Saiba tudo sobre a Bolsa de Valores de São Paulo – BM&F Bovespa

Com a ajuda de corretoras de valores operar na bolsa de valores é mais simples e segura. Veja como funciona a BM&F Bovespa de perto

Brasil Econômico

Anteriormente conhecida como Bolsa Oficial do Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa originou-se após a fusão com a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F), ocorrida no dia 8 de maio de 2008, gerando uma nova instituição nomeada BM&F Bovespa. 

A BM&F Bovespa é uma companhia autorreguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários, que auxilia na administração de mercados organizados de títulos, contratos derivativos e valores mobiliários. Entre os serviços prestados pela BM&F Bovespa, como, por exemplo, serviços de registros, pode-se encontrar também liquidação e compensação, abrangentes e atuantes na garantia da liquidação financeira das operações.

Sediada em São Paulo, mais especificamente na Praça Antônio Prado, no centro da cidade, a BM&F Bovespa tem como índice econômico principal o Ibovespa. Como modelo de negócios, utiliza um sistema de custódia completa e possibilita a todos os seus clientes a realizarem operações destinadas à compra e venda de ações.

Transferências de riscos de mercado, diversificação e alocação de investimentos, taxas, mercadorias, ativos financeiros, títulos de renda fixa, empréstimo de títulos, licença de softwares e arbitragem de preços entre mercados, também fazem parte dos serviços oferecidos.

Prédio da Bovespa em São Paulo
Beatriz Atihe/iG São Paulo
Prédio da Bovespa em São Paulo

História da Bovespa

Em agosto de 1890, foi fundada pelo presidente Emílio Rangel Pestana a Bolsa Livre, passo inicial para a criação da Bolsa de Valores de São Paulo.   Após encerrar suas atividades em 1891 devido à política do Encilhamento, surgiu quatro anos depois a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, que contribuiu continuamente para a evolução do mercado de capitais no Brasil.

Em meados de 1934, localizou-se no Palácio do Café – Pátio do Colégio, mudando o seu nome para Bolsa Oficial de Valores de São Paulo no ano seguinte. Em 1960, as bolsas brasileiras, inclusive a Bovespa, eram consideradas instituições oficiais corporativas que possuíam vínculo com a secretária de finanças ou secretarias da fazenda estaduais, como são conhecidas atualmente.

Com os ajustes ocorridos no sistema financeiro nacional e no mercado de capitais em 1965 e 1966, as bolsas passaram a ter características institucionais, consequentemente se transformando em associações civis que não possuíam fins lucrativos. A autonomia também foi taxada como característica, refletindo nas áreas financeiras e patrimoniais.

Devido a essas mudanças, corretores de fundos públicos ou corretores autônomos, foram substituídos pela sociedade corretora, conhecidas nos dias atuais como corretoras de valores, que nada mais são do que empresas constituídas sob a forma de copiar a sociedade por ações nominativas ou por cotas de responsabilidade limitada.

Em 1967, já como Bolsa de Valores de São Paulo, foi ganhando espaço e consequentemente desbancando a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, considerada a mais importante até então. Grande parte dessa mudança ocorreu por conta dos efeitos do Crash de 1971 que ocasionou quedas significativas nos preços das ações. No ano 2000, ambas as bolsas comandaram a assinatura que propunha um acordo de integração voltado para as nove bolsas de valores brasileiras.

Esse acordo previa que ações de companhias abertas e os títulos privados deveriam ser desenvolvidos na Bovespa, enquanto a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro seria responsável pelo mercado eletrônico de títulos da dívida pública.

Ainda em 2000, aconteceu a integração das bolsas de valores de São Paulo, Bahia, Santos, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Extremo Sul, Bolsa Regional e Bolsa de Valores Minas - Espírito Santo – Brasília, responsável pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito-Santo e Brasília.  Com essa integração, a Bovespa passou a ser responsável pelas negociações de ações do Brasil, enquanto as bolsas regionais continuaram com suas atividades anteriores, abrangentes ao desenvolvimento do mercado e da prestação de serviço às praças locais.

1960 : A Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa passou a adquirir características institucionais, não sendo mais subordinada ao secretário da fazenda do Estado. Após esse ocorrido, a Bovespa concentrou grande autonomia administrativa, patrimonial e financeira. Em 1968, o Índice Bovespa foi criado. Atualmente ele é conhecido pelo nome IBOVESPA.

1970 : Ocorreu em 1972 a implementação do pregão automatizado juntamente com a potencialização de informações online e em tempo real por meio de uma rede de terminais de computadores. No final dos anos 70, a Bovespa foi considerada pioneira na iniciação de operações como alternativas abrangentes as ações no Brasil.

1980 : Ocorreu a implantação do Sistema Privado de Operações por Telefone (SPOT) juntamente de uma rede de serviços online destinada as corretoras e um sistema de custódia de títulos.

1990 : As negociações por meio do Sistema de Negociação Eletrônica Computer Assisted Trading System (CATS) foram iniciadas. Esse sistema fazia a operação simultânea com o sistema tradicional de pregão viva voz. Em 1997, o Mega Bolsa, sistema de negociação eletrônica da Bovespa, foi desenvolvido com o intuito de aumentar o carregamento de informações.  No final dos anos 90, os serviços Home Broker e After-Market foram lançados também pela Bovespa.

2000 : Ocorreu a integração de todas as bolsas de valores brasileiras, sendo a Bovespa a principal responsável pelas negociações de ações do país. Cinco anos depois, a Bovespa se tornou uma bolsa completamente eletrônica após o fim do pregão viva voz.  Em 2006, a Bolsa de Valores de São Paulo passou a operar apenas em pregão eletrônico doméstico.

Em outubro de 2007, aconteceu a abertura de capital da empresa coligada Bovespa Holding, registrada no IBOVESPA como BOVH3, consórcio de corretoras operantes na Bolsa de Valores de São Paulo. Em março de 2008, foi anunciado o início do processo de fusão com a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F), originando assim, a BM&F Bovespa.

Prédio da Bovespa, no Centro de São Paulo
Beatriz Atihe/iG São Paulo
Prédio da Bovespa, no Centro de São Paulo

Serviços

Com o crescimento e o conhecimento da informática, a Bovespa desenvolveu em 1999 os serviços Home Broker e After-Market.

Home Broker

O Home Broker é uma espécie de ferramenta que possibilita a negociação de ações por meio da internet. Através do site de corretoras na internet, investidores de diferentes lugares podem acompanhar e até mesmo atuar na compra e venda de ações que ocorrem no Sistema de Negociação da BM&F Bovespa. Dessa forma, pode-se entender o Home Broker como uma ferramenta que auxilia na comunicação do cliente, da Bolsa de Valores e da corretora.

Para entender de fato o funcionamento do Home Broker, é importante ter em mente que existem corretoras de valores por trás de plataformas como essa.  Através das corretoras de valores são estabelecidos os vínculos com investidores e com o mercado de capitais. Devido a isso, é normal que corretoras possuam seus próprios Home Brokers e se tornem responsáveis pelo envio do pedido para o Sistema de Negociação da BM&F Bovespa.

O principal benefício do Home Broker está em sua agilidade, o que facilita o processo de negociação de ações via internet.  Através dele, é possível investir na Bolsa de Valores em tempo reduzido, não comprometendo a compra ou a venda das ações.  A praticidade oferecida por ele também é um atrativo devido ao acesso facilitado. Por meio desse serviço, a visualização de informações relativas à carteira de investimentos é permitida.

O Home Broker possibilita o acesso via smartphone, já possuindo uma versão mobile.  O baixo custo desse serviço é outra vantagem perceptível. A redução de custos via Home Broker acontece, pois o serviço de operadores torna-se dispensável já que tudo é realizado pela internet e pelo próprio investidor. Assim, as corretoras diminuem custos e repassam a taxa de corretagem também com um valor menor.

 After-Market

O After-Market é um período de negociação extra da Bolsa de Valores, que possibilita que negociações ocorram mesmo depois do encerramento do pregão normal. Devido a essa inovação da Bovespa, uma sessão noturna de negociação eletrônica é oferecida, além de permitir que pequenos e médios investidores enviem ordens no período noturno e via internet.

Possuindo um funcionamento muito semelhante ao pregão normal, o After-Market é acionado por meio de uma conta em uma corretora de investimentos, permitindo o acesso à Bolsa de Valores em todos os horários. É necessário o desenvolvimento de uma estratégia para que se possa operar apenas no horário extra, podendo assim, escolher os ativos pretendidos e a ordem de compra ou venda por meio do Home Broker.

Tendo início após o pregão normal da BM&F Bovespa, esse serviço possuiu duração reduzida e uma fase de pré-abertura que ocorre cinco minutos antes do período de negociação. Período esse, separado exclusivamente para o cancelamento de ordens realizadas no horário regular, seguido das negociações inseridas no After-Market. É importante ressaltar que no horário de verão, tanto o pregão normal quanto o período destinado ao After podem sofrer alterações.

Um dos benefícios desse serviço é a oportunidade de investir em um horário favorável e adaptável a rotina de cada investidor, além da possibilidade da execução de ajustes fora do período do pregão normal.

Novo Mercado

Lançado em 2001 pela Bovespa, o Novo Mercado é um sistema onde ações de empresas adeptas as práticas de governança corporativa são registradas e listadas, sendo elas mais rígidas do que as exigidas pela legislação brasileira. A primeira lista ocorreu em 2002, se tornando o padrão de governança mais usado pelos investidores para a abertura de capital.

O Novo Mercado é considerado ideal para empresas que objetivam ofertas grandiosas, porém sem segmentação em relação aos investidores, ou seja, podendo transitar entre investidores institucionais, pessoas físicas, entre outras opções.

Nos últimos 10 anos, esse serviço se tornou uma seção destinada à negociação de ações de empresas adeptas as práticas de governança corporativas adicionais, porém que não deixaram de cumprir as demais exigidas regularmente. Nesse caso, a listagem engloba a adoção de um conjunto de regras societárias que aumentam os direitos dos acionistas, além da utilização de uma política de divulgação de informações mais ampla.

Empresas listadas no Novo Mercado podem emitir apenas ações ordinárias, ou seja, ações com direito de voto. Com isso, algumas regras são fundamentais para a estruturação da governança e direitos dos acionistas, como por exemplo, a venda de ações por menores preços em casos de venda do controle. 

 Em caso da retirada do nome da lista ou cancelamento do contrato com a BM&FBOVESPA, a empresa deve fazer oferta pública de aquisição para comprar novamente as ações dos acionistas. Em relação ao conselho de administração, é necessária a participação de cinco membros, sendo pelo menos 20% integrados aos conselhos independentes, com mandatos de no máximo dois anos.

Ibovespa

Basicamente, o Ibovespa é um indicador que concentra uma média a partir de registros de cotações dos ativos mais negociados no mercado de ações do Brasil, ou seja, é um indicador que reúne informações abrangentes as maiores empresas brasileiras que já estão listadas na Bolsa de Valores.

Na BM&F Bovespa, os investidores tem a possibilidade de atuarem na negociação de 500 empresas de segmentos diferentes.  Essas ações chegam a representar 80% do volume de negociação do mercado brasileiro, assim como a presença dos pregões, se vistas como critério adicional.

O Ibovespa é calculado em tempo real, registrando instantaneamente os preços de absolutamente todos os negócios no mercado de ações, podendo também ser acompanhado pela internet juntamente da divulgação da própria BM&F Bovespa. Com isso, é dada uma pontuação a cada ação com uma fórmula que engloba o peso da mesma para a carteira de volume, se transformando então no índice da Bovespa.

A ação de uma empresa é registrada no Ibovespa quando suas ações possuem participação em termos de volume financeiro, sendo eles, maiores ou iguais a 0,1%. Fazer parte do período vigente das três carteiras teóricas antecedentes ao índice e não ser classificado como ativo, no qual o valor médio durante a vigência da carteira teórica seja menor que R$ 1 também entra para o registro da empresa.

Assim como os índices Dow Jones e NASDAQ, o Ibovespa pode ser visto como um termômetro do mercado de finanças. É importante lembrar que esses indicadores não são as únicas maneiras de se analisar investimentos e seus riscos, mas são intermediadores que adiantam as previsões do próprio mercado de ações.

Investidores de todo o Brasil devem usar o Ibovespa como meio de buscar informações e se orientarem sobre o momento atual do mercado, e não como sua principal fonte de soluções e resultados.  A pontuação registrada no índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrará o registro de um determinado momento do mercado no mesmo segundo em que ele aconteceu. Com isso, o investidor terá tempo de analisar a situação e decidir se deve permanecer ou não com seus negócios e ações.

 Devido a esses fatores citados acima, o índice do BM&F Bovespa é considerado um elemento importante no processo de desenvolvimento de uma gestão de risco. Por isso, é importante salientar que ele ajudará na propagação de investimentos, orientando e informando para onde suas ações estão indo e se isso é ou não favorável para o investidor.

Instituto Educacional BM&F Bovespa

A fim de gerar a formação de profissionais capacitados, o Instituto Educacional BM&F Bovespa vem atuando diretamente no desenvolvimento do mercado financeiro por meio da educação. São oferecidos cursos presenciais, online e treinamentos que auxiliam na formação de novos investidores e gestores financeiros. Com isso, o Instituto Educacional inclui em seu sistema educacional desde cursos com conteúdos pragmáticos mais leves até teorias mais complexas que necessitam de um maior tempo para o seu aprofundamento.

A equipe do Instituto Educacional é composta por docentes e especialistas que contribuem para o crescimento da experiência em educação financeira da instituição e dos alunos. No total, se formaram 60 mil profissionais, atendendo cerca de quatro milhões de pessoas. Além da programação que engloba agendas abertas, o Instituto é responsável pela aplicação da certificação do Programa de Qualificação Operacional da Bolsa, oferecendo soluções educacionais personalizadas de acordo com a demanda de cada empresa.

Conheça a BM&F Bovespa

Promovidas pelo Instituto Educacional BM&FBOVESPA, as visitas monitoradas para conhecer a Bolsa são gratuitas, possibilitando a experiência de acompanhar de perto o seu funcionamento, tanto na prática quanto na teoria.  Além de conhecer o espaço, informações sobre o mercado de ações são dadas, a fim de instigar o interesse dos visitantes e informa-los sobre o assunto que faz a Bolsa girar.

Localizada no Espaço Raymundo Magliano Filho, funciona de segunda a sexta-feira das 9h às 17h. Para agendar a visita é necessário marcar um horário. A divisão é feita para grupos de 20 a 60 pessoas. Caso o grupo seja menor ou a visita seja individual, o agendamento não precisa ser feito, sendo possível a visita monitorada com outra instituição. Todas as visitas possuem duração de duas horas, estando inclusas na programação a palestra “BM&FBOVESPA - Mercados de Ações e Futuros” em um cinema 3D, a simulação de compra de ações, entre outras atrações.

Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é uma espécie de mercado organizado onde ações de sociedades de capital públicas ou privadas são negociadas. Sua organização pode se dar por meio de uma sociedade civil sem fins lucrativos, que faz com que o sistema de negociação eletrônico permaneça adequado à ação de transações de compra e venda de títulos e até mesmo valores mobiliários.

Atualmente, é mais comum que as bolsas de valores trabalhem como sociedades anônimas que auxiliam ao mesmo tempo em que visam o lucro por meio dos serviços oferecidos.  No caso da organização como sociedade civil, seu patrimônio deve ser representado por títulos que pertencem às corretoras que as integram.  Altos padrões éticos de negociação são preservados pelas bolsas de valores, pois desse modo, sua divulgação se propaga com mais rapidez e informações.

História

Muito ainda se especula sobre a origem das bolsas de valores pelo mundo. Alguns acreditam que originaram da Roma antiga, outros da Grécia antiga ou de bazares palestinos onde comerciantes faziam reuniões para discutirem sobre seus negócios. Porém, as primeiras bolsas com características conhecidas nos dias atuais surgiram apenas no século XV, na esteira de expansão comercial.

Em 1561, durante a Revolução Comercial, foram criadas as bolsas de Antuérpia na Bélgica, Amsterdam e nos Países Baixos. Em 1595, na França, se deu a criação das bolsas de Lyon, Bordeaux e Marseille.  A Royal Exchange, bolsa de Londres, foi criada na segunda metade do século XVI, enquanto a bolsa de Paris se originou em 1639.

O comércio de ações teve início no século XIX, após o mantimento da negociação de mercadorias entre diversas bolsas, enquanto o restante retornava para o comércio de valores mobiliários.

Em maio de 1792, ocorreu o surgimento da Bolsa de Nova York, diante da redução das taxas de comissão feitas por um grupo de 24 corretores, acontecendo em seguida o Acordo do Plátano, que criou um grupo privado no qual os integrantes negociavam somente entre si. Após algum tempo, o mesmo grupo fundou a New York Stock Exchange, presidida por Nathan Prime.  No total, houve a concentração de 12 bancos e 19 empresas de seguros juntamente de oito títulos da dívida pública.

Em meados do século XIX, as ações já concentravam uma pequena parte dos negócios das bolsas de valores, ocorrendo em 1853, o reconhecimento dos Estados Unidos como o segundo país mais relevante para os negócios da Bolsa de Valores. 

As principais Bolsas de Valores no mundo

Bolsa de Frankfurt
Thomas/Commonswiki
Bolsa de Frankfurt

New York Stock Exchange

A New York Stock Exchange (NYSE), ou Bolsa de Valores de Nova York, considerado o maior e principal mercado de valores mobiliários do mundo, foi criada em 1792, localizando-se em Wall Street, o principal centro financeiro global. Em 2007, a fusão da NYSE com o conglomerado eletrônico de bolsas de valores europeu Euronext, ocasionou na criação da NYSE Euronext, considerado o primeiro mercado de capitais pan-atlântico da história. Ações das mais importantes empresas dos Estados Unidos são negociadas no pregão da NYSE, assim como as ações da própria NYSE Euronext.

BM&F Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo, conhecida atualmente como BM&FBOVESPA, é o principal mercado de negociação de ações de empresas de capital aberto do Brasil. Fundada em 1890, e tendo sua sede localizada no centro da cidade de São Paulo, em 2008 fundiu-se com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) principal bolsa de mercadorias e contratos futuros do Brasil, originando a BMF&BOVESPA.

National Association of Securities Dealers Automated Quotations

A bolsa de valores eletrônica National Association of Securities Dealers Automated Quotations (NASDAQ), é considerada como uma espécie de evolução do mercado de capitais norte-americano. Criada em 1971, a NASDAQ ocupa a posição de segunda maior bolsa de valores em valor de mercado do mundo, perdendo apenas para a daNYSE.  Pertencendo ao conglomerado NASDAQ OMX Group, que também trabalha para outras oito bolsas de valores, a NASDAQ possui diversas empresas que fazem parte da nova economia listada em seu mercado de ações, incluindo a si própria, listada em 2002.

London Stock Exchange

Sendo considerado o mercado financeiro mais importante da Europa, a bolsa de valores de Londres ou London Stock Exchange (LSE), possui mais de 2.500 companhias de 68 diferentes países registradas em seu sistema.  A LSE, como é conhecida, é organizada em dois diferentes setores, o Main Market ou Mercado Principal e o Alternative Investment Market ou Mercado de Investimento Alternativo.

Ações

Uma ação pode ser vista como uma parte do todo de uma empresa.  Partindo desse principio, é certo afirmar que uma empresa é formada por um conjunto de ações, possibilitando a compra de uma ação e se tornando um sócio, passando assim, a lucrar diante do desenvolvimento da empresa.

Pode-se dizer que uma ação é uma parceria entre empresas e investidores, uma vez que ambos os lados operam na facilitação do crescimento dos investimentos, consequentemente o tornando mais simples de ser atingido.

É comum empresas venderem uma parte da própria companhia devido ao alto potencial e influencia de tal parceria. Com isso, ocorre a divisão de tarefas e o trabalho em conjunto para que a empresa e os investimentos aumentem gradualmente, possibilitando o desenvolvimento e o cumprimento de metas que auxiliam no ganho de lucro da mesma.

A compra de ações é um divisor de águas no momento em que atua em objetivos coletivos e individuais por parte de seus investidores e da própria companhia. Tornando-se sócio de tal investimento, as expectativas para que os resultados sejam positivos em relação ao dinheiro adquirido se tornam maiores e mais efetivas.

Tipos de Ações

Existem dois tipos de ações: ordinárias e preferenciais. As chamadas ações preferenciais nominativas (PN) são as que costumam gerar uma menor efetividade na proteção dos acionistas, uma vez que interfere no direito de votar em assembleias e no direito de participação do prêmio de controle, valor adicional pago ao acionista que detém o comando quando uma empresa é vendida. 

Consideradas ações conhecidas do mercado brasileiro, esses tipos de ações não são reconhecidas e praticadas com frequência em mercados mais desenvolvidos, como por exemplo, o mercado americano. Porém, no Brasil, ações preferenciais nominativas geralmente possuem maior liquidez por permitirem a emissão de ações mesmo sem o direito de voto por parte dos sócios, garantindo assim, a palavra final aos donos das empresas.

A Lei das Sociedades Anônimas passou a limitar a emissão de ações e atualmente, ao constituir uma nova empresa para cada ação ordinária nominativa, pode-se emitir apenas uma ação preferencial nominativa. Antes, essa relação era diferente, sendo duas ações preferenciais nominativas para apenas uma ordinária nominativa.

Os acionistas preferencialistas ou detentores de ações preferenciais nominativa possuem preferência no recebimento dos dividendos pagos pela empresa, uma vez que seu lucro acontece.  Com isso, a legislação estabelece o dividendo mínimo obrigatório para as ações preferenciais nominativas.  Caso a empresa não pagar os dividendos por três anos seguidos, os detentores de ações preferenciais podem adquirir direito ao voto.

Há algum tempo, diversas empresas têm mudado seus estatutos com o intuito de estender as ações preferenciais nominativas. Esse processo conhecido como “tag along”, nada mais é do que o direito de participar do prêmio de controle pago ao acionista que controla a empresa, ou seja, o controlador da empresa no período de sua venda. No Novo Mercado, serviço desenvolvido pela  BM&F Bovespa que atua na listagem de empresas adeptas a práticas adicionais de governança corporativa, é admitido apenas empresas com ações ordinárias nominativas.

Já os detentores de ações ordinárias nominativas (ON), possuem o direito de votar nas assembleias da empresa, porém não podem vetar votos. O direito de veto é muito usado em casos de divergências entre acionistas e controladores.

O direito de veto ganha relevância nos casos em que há divergências entre os acionistas controladores. Um exemplo disso é quando uma empresa possui três sócios que tem controle direto da mesma. Em uma assembleia, eles discordam sobre o assunto abordado, podendo um deles exercer seu direito ao veto juntamente de outros minoritários detentores de ações ordinárias nominativas.

Vale ressaltar novamente que o atrativo principal de ações ordinárias nominativas é  o “tag along”, pois a Lei das Sociedades Anônimas determina que acionistas com ações ordinárias participem do prêmio de controle.  E de acordo com a mesma, esses acionistas podem receber 80% do valor pago para o controlador que opera na negociação de venda de uma empresa.

Em função do crescimento do Novo Mercado da BM&F Bovespa, muitas empresas de capital aberto têm optado por esse serviço, pois por meio dele, a principal exigência abrangente a esse mercado é que o capital social da empresa possua apenas ações ordinárias nominativas.

Ações conhecidas como blue chips, são reconhecidas por serem as mais negociadas no mercado, ou seja, com maior liquidez, também possuindo a maior segurança no mercado acionário.

Análise de Ações

Analisar ações é considerado um passo essencial, pois através dele, as melhores empresas para se investir são identificadas. Por meio da análise, também é possível descobrir quais os melhores momentos para a compra e venda de ações, podendo acompanhar as maiores oportunidades da Bolsa de Valores, tomando decisões bem calculadas mesmo que simultâneas com as do mercado.

É importante lembrar que as análises não devem ser utilizadas como previsões do que vai acontecer, mas sim, como uma base de informações para que bons investimentos possam se concretizar, consequentemente preparando saídas ou estratégias para suas ações, negócios e investimentos.

Para se fazer uma boa análise, é necessário disciplina, paciência e persistência. Devido ao grande número de informações densas e muitas vezes difíceis de ser estudadas, o processo analítico pode se tornar estressante, o que faz com que muitos investidores o considerem dispensável.  Porém, apenas através dessas análises é possível investir com o mínimo de concretude nas informações adquiridas.

Existem dois tipos principais de análise: a técnica e a fundamentalista. A Análise Técnica é a ferramenta mais eficaz quando o assunto é ganhar dinheiro com oportunidades que geralmente possuem curta duração. Essa análise é eficiente para a identificação de cenários prósperos baseados nos preços das ações em seu tempo simultâneo. Isso ocorre, porque ela busca embasamento na principal fonte dos mercados, ou seja, se embasa na lei de oferta e procura.

Com isso, a análise técnica sabe da instabilidade do mercado de ações, e devido a isso tende a se adequar e a se desenvolver dentro de tendências. Assim, busca detectar padrões e tendências no comportamento de compradores e vendedores, objetivando conhecer o cenário futuro mais favorável.

Porém para que haja a identificação desses cenários, é necessário o uso de estudos baseados em probabilidade estatística que auxiliem na criação de diferentes estratégias que englobem a instabilidade do mercado, gerando assim, soluções para lidar com a mesma sem que os negócios sejam prejudicados.

Já a análise fundamentalista é ideal para o garimpo de empresas com excelentes perspectivas de valorização que funcionem em longo prazo. Ao contrário da análise técnica, a análise fundamentalista não se prende as quedas ou altas da empresa, assim como não busca ter conhecimento sobre ofertas e procuras de determinadas ações.  

Através desse tipo de análise, a busca por empresas e tendências de longo prazo é potencializada, assim como a identificação de bons investimentos, sendo diferente da análise técnica, indicada para saber o tempo ideal de compra e venda de ações.  

Pregão

Pregão na Bolsa de Valores tem muita tensão entre os corretores
AP
Pregão na Bolsa de Valores tem muita tensão entre os corretores

Visando a contratação de bens e serviços comuns, o pregão é a modalidade de licitação desenvolvida presencial ou eletronicamente através da seleção de oferta feita pela Administração Pública. Uma de suas características principais é a dispensa de qualquer limitação de valor, ou seja, a dispensa da restrição ao valor a ser pago na contraprestação, importando apenas sua diferenciação como bem ou serviço comum.

Outras características marcantes do pregão são as negociações diretas da administração com o licitante, além do desenvolvimento de um processo com fases investidas em comparação aos procedimentos das outras modalidades licitatórias. A condução por um único servidor também é uma característica marcante do pregão. 

A economicidade do pregão também é vista como um diferencial, uma vez que os licitantes podem diminuir ofertas, disputando a venda e tornando os preços mais baixos se comparados com os resultados das demais modalidades. No pregão, o tempo é otimizado, o que possibilita contratações mais rápidas e efetivas.

Nos dias de hoje, o pregão eletrônico se popularizou por seus benefícios e praticidade. O crescimento dessa modalidade foi tanto, que sua implementação já está sendo analisada em outros serviços, como por exemplo, o uso da internet para registros de ata.

Como investir na Bolsa de Valores em três passos

1 – Abra uma conta em uma corretora ou banco

 A primeira orientação é a abertura de uma conta em uma corretora ou banco. Possuir uma conta bancária é essencial mesmo que o objetivo seja abrir contas em corretoras, pois uma transferência deverá ser feita para concluir o processo com a corretora escolhida. Por motivos de segurança, o dinheiro só entra na conta da corretora por meio de uma conta bancária que possua o mesmo CPF.

A escolha da corretora também é muito importante, pois é uma ponte necessária entre o investidor e a Bolsa de Valores.  Na hora da escolha, busque conhecer o perfil e histórico da sua corretora para evitar frustrações futuras. Certifique-se que o atendimento é eficaz nas soluções de problemas e evite tomar uma decisão baseada somente nos gastos. Procure ter em mente a relação de custo x benefício para que se possa ter um panorama abrangente aos custos, serviços prestados e qualidade.

2- Escolha as ações mais adequadas para o seu perfil de investidor

Existem três tipos principais de oportunidades de investimento com ações: Day-Trade,  Curto prazo e Longo Prazo.

O Day-Trade é destinado as oportunidades onde ações podem ser compradas e vendidas no mesmo dia, tendo como principal benefício a agilidade e a possibilidade de investir muito em um curto período de tempo e com pouco dinheiro.

O Curto Prazo possuiu enfoque nas ações cujos prazos têm duração de no máximo duas semanas.  Seu maior diferencial encontra-se na facilidade e potencialização dos resultados nas mudanças de cenário.

Já o Longo Prazo é considerado ideal para quem objetiva ganhar com empresas que possuem grandes perspectivas, sem estimativa de prazo, sendo possível escolher entre carteiras moderadas e dividendos.

3 – Comece a investir

Nesse passo, uma boa opção pode ser a utilização do Home Broker, pois com ele, as vendas e compras via internet são alternativas viáveis e rápidas. Algumas corretoras também permitem esse tipo de procedimento online.

Como lucrar com a Bolsa de Valores

Para se investir na Bolsa de Valores é importante o desenvolvimento de estratégias eficazes que permitirão o conhecimento de dados importantes para potencializar ações e gerar o acúmulo de lucro. Há dois modos que possibilitam o ganho de capital com a Bolsa de Valores: a valorização de ações e os dividendos.

A valorização de ações pode ser considerada a principal forma de ganhar dinheiro na Bolsa de Valores por meio da compra de ações e de sua valorização. Um exemplo disso é o aumento contido no preço das ações a serem vendidas, consequentemente valorizando-as ao mesmo tempo em que o lucro cresce.  Com a aplicação desse método, é possível gerar ganhos maiores.

Já os dividendos visam o ganho de dinheiro através de proventos, ou seja, por meio da parte do lucro da empresa que é paga aos acionistas como dividendos e juros sob capital próprio (JCP).  Geralmente esse pagamento possui um baixo custo, só sendo eficaz com a valorização do preço das ações.

É necessário se ter em mente que ambos os métodos não são garantia de resultados prósperos e positivos, uma vez que o mercado de ações pode divergir das previsões dadas.  Entretanto, o conhecimento de estratégias como essas, ameniza os impactos e auxilia na preparação e na solução de possíveis obstáculos nos negócios de investidores de todo o mundo. 

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