, a empresa removeu cerca de 20 mil contas diariamente como parte de seus esforços para aumentar a segurança virtual. Ainda naquele ano, o site se tornou o segundo mais acessado nos EUA atrás apenas do Google, de acordo com dados da Nielsen.

Em outubro de 2012, Zuckerberg anunciou que o Facebook havia ultrapassado a marca de um bilhão de usuários. Para chegar a tal número, a plataforma considera ativos os membros que visitaram o site ou acessaram a plataforma por meio de aplicativos de terceiros ao menos uma vez no mês. Contas falsas não foram mencionadas no comunicado, mas a empresa estimava que cerca de 8,7% dos usuários da rede social não eram reais. Na época, a empresa revelou ter 600 milhões de usuários ativos em dispositivos móveis e 140 bilhões de conexões.

Plataforma Internet.org oferece acesso gratuito a aplicativos parceiros em diversos países
Divulgação
Plataforma Internet.org oferece acesso gratuito a aplicativos parceiros em diversos países

Em busca de novos usuários, o Facebook se tornou membro da The Alliance For Affordable Internet (A4AI ou Aliança pela Internet Acessível) logo em seu lançamento, em outubro de 2013. A entidade é mantida por organizações públicas e privadas, como Google, Intel e Microsoft.  Liderada por Tim Berners-Lee , um dos criadores do protocolo World Wide Web (WWW), a A4AI procura levar conexões acessíveis para países em desenvolvimento por meio de inciativas entre empresas e governos. Em 2015, o Facebook apresentou o projeto Internet.org, um aplicativo para os usuários acessarem vários sites e serviços sem pagar por pacote de dados ou conexão de uma rede Wi-Fi.

Disponível em alguns países da África, do Oriente Médio, da Ásia e da América Latina, o app pode ser usado em qualquer dispositivo com sistema Android, como Facebook, Messenger e Wikipedia. O projeto causou polêmicas em diversos locais e chegou a ser probido na Índia. Na ocasião, alguns grupos se mostraram preocupados com a possibilidade da empresa de Zuckerberg controlar todos os dados acessados pelo serviço e violar os princípios de uma web aberta.

Em abril de 2016, Zuckerberg revelou os planos do Facebook para a próxima decada durante a F8 Conference. De acordo com o fundador da rede social, o aumento da conectividade em todo o mundo, a inteligência artificial e a realidade virtual serão os setores que receberão mais atenção da empresa. A empresa já desenvolve planos nas três áreas. Além da expansão por meio do projeto Internet.org, a rede social anunciou que o Messenger passaria a usar chatbots. O recurso, desenvolvido especialmente para empresas agilizarem o atendimento aos clientes, utiliza inteligência artificial para manter conversas e realizar tarefas.

Um dos primeiros passos da empresa na realidade virtual foi disponibilizada por meio de vídeos e fotos em 360º na rede social. Enviar um vídeo no formato é um pouco complicado, pois o usuário precisaria ter uma câmera compatível. Por outro lado, as fotos em realidade virtual são bem acessíveis. Para enviar uma imagem em 360º, bastar ativar o modo panorâmica em um smartphone e publicar o resultado no Facebook. 

Aquisições

Com o passar dos anos, o Facebook comprou aplicativos com potencial de crescimento. Em abril de 2012, a empresa comprou o Instagram  por aproximadamente US$ 1 bilhão. A rede social, que contava com 100 milhões de usuários ativos na época, superou a marca dos 500 milhões em pouco mais de quatro anos.

WhatsApp recebeu diversos recursos que já estavam disponíveis no Facebook
Reprodução
WhatsApp recebeu diversos recursos que já estavam disponíveis no Facebook

A empresa de Zuckerberg também adquiriu o serviço de mensagens WhatsApp por US$ 19 bilhões, em fevereiro de 2014. O valor foi o mais alto pago a um aplicativo desde a compra do Instagram. Após a conclusão do negócio, o aplicativo recebeu uma série de recursos presentes no Facebook como confirmação de leitura e chamadas de voz.

O serviço de mensagens também deixou de prever a cobrança de US$ 1 ao ano . Apesar de uma parcela muito pequena dos usuários ter feito o pagamento, o aplicativo afirmou que a taxa não era bem vista pelos usuários. De acordo com o WhatsApp, a nova estratégia para ganhar dinheiro é desenvolver ferramentas para empresas e organizações se comunicarem com seus clientes por meio do aplicativo. O WhatsApp possui mais de um bilhão de usuários ativos mensalmente e, junto ao Facebook, é um dos poucos serviços online que ultrapassou tal marca.

Um mês após a compra do app de mensagens instantâneas, o Facebook também comprou uma fabricante do ramo da realidade virtual  por US$ 2 bilhões de dólares. A Oculus desenvolve aparelhos como o Rift e o Gear VR , criado em parceria com a Samsung. Os dispositivos são compatíveis com vídeos e jogos em 360 graus.

Recursos

O Facebook lança com frequência uma série de novos recursos em sua plataforma. Uma das funções mais bem-sucedidas é a possibilidade de transmitir vídeos ao vivo. Com poucos passos, o usuário pode iniciar um vídeo com o Facebook Live . Recentemente, a plataforma demonstrou as possibilidades da ferramenta com uma transmissão entre Mark Zuckerberg e a Estação Espacial Internacional (ISS), com os astronautas Tim Kopra e Jeff Williams, da Nasa, e Tim Peake, da Agência Espacial Europeia.

Durante a conversa, Zuckerberg fez perguntas suas e de internautas. O vídeo contou com a audiência de mais de 1,7 milhão de usuários, que puderem publicar reações e enviar comentários sobre a transmissão. As transmissões ao vivo também permitem incluir filtros para as imagens e até mesmo criar desenhos sobre elas.

Transmissão entre Zuckerberg e astronautas foi assistida por mais de 1,7 milhão de usuários
Reprodução/Facebook
Transmissão entre Zuckerberg e astronautas foi assistida por mais de 1,7 milhão de usuários

Se o usuário não desejar transmitir para todos os seus amigos, é possível criar um vídeo para um grupo ou um evento específico. A funcionalidade é bem parecida com o que é oferecido no Periscope , aplicativo de transmissão de vídeos ao vivo lançado pelo Twitter.  

A estratégia de se inspirar em outras plataformas é uma prática comum da rede social de Mark Zuckerberg. A plataforma costuma lançar recursos para fazer frente aos concorrentes incentivando os usuários a fazerem tudo o que precisam em apenas um local. Além de concorrer com YouTube e Google, por meio de vídeos e anúncios, a rede social desenvolveu uma ferramenta conhecida como Facebook Sports Stadium , para disputar espaço com o Twitter.

O recurso traz uma linha do tempo com as principais informações e comentários a respeito das partidas que estão acontecendo em um determinado momento . Com publicações de amigos, especialistas e estatísticas sobre o jogo, a empresa deseja que os usuários permaneçam no Facebook – e não no Twitter – para vivenciar uma experiência de segunda tela enquanto assistem à televisão.

O Facebook também disponibilizou a possibilidade de reagir à postagens no feed de notícias . Além do botão Curtir, o recurso oferece outras cinco reações possíveis: Amei, Haha, Uau, Triste e Grr. De acordo com Zuckerberg, a inclusão de alternativas para a curtida era um pedido antigo dos usuários, que esperavam ao menos um botão de "não curtir". "As Reações dão aos usuários novas formas de expressar amor, admiração, humor e tristeza. Não é um botão de desagrado, mas já dão ao usuário poder de expressar facilmente tristeza e empatia, além de prazer e carinho", explica.

Para  reagir a uma publicação de uma forma alternativa, basta passar o mouse sobre o botão Curtir no computador e escolher a opção desejada. O processo é semelhante no aplicativo para dispositivos móveis, mas o usuário deve pressionar o botão por mais tempo para as opções serem exibidas.

O Messenger, aplicativo voltado para mensagens enviadas e recebidas no Facebook, também oferece algumas funções que simplificam a vida do usuário. Uma atualização permitiu o envio de mensagens SMS diretamente no app. O objetivo da empresa é transformar o mensageiro no único serviço necessário para quem deseja conversar com os amigos pelo smartphone.

Disponível apenas para aparelhos com Android, o recurso pode ser ativado em poucos passos. Para habilitar as mensagens SMS no Messenger , basta acessar a área de "Configurações" e escolher a opção "Aplicativos". Em seguida, selecione o ícone da engrenagem no canto superior direito e escolha o item "Apps Padrão".

Facebook deseja transformar o Messenger no único aplicativo de mensagens necessário
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Facebook deseja transformar o Messenger no único aplicativo de mensagens necessário

A tela seguinte exibirá definições para vários tipos de aplicativos, incluido "Apps de SMS". Após selecionar a opção, o usuário pode selecionar o Messenger como o responsável por substituir o aplicativo de mensagens SMS nativo do Android. Plataformas como Hangouts e Go SMS também podem fazer o serviço. O aplicativo de SMS que já vem instalado no celular não é excluído, mas seu acesso fica limitado.

O responsável pelo Messenger, David Marcus, explicou que a mudança não trata apenas de combinar o aplicativo com as mensagens de texto. "Muitos aplicativos não acompanham a evolução da troca de mensagens, então percebemos que precisávamos transformar o Messenger no melhor cliente de mensagens SMS para Android", disse. Além de mensagens de texto, o usuário pode compartilhar fotos, vídeos, mensagens de voz, adesivos ou compartilhar sua localização com seus contatos.

O aplicativo de mensagens também atualizou mais de 1,5 mil emojis e criou outros 100 , visando representar a diversidade de gêneros e etnias. Entre as novidades, estão desenhos apresentando mulheres de diversas etnias ocupando várias profissões, como policial, surfista e nadadora. De acordo com uma publicação do Facebook, o objetivo é "fazer com que os emojis sejam mais representativos no mundo no qual vivemos".

Batizados de "Girl Power", os emojis estão disponíveis nos principais aplicativos e na versão web da rede social. Para incluir outras versões de emojis em uma mensagem, basta clicar e segurar na opção desejada. Se o desenho escolhido tiver outras versões, o computador exibirá uma caixa com as alternativas disponíveis. No celular, basta tocar e segurar sobre um dos emojis para exibir outras opções.

Segurança

Além de recursos para aproximar cada usuário de seus amigos, o Facebook também oferece recursos para manter as contas protegidas. Como em qualquer serviço na internet, o usuário precisa estar atento a questões relacionadas à segurança quando usa o Facebook. O primeiro passo é tomar algumas medidas simples: faça login apenas em páginas e aplicativos oficiais e utilize senhas fortes com letras, números e símbolos.

É possível configurar quem pode entrar em contato com você e quem vê suas publicações
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É possível configurar quem pode entrar em contato com você e quem vê suas publicações

Outra recomendação é ficar atento ao conteúdo das suas publicações na rede social. André Munhoz, gerente da Avast para o Brasil, sugere que o usuário pense duas vezes ao publicar ou compartilhar algo no Facebook. "Nas redes sociais, sempre tome cuidado com o que você está postando", alerta. O usuário deve lembrar que mesmo excluindo uma postagem em seu perfil, ela poderá continuar sendo vista por outras pessoas caso alguém tenha compartilhado a publicação.

O mesmo vale para check-ins em publicações, feitos com a ajuda de serviços de localização que determinam o local da postagem. É importante pensar quem poderá ver seus check-ins. Para Fábio Assolini, analista sênior de segurança na Kaspersky Lab Brasil, esse tipo de publicação pode ser perigosa, pois o usuário não sabe lidar com o alcance das informações que está expondo no Facebook. "Você está tornando público para as pessoas onde você vai. Não é bom você se expor demais nas redes sociais", afirma.

Uma forma de se certificar que apenas conhecidos verão o check-in é definir um grupo que poderá ver a publicação. Ao lado do botão "Publicar", é possível tornar o contéudo público, visível apenas para amigos ou restrito para você. Há, também, o botão "Mais opções", que permite escolher grupos específicos para amigos da faculdade ou do trabalho, por exemplo.

A opção mais avançada é utilizar as ferramentas de segurança disponíveis na rede social. Uma delas é o alerta de login: se alguém se conectar à sua conta a partir de um dispositivo diferente, o Facebook enviar um alerta pelo aplicativo e por e-mail para confirmar se você realmente autoriza o acesso. O usuário também pode habilitar a aprovação de login sempre que acessar o Facebook em um novo dispositivo. A verificação pode ser feita por meio de mensagens SMS ou pelo gerador de códigos da rede social.

Se habilitados, recursos de segurança podem proteger a conta por e-mails e mensagens SMS
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Se habilitados, recursos de segurança podem proteger a conta por e-mails e mensagens SMS

Alguns cibercriminosos utilizam links com ofertas chamativas para realizar ataques pelo Facebook. Em muitos casos, os links induzem o usuário a acessar sites suspeitos ou baixar arquivos com vírus. Para Munhoz, como os usuários ficaram mais atentos a ataques com links e anexos falsos no e-mail, os cibercriminosos passaram a utilizar as redes sociais para efetuar ataques virtuais. "O Facebook se tornou uma porta de acesso ao computador do usuário", afirma.

Antes de clicar em qualquer link, leve em consideração o autor e o conteúdo da mensagem. Em caso de imagens, também é importante verificar a extensão do arquivo antes de salvá-lo. A sugestão do Facebook é tomar cuidado com arquivos que parecem imagens mas terminam com .exe, .rar ou .zip.

Outra ferramenta permite verificar quais navegadores e aplicativos utilizados pelo usuário e onde ele está conectado no momento. O Facebook exibe o tipo de dispositivo utilizado e em qual cidade e o horário o login foi feito. Para acessar estes recursos, abra o menu da rede social no computador – a seta presente no canto direito da barra azul – e selecione a opção "Configurações". Em seguida, clique em "Segurança".

A página também apresenta opções relacionadas à privacidade do usuário na rede social. O principal recurso é definir quem poderá ver as postagens. Na área de "Configurações", selecione a aba "Privacidade". No aplicativo para dispositivos móveis, utilize o menu – o ícone com três traços horizontais – e escolha a opção "Atalhos de Privacidade" para definir o que estará visível em seu perfil.

A área de "Privacidade" também apresenta a opção de definir quem poderá enviar uma solicitação de amizade. O recurso permite liberar a solicitação apenas para pessoas ligadas aos seus amigos. Clique em "Editar" na seção "Quem pode entrar em contato comigo?" e altere para a opção "Amigos de amigos".

Antes de utilizar o login do Facebook em outros sites, a rede social confirma que tipo de informação você deseja compartilhar
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Antes de utilizar o login do Facebook em outros sites, a rede social confirma que tipo de informação você deseja compartilhar

Para simplificar a vida do usuário, muitos sites e aplicativos oferecem o login por meio da conta do Facebook. Entretanto, é preciso tomar cuidado com o tipo de informação este serviço terá acesso. Antes de terminar o login, verifique a tela da rede social que informa quais permissões você está concedendo. Para José Matias Neto, diretor para suporte técnico da Intel Security, o erro não está em utilizar o login do Facebook em apps de terceiros. "O problema é que esse aplicativo vai se inserir na sua rede social e ter acesso a determinadas informações dentro do seu perfil".

Todo serviço integrado à conta tem acesso a informações básicas como nome, foto do perfil, foto de capa, idade e gênero. Ao analisar cada permissão adicional, questione se o serviço realmente precisa deste dado. Outra vantagem de autorizar o mínimo de informações possíveis é estar mais seguro em caso de ataques virtual. Caso o serviço seja vítima de um golpe, seu perfil será menos prejudicado se você tiver fornecido apenas informações básicas.

Para verificar quais aplicativos estão conectados à sua conta, acesse o Facebook pelo computador, escolha a opção "Configurações" dentro do menu e selecione a opção "Aplicativos", na página seguinte. Ao passar o mouse sobre cada aplicativo, o Facebook exibe opções para editar as permissões e remover o serviço. 

Polêmicas

Mesmo com a popularidade entre os usuários, o Facebook frequentemente se envolve em polêmicas. Em 2015, o governo federal tinha planos de implementar o projeto Internet.org no Brasil. Após encontro com Mark Zuckerberg durante a Cúpula das Américas, Dilma Rousseff anunciou que o programa seria implantado no País. "A partir de agora, vamos começar a desenvolver estudos em comum, até desenhar um projeto comum com o objetivo da inclusão digital. Isso vai permitir ampliar o acesso à educação, à saúde, à cultura e tecnologia", declarou.

A Proteste Associação de Consumidores e outras 33 entidades entregaram uma carta criticando o possível acordo entre o governo e a empresa. Para as organizações, o acordo violaria direitos assegurados pelo Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965), como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede. O comunicado enviado à Dilma afirmava que "ao prometer acesso gratuito e exclusivo a aplicativos e serviços, o Facebook está na verdade limitando o acesso aos demais serviços existentes na rede e oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet". Meses depois, o Ministério Público Federal considerou a iniciativa ilegal no Brasil.

No encontro com Zuckerberg na Cidade do Panamá, Dilma vestiu um agasalho do Facebook
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
No encontro com Zuckerberg na Cidade do Panamá, Dilma vestiu um agasalho do Facebook

A polêmica envolendo o projeto não chegou nem perto da disputa envolvendo as mensagens criptografadas no WhatsApp, aplicativo de mensagens de rede social. O aplicativo utiliza mecanismos que bloqueiam a interceptação de todas as comunicações entre os usuários, incluindo mensagens de voz e outros arquivos. 

Com a  criptografia de ponta a ponta , as mensagens são embaralhadas  ao deixar o celular do autor da mensagem e são decodificadas apenas quando chegam ao celular de quem a recebe. "Quando você manda uma mensagem, a única pessoa que pode lê-la é a pessoa ou grupo para quem você a enviou. Ninguém pode olhar dentro da mensagem. Nem cibercriminosos. Nem hackers. Nem regimes opressores. Nem mesmo nós", disse a empresa em um comunicado logo após disponibilizar a proteção.

As mudanças no aplicativo, no entanto, causaram algumas discussões entre o Facebook e juízes que solicitavam informações sobre conversas feitos por suspeitos de crimes no WhatsApp. O aplicativo chegou a ser bloqueado em três oportunidades em menos de um ano. Em 19 de julho de 2016, a questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o desbloqueio após uma ordem judicial  responsável por o aplicativo fora do ar por cerca de quatro horas. De acordo com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, a decisão foi "pouco razoável e proporcional" e capaz de gerar "insegurança jurídica" no País.

O aplicativo foi reativado após o Partido Popular Socialista (PPS) encaminhar uma petição pedindo a reativação imediata ao Supremo. Lewandowski utilizou o Marco Civil para defender sua posição. A lei prevê o uso da internet no Brasil como um dos princípios  a "garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento, nos termos da Constituição Federal". O presidente do STF também expressou preocupação com a "preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede".

Na ocasião, a juíza Daniela Barbosa Assunção, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias (RJ) determinou o bloqueio do aplicativo sem previsão de retorno. A medida foi publicada sob a acusação de que o Facebook teria se recusado a fornecer informações para a Justiça após três tentativas. A juíza pediu a desabilitação da criptografia com a interceptação do fluxo de dados e o encaminhamento das mensagens já recebidas pelos usuários e ainda não criptografadas. Ou seja, as mensagens deveriam ser desviadas antes da criptografia ser implementada. O WhatsApp afirma não conseguir realizar a determinação por "impossibilidades técnicas".

Dois meses antes, o juiz Marcel Montalvão, da Vara Criminal da Lagarto (SE), havia determinado o bloqueio do aplicativo. O motivo foi o mesmo: a falta de informações sobre a atividade no WhatsApp de suspeitos em investigações sobre tráfico de drogas. A medida previa que o serviço ficasse fora do ar durante 72 horas a partir do dia 2 de maio de 2016. Entretanto, a determinação durou pouco mais de 48 horas, quando o desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, do Tribunal de Justiça do Sergipe (TJ-SE) aceitou um pedido dos advogados do aplicativo para reconsiderar a decisão de Montalvão.

Diego Dzodan permaneceu um dia no Centro de Detenção da Polícia Federal, em São Paulo
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Diego Dzodan permaneceu um dia no Centro de Detenção da Polícia Federal, em São Paulo

O juiz também foi o responsável pelo pedido de prisão preventiva do vice-presidente do Facebook  na América Latina, Diego Dzodan. De acordo com a equipe da Polícia Federal da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, a decisão está relacionada ao "reiterado descumprimento de ordens judiciais em investigações que tramitam em segredo de Justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas". Os dados seriam usados na investigação relacionada ao tráfico de drogas.

O executivo permaneceu preso por um dia no Centro de Detenção Provisória da PF em São Paulo e só foi liberado após a publicação de uma liminar do TJ-SE que revogava a decisão. "Estamos desapontados com a medida extrema e desproporcional de ter um executivo do Facebook escoltado até a delegacia devido a um caso envolvendo o WhatsApp, que opera separadamente do Facebook. O Facebook sempre esteve e sempre estará disponível para responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter", disse a empresa em note.

O primeiro bloqueio do WhatsApp aconteceu em 17 de dezembro de 2015. Na ocasião, a 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP) determinou o bloqueio total do aplicativo às operadoras de telefonia móvel . De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o bloqueio foi imposto pois o Facebook não havia atendido a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. Em 7 de agosto daquele ano, a Justiça notificou a empresa novamente e fixou uma multa em caso de não cumprimento.

Aplicativo oferece ferramenta para verificar se a conversa realmente é criptografada
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Aplicativo oferece ferramenta para verificar se a conversa realmente é criptografada

Ainda assim, o Facebook não atendeu a determinação e, com base na lei do Marco Civil da Internet, a juíza Sandra Regina Nostre Marques deferiu a determinação de bloqueio do WhatsApp durante 48 horas. Porém, uma liminar concedida pelo desembargador Xavier de Souza , da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça , obrigou as operadoras a voltarem com o serviço após cerca de 12 horas fora do ar.

Para Souza, o bloqueio prejudicaria milhões de pessoas que usam o aplicativo todos os dias. "Em face dos princípios constitucionais, não se mostra razoável que milhões de usuários sejam afetados em decorrência da inércia da empresa", disse em nota ao site do TJ-SP. Em sua página, Zuckerberg lamentou o bloqueio do aplicativo  para mais de 100 milhões de brasileiros. "Este é um dia triste para o país. Até hoje, o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online".

Antes, o Facebook já havia enfrentado problemas semelhantes com a Justiça. Em 25 de fevereiro de 2015, o juiz Luiz de Moura Correia determinou que a Polícia Civil do Piauí cumprisse a decisão de tirar o WhatsApp do ar  após recusas da empresa de colaborar com as investigações de um processo que ocorre em segredo de Justiça e envolve crime contra crianças e adolescentes.

Antes mesmo de ser cumprida, a medida foi cassada pelo desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Neste caso, o Facebook não se pronunciou, alegando que o WhatsApp teria razão social própria, mesmo que o Facebook Brasil fosse a única empresa do grupo a ter registro no País.

Os bloqueios fizeram os usuários buscarem alternativas para continuar se comunicando mesmo. Aplicativos de mensagens alternativos como Telegram e Viber foram apenas algumas das saídas . Algumas pessoas chegaram a utilizar serviços de VPN, redes virtuais privadas que passam por outros país e conseguem burlar o bloqueio das operadoras.

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