Enem: saiba tudo sobre o exame

Além de avaliar o desempenho dos estudantes no Ensino Médio, o Enem é usado na seleção e ingresso em universidades públicas; é também exigência para candidaturas ao ProUni e ao Fies

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo Ministério da Educação em 1998, inicialmente com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes ao final da educação básica, assim, contribuindo para melhorias neste nível de ensino de acordo com os indicadores obtidos em cada ano de sua aplicação. O órgão responsável pela realização do exame é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). 

De acordo com o último edital, as informações obtidas a partir dos resultados do Enem serão utilizadas para: compor a avaliação de medição da qualidade do Ensino Médio no País; subsidiar a implementação de políticas públicas; criar referência nacional para o aperfeiçoamento dos currículos do Ensino Médio; desenvolver estudos e indicadores sobre a educação brasileira; constituir parâmetros para a autoavaliação do participante, com vista à continuidade de sua formação e à sua inserção no mercado de trabalho.

Os estudantes realizam o Enem em dois dias. O exame é composto por quatro provas de múltipla escolha, com 45 questões cada, e uma redação . A prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias tem questões sobre as disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A de Ciências da Natureza e suas Tecnologias requer conhecimentos de Química, Física e Biologia. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias envolve questões de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação. Já a prova de Matemática e suas Tecnologias contém questões da disciplina em questão.

Enem: Exame Nacional do Ensino Médio foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) no ano  de 1998
Reprodução
Enem: Exame Nacional do Ensino Médio foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) no ano de 1998

Ao longo dos anos, o  exame passou a ser utilizado também como forma de seleção e ingresso no ensino superior, além de exigência para pleitear bolsas de estudo e financiamento estudantil  do governo federal em instituições privadas. 

Matriz de refência do Exame Nacional de Ensino Médio

Eixos cognitivos comuns a todas as áreas de conhecimento:

I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das
linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa;
II. Compreender fenômenos (CF):
construir e aplicar conceitos das várias áreas do
conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos históricogeográficos; da produção tecnológica e das manifestações artísticas;
III. Enfrentar situações-problema (SP):
selecionar, organizar, relacionar, interpretar
dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e
enfrentar situações-problema;
IV. Construir argumentação (CA):
relacionar informações, representadas em diferentes
formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir
argumentação consistente;
V. Elaborar propostas (EP):
recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para
elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os
valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 

Competência de área 1: aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na
escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida;

Competência de área 2: conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como
instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais;

Competência de área 3: compreender e usar a linguagem corporal como relevante
para a própria vida, integradora social e formadora da identidade;

Competência de área 4: compreender a arte como saber cultural e estético gerador
de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade;

Competência de área 5: analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das
linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função,
organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção
e recepção;

Competência de área 6: compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação;

Competência de área 7:  confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes
linguagens e suas manifestações específicas;

Competência de área 8: compreender e usar a língua portuguesa como língua
materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da
própria identidade;

Competência de área 9:  entender os princípios, a natureza, a função e o impacto
das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida pessoal e social, no
desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às
linguagens que lhes dão suporte, às demais tecnologias, aos processos de
produção e aos problemas que se propõem solucionar.

Para as prova de língua estrangeira o candidato deve indicar a opção entre inglês ou espanhol.

Matemática e suas Tecnologias

Competência de área 1: construir significados para os números naturais, inteiros,
racionais e reais;

Competência de área 2: utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e
a representação da realidade e agir sobre ela;

Competência de área 3: construir noções de grandezas e medidas para a
compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano;

Competência de área 4: construir noções de variação de grandezas para a
compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano;

Competência de área 5: modelar e resolver problemas que envolvem variáveis
socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas;

Competência de área 6: interpretar informações de natureza científica e social
obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência,
extrapolação, interpolação e interpretação;

Competência de área 7: compreender o caráter aleatório e não-determinístico dos
fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas,
determinação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações
de variáveis apresentadas em uma distribuição estatística.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Competência de área 1: compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas
associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de
produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade;

Competência de área 2: identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas
às ciências naturais em diferentes contextos;

Competência de área 3: associar intervenções que resultam em degradação ou
conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações
científico-tecnológicos;

Competência de área 4:  compreender interações entre organismos e ambiente, em
particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos
científicos, aspectos culturais e características individuais;

Competência de área 5:  entender métodos e procedimentos próprios das ciências
naturais e aplicá-los em diferentes contextos;

Competência de área 6:  apropriar-se de conhecimentos da física para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas;

Competência de área 7: apropriar-se de conhecimentos da química para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas;

Competência de área 8: apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Competência de área 1: compreender os elementos culturais que constituem as
identidades;

Competência de área 2:  compreender as transformações dos espaços geográficos
como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder;

Competência de área 3: compreender a produção e o papel histórico das
instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos,
conflitos e movimentos sociais; 

Competência de área 4: entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu
impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na
vida social;

Competência de área 5: utilizar os conhecimentos históricos para compreender e
valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação
consciente do indivíduo na sociedade;

Competência de área 6:  compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas
interações no espaço em diferentes contextos históricos e geográficos.

A redação no Enem

A prova de redação consiste na produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre determinado tema de ordem social, científica, cultural ou política. Uma tese deve ser defendida, ponto de vista, apoiada em argumentos consistentes e estruturados de forma coerente e coesa. O texto deve também elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado, respeitando os direitos humanos.

O texto será avaliado por dois professores, ao menos, de forma independente, de modo que um não saiba a nota atribuída pelo outro. A correção é baseada na avaliação de cinco competências:

Competência 1:  demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa;

Competência 2: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;

Competência 3:  selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;

Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;

Competência 5: elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada um dos avaliadores atribui uma nota entre zero e 200 pontos para cada uma das cinco competências. A soma desses pontos compõe a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1000 pontos. A média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores será a nota final do participante.

Se as notas atribuídas pelos avaliadores diferirem, no total, por mais de cem pontos ou a diferença for superior a 80 pontos em qualquer uma das competências, considera-se “discrepância”. Neste caso, a redação será avaliada, de forma independente, por um terceiro avaliador. A nota final será a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem.

Razões para se atribuir nota zero a uma redação:  fuga total ao tema; ƒ não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa; ƒ texto com até  sete linhas; ƒ impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto; ƒ desrespeito aos direitos humanos; e ƒ folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho. O título é um elemento opcional na produção da  redação e é considerado como linha escrita.

Assuntos que já foram tema na redação:  Publicidade infantil (2014); Efeitos da Lei Seca no Brasil (2013); Movimento imigratório para o Brasil no século 21 (2012); Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado (2011); O trabalho na Construção da Dignidade Humana (2010); O indivíduo frente à ética nacional (2009); Desmatamento na floresta amazônica (2008);  Desafio de se conviver com as diferenças (2007); O poder de transformação da leitura (2006); Trabalho Infantil (2005); Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação (2004); Violência na sociedade brasileira (2003); O direito de votar (2002); Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar interesses em conflito (2001); Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional (2000); Cidadania e participação social (1999); Viver e aprender (1998).

Correção de questões das provas objetivas do Enem

Cada uma das quatro proficiências são calculadas com base nas respostas dadas aos 45 itens de cada prova. A correção das provas objetivas tem início com a leitura dos cartões-resposta para a produção de uma base de dados.  De acordo com esclarecimento do Inep, na prova objetiva do Enem, a nota não é calculada levando-se em conta somente o número de questões corretas, mas também a coerência das respostas do participante diante do conjunto das questões que formam a prova realizada.

Essa nota é atribuída em uma métrica (escala) criada especialmente para o Enem pelo Inep com o objetivo de medir o conhecimento (proficiência) do participante em quatro áreas: Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.  A nota no Enem não é calculada usando-se somente o número de acertos, assim, a nota mínima não é  zero e a nota máxima não é 1.000. A nota do Enem é calculada mediante um modelo matemático da Teoria da Resposta ao Item (TRI), em que cada questão é um item. Essa teoria considera para o cálculo da nota a consistência da resposta segundo o grau de dificuldade de cada questão.

Condições para a não correção das provas do participante:  se o candidato deixar de indicar a cor do caderno de questões no caderno de respostas; sair da sala sem o acompanhamento de um aplicador ou ausentar-se em definitivo antes das duas horas do início do exame; se não entregar ao aplicador o cartão-resposta e a folha de redação ao terminar as provas; se não entregar ao aplicador o caderno de questões, caso deixe a prova em prazo anterior aos últimos 30 minutos para o término; no caso de ausentar-se da sala de prova portando o cartão-resposta e/ou a folha de redação; caso não atenda às orientações complementares da equipe de aplicação durante a realização do exame; caso o candidato se recuse a transcrever a frase constante da capa do seu caderno de questões ou recusar-se a assinalar a cor da capa de seu caderno de questões no cartão-resposta durante o exame.

Há mecanismos diferenciados para a avaliação das provas escritas dos participantes surdos ou com deficiência auditiva. Na correção das provas escritas desses participantes, serão adotados mecanismos de avaliação coerentes com o aprendizado da língua portuguesa como segunda língua.

Eliminação do participante:  quando o candidato fornecer informações falsas no ato da inscrição pela internet, agir com incorreção ou descortesia com qualquer participante ou pessoas envolvidas no processo de aplicação das provas; se perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do exame; comunicar-se, durante as provas, com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; portar qualquer tipo de equipamento eletrônico de comunicação durante a realização do exame; se utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do exame, sem prejuízo de demais penalidades previstas em lei; utilizar livros, notas ou impressos durante a realização das provas.

Resultados:   os gabaritos das provas objetivas são divulgados na página do Inep, no endereço eletrônico enem.inep.gov.br, até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas. Os resultados individuais do Enem são disponibilizados apenas no endereço eletrônico enem.inep.gov.br, em data a ser divulgada.O participante deve informar o número de inscrição e senha ou para acessar o resultado. Para aqueles que fizeram as provas com finalidade exclusiva de autoavaliação (menos de 18 anos no primeiro dia de provas e que concluirá o ensino médio após ano de aplicação do exame) os resultados serão divulgados 60 dias após a disponibilização dos resultados do exame.

Seleção e ingresso em universidades via nota do Enem

O exame passou a ser utilizado também como forma de seleção e ingresso no ensino superior. Nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES): universidades, institutos, além de instituições isoladas.

Enem passou a ser utilizado também como forma de seleção e ingresso em instituições públicas de  ensino superior
Wilson Dias/Agência Brasil/Fotos Públicas
Enem passou a ser utilizado também como forma de seleção e ingresso em instituições públicas de ensino superior

As universidades públicas têm autonomia para utilizar o Enem como fase única de seleção ou combinado com seus processos seletivos próprios, o vestibular. Com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) as vagas para cursos de graduação são disponibilizadas aos participantes do Enem. Os candidatos são selecionados de acordo com a nota obtida no exame, dentro do número de vagas em cada curso, por modalidade de concorrência. É possível também utilizar a nota do exame em substituição ao vestibular de diversas instituições particulares.

Enem Plus: aplicativo para que estudantes calculem as notas

Na edição do exame em 2015, os estudantes  puderam experimentar o aplicativo gratuito Enem Plus, que simula o cálculo da nota e lista as possibilidades de aprovação em todas as instituições que utilizam o exame como acesso. Com o Enem Plus, o usuário escolhe a universidade ou o Estado que deseja estudar. Depois, é só colocar a pontuação que obteve em cada área de conhecimento. O aplicativo calcula a contagem e prevê com aproximação quais são os cursos e as instituições onde o estudante pode passar.

O candidato também pode usar o app para ter uma estimativa do seu desempenho. A ferramenta realiza uma busca nos bancos de dados públicos da edição de 2014, no site do Ministério da Educação, e calcula a nota padronizada.

Enem e programa de bolsas e financiamento estudantil

O Enem é requisito para a concessão de bolsas restituíveis a estudantes que não tem condições de pagar as mensalidades da graduação. No Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o estudante conclui o curso superior e começam a pagar o valor das mensalidades somente depois de formado. É preciso ter média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem igual ou superior a quatrocentos e cinquenta pontos e nota  maior que zero na redação. Os financiamentos concedidos com recursos do Fies passaram a ter taxa de juros de 6,5% ao ano.

O Programa Universidade para todos  (ProUni ) do Ministério da Educação, criado em 2004, concede bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior para cursos de graduação. Para pleitear as bolsas é preciso ter realizado a última edição do Enem. Não é possível participar utilizando exames de anos anteriores.

Enem e certificação de conclusão do Ensino Médio

O exame também pode ser utilizado para fins de certificação de nível de conclusão do Ensino Médio, para tanto o candidato deverá atender aos seguintes requisitos: indicar a pretensão de utilizar os resultados de desempenho no exame para fins de certificação de conclusão do Ensino Médio, no ato da inscrição, bem como a Instituição Certificadora; possuir no mínimo 18 anos completos na data da primeira prova de cada edição do exame; atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do exame; atingir o mínimo de 500 pontos na redação.

A certificação com base nos resultados do Enem é destinada às pessoas que não concluíram o ensino médio na idade própria, segundo o artigo 37 da seção V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Anexo I) –, inclusive às pessoas privadas de liberdade e os jovens que cumprem medidas socioeducativas ou, ainda, que estão fora do sistema escolar. Para obter o certificado, não é necessário que o participante apresente Histórico Escolar ou Certificado de Conclusão do Ensino Fundamental, uma vez que um há parecer da Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE), segundo o qual  “o ensino fundamental não é condição absoluta de possibilidade de ingresso no ensino médio, dada a flexibilidade posta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

As instituições que são habilitadas a participar do processo de certificação com base nos resultados de desempenho no Enem são as Secretarias de Estado de Educação e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, mediante assinatura do Termo de Adesão.

O certificado de conclusão do Ensino Médio é o documento que reconhece oficialmente que o participante do Enem cumpriu integralmente todos os componentes curriculares do núcleo comum do atual ensino médio.

Há ainda a possibilidade de  que o participante do Enem obtenha a declaração parcial de proficiência. Para isso, é preciso alcançar o mínimo de 450 pontos na área de conhecimento pretendida, entre as seguintes: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias.

A declaração parcial de proficiência comprova que o participante atingiu a pontuação mínima necessária em uma ou mais áreas de conhecimento avaliadas no Enem que correspondem aos componentes curriculares do atual Ensino Médio.

Enem no programa Ciência Sem Fronteiras

Para o estudante de graduação que queira concorrer a bolsas do programa Ciência Sem Fronteiras  é preciso preencheer os seguintes critérios: estar regularmente matriculado em curso de nível superior nas áreas e temas contemplados pelo CsF; ter nacionalidade brasileira; ter integralizado no mínimo 20% e, no máximo, 90% do currículo previsto para seu curso, no momento do início previsto da viagem de estudos; ter obtido nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) igual ou superior a 600 pontos, em exames realizados a partir de 2009; apresentar perfil de aluno de excelência, baseado no bom desempenho acadêmico segundo critérios da Instituição de Ensino Superior (IES); comprovar proficiência conforme consta no texto das chamadas.

Enem e ingresso em universidades portuguesas

Aqueles que desejam realizar cursos de graduação em Portugal podem usar a nota do Enem como forma de ingresso. Ao todo, 12 instituições mantém acordo com o governo brasileiro: as Universidades de Coimbra, de Lisboa, do Algarve, de Aveiro e da Beira Interior, além dos Institutos Politécnicos em Algarve, Coimbra, Porto, Guarda, Leiria, Beja e o de Cávado e do Ave.

Como não existe regra única para selecionar os alunos, cada instituição decide a forma de acesso para cada um de seus cursos. De modo geral, é necessário ter realizado o Enem no máximo há três anos, com nota mínima de 500 pontos. Há limites para o número de estudantes internacionais, embora as universidades ofereçam vagas em cursos de áreas variadas, não é possível se candidatar a Medicina, por conta de uma lei portuguesa que garante que o acesso ao referido curso seja feito obrigatoriamente por meio de exames nacionais.

Em Portugal, as instituições públicas têm a maior concentração de alunos do ensino superior no país, cerca de 80% do total de matrículas. Apesar de públicas, as universidades cobram o pagamento de taxas dos  alunos como forma de coparticipação nos custos do ensino.

Isenção de pagamento na inscrição do Enem

Os participantes que se inscreverem para as prova do Enem e que são concluintes do ensino médio em escola pública têm a isenção na taxa de inscrição  concedida automaticamente. Também estão isentos  os participantes que declararem ser pertencentes de família de baixa renda, ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica (nos termos do art. 4º do Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007 ou da Lei 12.799, de 10 de abril de 2013). Nesse caso o participante deve solicitar isenção de taxa no sistema de inscrição e declarar carência. Caso a solicitação seja indeferida, o participante deverá efetuar o pagamento da taxa para ter sua inscrição confirmada.

Atendimento especializado e diferenciado aos candidatos

Desde que o participante informe, no ato da inscrição, sua deficiência e/ou condição especial e os recursos necessários para a realização da prova, há atendimento especializado e/ou específico aos participantes com deficiências ou em condições especiais. Ele deverá dispor dos documentos comprobatórios, que poderão ser solicitados pelo Inep a qualquer momento.

O atendimento especializado é oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira,
visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou com outra condição especial.

O atendimento específico é oferecido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes
em classe hospitalar e sabatistas (pessoas que, por convicção religiosa, guardam o sábado).

Os sabatistas também têm sua condição respeitada e, para tanto, é necessário que o candidato, no ato de inscrição, informe esse atendimento específico. Ele deverá ingressar no local de prova no mesmo horário de todos os participantes – entre 12h e 13h no horário de Brasília – e deverá aguardar em sala o início de sua prova, que será a partir das 19h, horário de Brasília. No caso dos participantes sabatistas dos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, a prova será realizada a partir das 19h, horário local.

Aos participantes travestis e aqueles se assumem na condição de transexual (pessoas que se identificam e querem ser reconhecidas socialmente em consonância com sua identidade de gênero) podem solicitar atendimento pelo nome social nos dias e locais de realização do exame poderá solicitá-lo, se assim desejar. Para esse procedimento, é preciso preencher um formulário na página virtual do MEC/Inep, assiná-lo e enviá-lo pelo sistema junto com uma foto recente e com o documento de identidade. O Inep faz a avaliação dos pedidos.

Enem para Pessoas Privadas de Liberdade

Desde 2010, o MEC  realiza o Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL). As provas são aplicadas em prisões e unidades de internação socioeducativas. Para que as pessoas privadas de liberdade e os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas participem do Enem PPL, é necessário que as unidades prisionais e socioeducativas tenham firmado termo de compromisso com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para a realização do exame.

As inscrições são feitas exclusivamente pela internet. Cada Unidade deverá ter um responsável pedagógico e firmará um Termo de Compromissos e Responsabilidades com o Inep.

É o responsável pedagógico quem faz a leitura do edital do Enem PPL, efetua as  inscrições dos participantes, acompanha o processo até o acesso dos resultados obtidos por aqueles que realizam o exame. Ele também deverá solicitar a certificação ou a participação do inscrito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bem como o atendimento especial para os dias das provas

Os locais das provas são indicados pelas Secretarias de Segurança Pública de cada estado, Secretarias de Justiça dos Estados, Órgãos da Administração Penitenciária e Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente. As salas para o exame devem ter no máximo 36 pessoas. Cabe ao estabelecimento prisional zelar pela segurança das salas e da aplicação das provas para evitar fraudes. 

TV Escola e  "A hora do Enem"

Material da TV Escola , do Ministério da Educação, permite aos participantes do Enem fazer simulados on-line, criar um plano de estudos adequado às suas necessidades e baixar vídeos.  Por meio da plataforma  é possível acessar notícias, receber orientações de como se preparar para a prova, ver questões que já caíram nos anos anteriores comentadas por professores, conhecer estudantes que estão vivendo essa mesma etapa da vida e, assim, chegar ao dia do exame mais seguro e confiante. 

Estratégias para resolução de questões do Enem

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem parecer longas. Contudo, os estudantes devem tomar cuidado para que não falte tempo. Tem-se aproximadamente, três minutos para resolver cada uma das 180 questões de múltipla escolha do exame. Deve-se ainda deixar uma hora para produção da redação. 

O primeiro dia de aplicação do exame tem duração de quatro horas e trinta minutos, os candidatos respondem a 90 questões de múltipla escolha das Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia). 

No segundo são 90 questões das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias ((Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação); Redação e de Matemática e suas Tecnologias Nesse dia, os estudantes terão cinco horas e trinta minutos para terminar as provas.

Dicas para os dois dias do Enem

Recomenda-se que os participantes do Enem conheçam com antecedência os locais de prova. Os portões de acesso são abertos às 12h e fecham às 13h, horário de Brasília. Se possível, Recomenda-se que todos os participantes cheguem ao local de prova até as 12h (horário de Brasília), já que é proibida a entrada após o fechamento dos portões.

Depois que os portões fecharem, às 13h, uma série de procedimentos de segurança é realizada. As provas têm início às 13h30.

O que levar? 

- Documento de identificação original com foto para a realização das provas (cédula de identidade (RG) expedida por Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal; a identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros; a identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por Lei tenham validade como documento de identidade; a Carteira de
Trabalho e Previdência Social; o Certificado de Reservista; o Passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia); não são aceitos como documentos:  protocolos, Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Título Eleitoral, Carteira de Estudante, crachás e identidade funcional de natureza privada, nem documentos ilegíveis, não identificáveis
e/ou danificados, ou ainda, cópia de documentos, mesmo que autenticadas.

- apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente (lápis e outros tipos de caneta não são permitidos);

- o candidato pode levar água, refrigerante e lanche (fruta, chocolate, biscoito, barra de cereal, por exemplo)

Objetos proibidos

Lápis, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, boné, chapéu, fone de ouvido, gorro e similares e portar armas de qualquer espécie, mesmo com documento de porte. Caso o candidato esteja portando esses objetos, eles deverão ser mantidos sob a cadeira armazenados no porta-objetos.

O participante deve desligar todo e qualquer aparelho eletrônico,incluindo o celular, antes de entrar na sala de prova. Os fiscais fornecem um porta-objetos com lacre, para que aparelhos e demais materiais proibidos sejam guardados. O porta-objetos lacrado deve ficar embaixo da cadeira até o final das provas e só pode ser aberto quando o participante deixar o local, sob pena de eliminação.

Confirmação de inscrição no Enem

O cartão de confirmação de inscrição fica disponível pra impressão na página do participante, nele estão contidas as informações seguintes: número de inscrição, data, hora e local de prova, indicação de atendimento específico, quando no caso solicitado na inscrição, a opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol); solicitação de certificação, quando for o caso. O cartão é acessa o no endereço eletrônico enem.inep.gov.br/participante. É necessário informar o CPF e senha.

USP e adesão ao Enem como forma de ingresso

Atualmente, apenas três unidades das 42 que a Univesidade de São Paulo(USP) possui não aderiram ao Sisu: o Instituto de Física (IF), a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

No vestibular 2017, a instituição deve oferecer 11.072 vagas, o que equivale 15 a mais do que em 2016. Isso se deve em função de reformulação de vagas na Escola de Comunicações e Artes (ECA) e no Instituto de Matemática e Estatística (IME). A novidade para o próximo processo seletivo é a adesão ao Sisu das seguintes unidades: Escola de Comunicações e Artes (ECA), Faculdade de Odontologia (FO), Instituto de Química de São Carlos (IQSC), Escola Politécnica (Poli), Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU).

Em 2016, 1.489 vagas da Universidade de São Paulo  foram reservadas para disputa pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . Deste total, 340, ou 22,8%, não foram preenchidas por meio da prova do Ministério da Educação. O motivo foi a nota mínima alta fixada para alguns cursos. Assim, a concorrência por essas vagas não preenchidas pelo Sisu voltou para a Fuvest, que organiza o vestibular,  sistema de tradicional de seleção da USP. 

Enem na Unicamp e Unesp

Segundo a Comissão Permanente para o Vestibular (Convest), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) utiliza a nota do ENEM parte de Conhecimentos Gerais) para compor a nota final da 1ª fase. Somente é usada a nota do exame daqueles candidatos que tenham autorizado sua utilização no Formulário de Inscrição do Vestibular.

Já na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) a realização do ENEM não é garantia de que esta nota será usada na somatória de pontos da Vunesp, responsável pelo vestibular. Apenas as notas da prova objetiva do Enem que forem maiores que a nota da prova objetiva da Unesp serão contadas. Ainda sim, a nota da prova de Conhecimentos Gerais da Unesp terá um peso maior. 

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