Era dos aplicativos? Veja como esses softwares tornaram-se indispensáveis

Popularizados com o advento e a modernização dos smartphones, os aplicativos fazem parte do nosso dia-a-dia; veja como eles chegaram até aqui e quais possibilidades proporcionam

Brasil Econômico

Os aplicativos móveis, mais conhecidos como 'apps', são softwares são desenvolvidos para serem instalados em dispositivos eletrônicos móveis. A popularização desses programas está diretamente vinculada ao aprimoramento dos smartphones, ou telefones inteligentes, no início da década de 2000. Hoje, existem aplicativos para todos os tipos de interesses, necessidades e finalidades. Há aplicativos voltados para a oferta de serviços, informações, comunicação e entretenimento. Dentro de cada uma dessas áreas, as possibilidades são infinitas. Um aplicativo de serviço pode fornecer informações sobre a previsão do tempo; um aplicativo de informação pode oferecer guias de lojas e telefones úteis; um aplicativo de comunicação pode conectar pessoas; e um aplicativo de entretenimento pode garantir diversão a qualquer hora.

Alguns aplicativos costumam vir instalados nos smartphones diretamente da fábrica, mas vários deles precisam ser baixados das lojas online disponíveis, como App Store, Google Play ou Windows Phone Store. O número e a diversidade de aplicativos disponíveis variam de acordo com os modelos de smartphone e os sistemas operacionais disponíveis, como IOS ou Android. Existem alguns aplicativos gratuitos que são comercializados gratuitamente e outros que são comercializados a preços que podem variar de acordo com o sistema operacional.

Google Play Store é a loja de aplicativos do sistema Android
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Google Play Store é a loja de aplicativos do sistema Android

A princípio, os aplicativos eram ferramentas que incluíam apenas correio eletrônico, calendário, contatos, mercado de ações, e informações meteorológicas, mas com o aperfeiçoamento dos smartphones, eles passaram a abranger as mas diversas áreas e tornaram-se praticamente indispensáveis na vida dos usuários hoje em dia. Basta lembrar da reação dos usuários brasileiros  diante do bloqueio do WhatsApp em 2015 e 2016. Não há hoje quem não tenha instalado em seu smartphone aplicativos populares como Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat. Eles não apenas tornam a vida dos usuários mais fáceis, mas também mais ricas por causa das inúmeras possibilidades que proporcionam.

Os aplicativos proporcionam aos usuários otimização da navegação e agilidade das ações; menor custo de acesso porque, graças à interface adaptada, o tráfego de dados necessários para a navegação é menor em relação à utilização de navegadores convencionais; possibilitam o melhor aproveitamento possível do aparelho graças à exploração de recursos como GPS, câmera fotográfica e Bluetooth; e fornecem todo esse mundo de possibilidades mesmo sem internet.

As duas únicas desvantagens dos aplicativos residem em dois problemas que justamente impedem a sua utilização: a atualização de versões de sistemas operacionais e a existência de plataformas diferentes. A evolução dos sitemas operacionais proporciona o download e o uso de novos aplicativos, beneficiando aqueles que têm condições de participar dos avanços da tercnologia, e prejudicando aqueles que não podem acompanhar o desenvolvimento das novas versões tão rapidamente. Ou seja, um smartphone ultrapassado fica limitado a alguns aplicativos, porque softwares móveis que forem eventualmente lançados não serão compatíveis com ele. Além disso, cada marca de smartphone tem sua plataforma de aplicativos própria, ou seja, a quantidade e a diversidade de aplicativos que você terá à disposição vai depender do seu modelo de aparelho e de seu sistema operacional. Por isso, é importante conhecer as lojas de cada um.

A App Store é a loja de aplicativos da plataforma IOS e mesmo tendo sido a primeira loja de aplicativos que surgiu, ainda é um modelo para as outras distribuidoras. A Google Play é a loja de aplicativos desenvolvida pelo Google para dispositvos com sistema operacional Android. 

A Era dos aplicativos

Menos de 10 anos desde o lançamento da App Store, os aplicativos para celulares tornaram-se as nossas ferramentas primárias para nos comunicar, trabalhar e nos divertir. Qual será o próximo estágio na evolução dos aplicativos? Confira a linha do tempo.

1993 -  A IBM começa a vender o celular Simon, pavimentando o caminho para o desenvolvimento dos smartphones modernos, por meio da adição de tela sensível ao toque. Esse modelo incluía calendário, relógio mundial, agenda de contatos, calculadora, bloco de notas, e-mail e games

1997 - A Ericson usa a expressão smartphone para referir-se ao celular GS 88. No mesmo ano são lançados os modelos Nokia 900 e Nokia 9500, com funções de smartphone.

2002 - A RIM lança seus primeiros dispositivos BlackBerry com funcionalidade de telefone integrada. O produto tornou-se  o primeiro smartphone vendido em massa no mercado capaz de enviar e receber e-mails para e de outro dispostivo com conexão sem fio.

2005 - O Google compra a plataforma Android, a primeira para dispositivos móveis baseadas em Linux.

2007 - A Apple lança seu primeiro iPhone, com aplicativos padrão já instalados. Eles incluíam mapas, fotos, textos e informações sobre a previsão do tempo.

2008 - A Apple lança a App Store e o iPhone 3G em julho. Três meses mais tarde, o Google lança o Android Marketing, que futuramente ficará conhecido como Google Play, e o HTC lança o HTC Dream, o primeiro smartphone a rodar o Android comercialmente viável.

2009 - O número de downloads de aplicativos realizados a partir na App Store ultrapassa o 1 bilhão.

2010 - Em abril, a Apple lança seu primeiro iPad, e, em agosto, o Google Play, ainda chamado de Android Market ultrapassa 1 bilhão de downloads. Em setembro, a Sansung lança o Galaxy, o primeiro tablet com sistema operacional Android nos Estados Unidos

A App Store ultrapassou os 10 bilhões de downloads em 2011
Pixabay/Creative Commons
A App Store ultrapassou os 10 bilhões de downloads em 2011

2011 - A App Store ultrapassa os 10 bilhões de downloads em janeiro, e em março é lançado o iPad 2. Sete meses mais tarde, chega ao mercado o iPhone 4S. Em dezembro do mesmo ano, o número de downloads realizados no Android Market ultrapassa os 10 bilhões. O aplicativo Beautiful Widgets torna-se o primeiro aplicativo pago do sistema operacional Android a atingir 10 bilhões de downloads.

2012 - Em março, a Apple divulga a terceira geração do iPad ("O Novo Ipad"), o Android Market passa a se chamar Google Play, e o número de donwloads de aplicativos realizados pela App Store passa dos 25 bilhões. À essa altura, os smartphones já representam metado do mercado de celulares dos Estados Unidos.

Em abril, o aplicativo Draw Something alcança 50 milhões de downloads apenas 50 dias após o seu lançamento, e o Instagram ultrapassa os 502 milhões de downloads (em janeiro, eram apenas 12 milhões)

Em maio, o número de downloads de aplicativos do Google Play passa os 15 bilhões, a Microsoft lança o Windows 8 e imprime o estilo dos aplicativos de smartphone aos computadores. O game Angrybirds ultrapassa 1 bilhão de downloadas no mundo inteiro.

O aplicativo WhatsApp superou a marca de mais de um bilhão de usuários ativos em todo o mundo em 2016
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O aplicativo WhatsApp superou a marca de mais de um bilhão de usuários ativos em todo o mundo em 2016

2016 - O WhatsApp supera a marca de mais de um bilhão de usuários ativos em todo o mundo. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que é dono do WhatsApp, comemora o feito na rede social: "Existem poucos serviços que conectam mais do que um bilhão de pessoas. Essa marca é um passo importante para conectar o mundo inteiro".

Nesse mesmo ano, o Google anuncia que vai facilitar o uso compartilhado do conteúdo pago presente na Play Store por meio do Google Play Family Library, um serviço que pode ser usado por até seis pessoas. Esses usuários podem compartilhar filmes, músicas, jogos e aplicativos para Android. O modelo é semelhante à plataforma criad pela Apple em 2014, a Family Sharing, que compartilha compras no iTunes, iBooks e App Store entre os membros da família.

Ainda em 2016, um levantamento do Sensor Tower indica que a App Store fechou o ano de 2015 com cerca de 1,75 milhão de aplicativos disponíveis para os usuários. A pesquisa mostra que embora os usuários estejam reduzindo a quantidade de aplicativos no smartphone, a loja não mostra sinais de que diminuirá o ritmo e que deverá aumentar significamente o número de aplicativos disponíveis nos próximos anos, chegando a 5,06 milhões de programas ativos em 2020. A projeção é feita a partir de uma série histórica mantida pela consultoria desde 2008, quando a loja de aplicativos tinha pouco mais de cinco mil programas ativos.

O rápido crescimento, aponta o levantamento, é proporcionado, principalmente, pelos games. Segundo o estudo, 48.231 jogos foram disponibilizados apenas em maio de 2016. Os games mantêm uma grande diferença em relação aos demais aplicativos, com aproximadamente, 21 mil lançamentos. Na sequência, estão os aplicativos de educação (2,4 mil lançamentos), entretenimento (2,3 mil) e negócios (2,2 mil).

Como baixar aplicativos na App Store

Antes de baixar um aplicativo na App Store, é necessário vincular o ID Apple com o aparelho nos ajustes do sistema. O usuário deve acessar a opção "iTunes Store e App Store" e preencher o formulário com e-mail e senha e selecionar "Iniciar Sessão". Se ainda não tiver uma conta, ele deve acessar  appleid.apple.com e clicar em "Criar seu ID Apple". A página irá solicitar dados como nome, data de nascimento, e-mail e um cartão de crédito que será utilizado ao baixar algum conteúdo pago.

Para visualizar o catálogo, é só tocar sobre o ícone da App Store. A área de Destaques exibe os aplicativos lançados recentemente e recomendações dos editores da loja. O aplicativos gratuitos apresentarão o botão "Obter" e os pagos exibirão o valor em dólares.

Depois de escolher o que baixar na App Store, basta clicar nesse botão e escolher a opção "Instalar". O dispositivo irá solicitar a senha do ID Apple para baixar o conteúdo. O aplicativo estará disponível logo após a conclusão do download.

Como cancelar uma compra

Se você comprou algo na App Store e se arrependeu, é possível soliciar o cancelamento e a devolução do dinheiro. O processo não é tão simples, mas pode ser feito por qualquer usuário. É preciso abrir o iTunes no computador e acessar a conta. No Windows, a área de login está no canto superior direito. No Mac, o programa exibe uma janela para o usuário preencher suas credenciais.

Em seguida, o usuário deve abrir a área de informações sobre a conta e selecionar a opção "Ver tudo" na área do histórico de compras. A página exibe todas as aquisições feitas na App Store com data e o preço de cada conteúdo. Ao clicar em "Relatar problema" na parte inferior, o usuário libera uma opção com o mesmo nome em cada item da lista.

Depois de clicar em uma das opções, a App Store irá redirecionar para uma página na internet. Daí é só preencher o formulário indicando o motivo para a solicitação e escrever um comentário (se desejar) e clicar em enviar. Pronto! A Apple entrará em contato algumas horas depois com um retorno o pedido do usuário.

Aplicativos para Android: os 10 melhores para baixar na Play Store

Para celebrar a marca de um bilhão de usuários mensais na Play Store, o Google divulgou durante a premiação do Google Play Awards 2016, evento anual da empresa para desenvolvedores, os dez melhores aplicativos e jogos para Android. Confira!

1. Melhor aplicativo: Houzz

Com mais de dez milhões de imagens, o Houzz é um agregador de conteúdo sobre decoração. Além de conectar os usuários com profissionais da área, o aplicativo possui um recurso que utiliza a câmera do aparelho para antecipar como um cômodo ficará com novos móveis.

2. Melhor aplicativo para famílias: Thinkrolls 2

O objetivo do Thinkrolls 2 é fazer o personagem rolar, flutuar e até se teletransportar para chegar ao final da tela. O aplicativo conta com 270 níveis de quebra-cabeças que podem ajudar no desenvolvimento lógico e cognitivo de crianças entre 3 e 9 anos.

3. Melhor jogo: Clash Royale

O game criado pela Supercell tem os mesmos personagens de Clash of Clans e pode ser jogado entre diversas pessoas em tempo real. Para derrubar os personagens do adversário e ganhar troféus, o jogador precisa escolher suas principais cartas.

4. Melhor uso do Material Design: Robinhood

O aplicativo é uma boa ferramenta para quem precisa acompanhar as mudanças do mercado financeiro e comprar e vender ações. O layout é desenvolvido com base no Material Design, pacote desenvolvido pelo Google para os aplicativos terem visual semelhante à seções nativas do Android.

5. Early Adopter: World Around Me

O World Around Me permite usar a realidade aumentada para conhecer a região. Quando o usuário aponta a câmera para uma direção, o aplicativo exibe qual distância ele deve percorrer para chegar a lojas, caixas eletrônicos e estações de metrô.

World Around Me utiliza a câmera do aparelho para indicar os pontos próximos ao usuário
Reprodução
World Around Me utiliza a câmera do aparelho para indicar os pontos próximos ao usuário

6. Melhor uso do Google Play Games: Table Tennis Touch

Com mais de 100 mil downloads, O game tem mais de 100 mil downloads e leva a experiência do tênis de mesa para smartphones com telas sensíveis ao toque. Além de oferecer recursos personalizados, o Table Tennis Touch também conta com o modo multiplayer, possibilitando que jogadores de todo o mundo se enfrentem.

7. Go Global: Pokemon Shuffle Mobile

O game combina o tradicional estilo puzzle com os personagens da franquia Pokémon. O usuário tem um número de jogadas limitado e precisa liberar o tabuleiro juntando três ícones iguais para alcançar a maior pontuação possível.

8. Melhor indie: Alphabear

O Alphabear é um game puzzle em que o jogador precisa montar palavras grandes para desbloquear ursos. Quando a pontuação é alta o suficiente, o urso vai para a coleção permanente e pode ser usado como um poder especial em outras partidas.

9. Mais inovador: NYT VR

O NYT VR oferece conteúdos produzidos pelo New York Times em realidade virtual. O usuário é colocado no centro da história com os vídeos em 360 graus com a ajuda do óculos Google Cardboard.

10. Melhor startup: Hopper

O Hopper foi criado para atender as necessidades de quem deseja economizar na compra de passagens aéreas. Por meio da análise diária de bilhões de preços de voos, o aplicativo consegue fazer uma previsão de quando os preços serão alterados e assim enviar um alerta para o usuário.

Aplicativos para organizar as finanças pessoais

Com os smartphones à mão, os usuários deixaram as tradicionais planilhas de lado para organizar as finanças pessoais por meio de aplicativos que permitem a inclusão de despesas e receitas separadas por categoria e a geração de gráficos que ajudam o usuário a identificar onde se concentram os maiores gastos mensais. Conheça alguns dos melhores aplicativos de finanças pessoais. 

1. GuiaBolso

Disponível gratuitamente para Android e iOS, o Guia Bolso ajuda o usuário a atingir metas. Logo depois de instalar o app, é possível definir qual o próximo plano, o valor necessário e o prazo para a meta ser definida. Para isso, a plataforma informa quanto deverá ser economizado por dia e conecta a conta corrente com o aplicativo.

Entre os recursos do Guia Bolso, está a possibilidade de consultar se o CPF está regular. O aplicativo consulta uma central de proteção ao crédito e informa quais as pendências do documento.

O aplicativo GuiaBolso ajuda o usuário a organizar suas finanças pessoais
Divulgação
O aplicativo GuiaBolso ajuda o usuário a organizar suas finanças pessoais

O aplicativo oferece ainda um comparador de taxas de juros para empréstimos. A partir do valor que o usuário pretende retirar, o GuiaBolso exibe qual será a melhor opção, levando em conta a taxa de juros, a probabilidade de aprovação e a facilidade de contratação.

2. Organizze

O aplicativo Organizze permite que o usuário distribua as transações cadastradas em categorias, como alimentação, moradia, lazer, entre outras. Dessa forma, é possível usar o recurso Top Despesas, para comparar os gastos entre diferentes meses e verificar que tipo de despesa comprometeu a maior parte das receitas.

Além do aplicativo, as informações podem ser acessadas no site da plataforma. Segundo o Organizze, os dados salvos pelo usuário são criptografados durante a sincronização. Se preferir, o usuário também pode bloquear o acesso de outras pessoas com uma senha própria para o app. Disponível gratuitamente para Android e iOS, o Organizze também oferece uma versão premium, a partir de R$ 7,90. A versão paga permite incluir cartões de crédito e contas em banco para o usuário definir o limite, a data de vencimento e o saldo atual na conta.

3. QuickBooks ZeroPaper

Disponível para Android e iOS, o ZeroPaper é opção para quem precisa controlar as finanças de pequenas empresas. Além de adicionar registros referentes a funcionários e impostos, o usuário pode definir com qual cliente ou fornecedor a transação foi feita e criar uma agenda com informações de contato.

A versão gratuita da plataforma ajuda a monitorar receitas e despesas e acompanhar relatórios básicos. As versões pagas custam a partir de R$ 29,90 por mês e conseguem integrar a plataforma com um sistema de nota fiscal eletrônica e boletos bancários.

4. Minhas Economias

O aplicativo, disponível para aparelhos Android e iOS, permite que o usuário faça o controle de gastos e receitas e organize as contas por meio de gráficos e lembretes para não atrasar pagamentos. Antes de salvar uma nova despesa no aplicativo, ele pode estabelecer com quantos dias de antecedência deseja ser notificado. Os alertas são recebidos pelo celular e pelo e-mail.

Além de contabilizar as despesas e receitas passadas, o usuário pode lançar transações que se repetem frequentemente. Assim, é possível acompanhar qual parcela do rendimento estará comprometido nos meses futuros.

5. Finanças Pessoais

Além de ser um gerenciador de despesas e receitas, este aplicativo ensina noções de educação financeira ao usuário por meio de dicas e sugestões sobre encargos, cartões de crédito, investimentos e o mercado financeiro.

Disponível para Android, o aplicativo ajuda a definir metas de despesas a partir do salário do usuário. Com essa informação, a plataforma sugere a melhor divisão entre gastos prioritários (como aluguel e contas residenciais), objetivos financeiros (como poupança e pagamento de dívidas) e estilo de vida (para despesas que podem variar). O usuário também pode visualizar relatórios sobre despesas com filtros personalizados e saber qual valor pode ser utilizado sem comprometer as despesas mais importantes.

Aplicativos para economizar nas ligações telefônicas

Os desenvolvedores de aplicativos encontraram uma solução para as cobranças indesejadas das ligações telefônicas e criaram plataformas que barateiam o serviço. Conheça três plataformas que exibem informações sobre a operadora usada por cada contato e bloqueiam ligações indesejadas.

1. whoscall

O whoscall está disponível para Android, iOS e Windows Phone, e utiliza informações enviadas pelos usuários para um banco de dados colaborativo para identificar qual é a operadora usada pelos seus contatos. A tela inicial do aplicativo apresenta as últimas ligações recebidas e enviadas com informações sobre a operadora de cada número.

Whoscall é um app gratuito que identifica e bloqueia chamadas indesejadas
Divulgação
Whoscall é um app gratuito que identifica e bloqueia chamadas indesejadas

O usuário também pode pesquisar pelo nome ou número para obter informações de um contato específico ou acessar o menu Contatos para descobrir qual a operadora usada por conhecidos.

2. mobobox

Gratuito e sem propagandas, este aplicativo exibe etiquetas com a operadora ao lado do nome de cada contato. Para usar o mobobox, basta permitir o acesso à agenda de contato. Ele está disponível para iOS e Android, é compatível com aparelhos dual chip e exibe um relatório que mostra a duração de chamadas com números de cada operadora. Assim, é possível entender melhor como o celular é usado e escolher o melhor plano de acordo com o padrão de consumo.

3. Consulta Número

A ferramenta está disponível no site da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações. Para descobrir a operadora, basta informar o número com DDD e digitar o código de segurança. Em seguida, a página exibirá um campo com o nome e a razão social da empresa. A ferramenta funciona para celulares e telefones fixos.

Aplicativos para aprender novos idiomas

Aprender um novo idioma também ficou muito mais fácil com aplicativos que são voltados especificamente para essa finalidade. Veja como pode ser prático aprender um novo idioma com essas sugestões.

1. Busuu

Busuu é um idioma falado em Camarões e também uma rede social gratuita usada por milhões de usuários na China, Turquia, Alemanha e no Brasil. Por meio do aplicativo, é possível assistir a cursos audiovisuais - que podem ser pagos ou gratuitos - e conhecer falantes nativos do idioma escolhido. O usuário encontrará  lições de inglês, espanhol, alemão, russo, italiano e mais quatro idiomas no Busuu.

2. LinguaLeo

Disponível para Android e iOS, o LinguaLeo foi desenvolvido por uma empresa da Rússia mas ensina os usuários a falar inglês por meio de jogos, desafios, músicas, piadas e cenas de filmes. Como acontece com o Duoling, o usuário pode escolher o grau de dificuldade dos exercícios conforme seu nível de conhecimento no idioma.

3. Duoling

O aplicativo que roda nos sistemas operacionais iOS e Android traduz e ajuda a pronunciar frases em dez línguas. É iniciante em um novo idioma? Não tem problema! O Duoling possibilita que o usuário escolha o seu nível de domínio no idioma e defina metas diárias que devem ser superadas por meio de lições que incluem exercícios que trabalham diferentes habilidades.

4. HiNative

Tem vontade de aprender um idioma com falantes nativos, mas não tem grana para fazer um intercâmbio? O HiNative é a saída! O usuário que baixa a plataforma gratuitamente pode aprender o idioma que deseja por meio de diálogos com falantes nativos. Existem, inclusive, questionários pré-prontos com perguntas que costumam ser feitas aos estrangeiros.

5. Babbel

Esse é único aplicativo pago da lista. Após o pagamento de US$ 20 da assinatura de três meses, o usuário tem à disposição inúmeros testes e lições de vocabulário e gramática. Há exercícios voltados para estudantes com diferentes níveis de conhecimento no idioma.

As redes sociais e seus aplicativos

Com mais de 1,1 bilhão de usuário ativos diariamente, o Facebook é a maior rede social gratuita  disponível em versão web e aplicativos para Android, iOS, Windows Phone e Blackberry.

Além da versão web e do aplicativo para smartphones, a plataforma que possibilita aos usuários postar e compartilhar textos, vídeos e fotos, também conta com um aplicativo que economiza franquia de dados. O Facebook Lite está disponível para Android e não depende de redes 3G e 4G e funciona com conexões estáveis. A versão alternativa pesa cerca de 1,8 MB na memória do smartphone, enquanto o aplicativo convencional ocupa mais de 59 MB. Ele faz o upload de fotos comprimidas e não reproduz vídeos de maneira automática para economizar a franquia do celular.

O Facebook também oferece aplicativos complementares, sendo o principal deles o Messenger, voltado para a troca de mensagens dentro da rede social.

Facebook Lite tem aparência similar ao aplicativo original
Reprodução
Facebook Lite tem aparência similar ao aplicativo original

O Facebook ocupa espaço de destaque no mercado por causa das aquisições que fez nos últimos anos. Em abril de 2012, a rede social comprou o Instagram  por cerca de US$ 1 bilhão. A plataforma tinha pouco mais de 100 milhões de usuários ativos, mas superou a marca dos 500 milhões em quatro anos.

Em fevereiro de 2014, o Facebook adquiriu o serviço de mensagens WhatsApp por US$ 19 bilhões, o maior valor pago a um aplicativo desde a compra do Instagram. Foi questão de tempo para o aplicativo receber vários recursos presentes no Facebook, como confirmação de leitura e chamadas de voz. O WhatsApp é um dos poucos serviços online que ultrapassou a marca de mais de um bilhão de usuários ativos mensalmente. 

Quem recusou um proposta bilionária do Facebook foi o Snapchat. Lançado em 2011 por estudantes da Universidade de Stanford, o aplicativo, disponível para Android e iOS, possibilita que seus usuários enviem vídeos e fotos que permanecem disponíveis na plataforma por apenas 24 horas.

O Snapchat recusou um proposta bilionária do Facebook
Divulgação
O Snapchat recusou um proposta bilionária do Facebook

Ele se tornou muito popular em 2013, ano em que um dos fundadores, Evan Spiegel, recusou a proposta de compra de US$ 3 bilhões do Facebook. Três anos após a oferta,  a agência de notícias Reuters informou que o Snapchat havia recebido uma nova rodada de investimentos de US$ 175 milhões. Ainda em 2016, o aplicativo ultrapassou em número de usuários o Twitter, plataforma criada em 2006 e que chegou a ser a segunda rede social mais popular do mundo, perdendo apenas para o Facebook.

O polêmico bloqueio de aplicativos pela Justiça

Decisões judiciais já determinaram o bloqueio do WhatsApp no Brasil após o aplicativo se negar a fornecer informações sobre investigações criminais. 

Em fevereiro de 2015, a proibição do uso do aplicativo em todo o Brasil foi solicitada pela primeira vez por ordem do juiz Luiz Moura Correia, do Piauí, porque a empresa não divulgou uma troca de mensagens envolvendo uma investigação sobre pedofilia.

Em dezembro de 2015, a Justiça de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, determinou que o WhatsApp fosse bloqueado por 48 horas em todo o país, porque o aplicativo havia se negado a divulgar mensagens trocadas entre suspeitos envolvidos em uma investigação. Os usuários brasileiros esperaram por cerca de 11 horas até que o aplicativo voltasse a funcionar por decisão da própria Justiça.

Em maio de 2016, o juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE) determinou o bloqueio do aplicativo de mensagens instantâneas porque o Facebook, dono do WhatsApp, não cumpriu uma decisão judicial anterior de compartilhar informações que seriam usadas em uma investigação criminal.

Aplicativo Whatsapp foi bloqueado algumas vez no Brasil
ALV / Flickr
Aplicativo Whatsapp foi bloqueado algumas vez no Brasil

Emjulho de 2016, a juíza Daniela Barbosa Assunção, do Trinbunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu por algumas horas o funcionamento do aplicativo de mensagens após o WhatsApp se recusar a desabilitar a chave de criptografia. A juíza havia pedido que a empresa interceptasse o fluxo de dados e encaminhasse as mensagens já recebidas pelos usuários e ainda não criptografadas para que fosse possível concluir uma investigação policial.

Quatro horas após o bloqueio, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a determinação da juíza da Comarca de Duque de Caxias sob a alegação de que a suspensão do serviço violava o preceito da liberdade de expressão e comunicação presente no artigo 5º da Constituição Federal.

O presidente do Supremo considerou a decisão "pouco razoável e proporcional" e capaz de "gerar insefurança jurídica" no País e também usou o Marco Civil da Internet (Lei 12.954/2014) para defender sua posição. A lei estabelece que o uso da internet no Brasil tem como um dos princípios a "garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento, nos termos da Constituição Federal".

O fato é que a discussão sobre o bloqueio do WhatsApp não aconteceu apenas no Brasil. Arábia Saudita, Irã, Reino Unido e Bangladesh já protagonizaram tentativas (algumas bem sucedidas) de suspender o aplicativo por tempo determinado.

Em 2013, a Arábia Saudita já havia ameçado bloquear o WhatsApp porque o aplicativo não teria se adaptado às normas da Comissão de Comunicações e Tecnologia da Informação. Naquele ano, o Viber, aplicativo de mensagens e chamadas de voz pela internet, foi bloqueado pela mesma razão.

Em Bangladesh, o aplicativo foi efetivamente tirado do ar duas vezes. Na primeira delas, em janeiro de 2015, o governo alegou que diante de ameaças reais de terrorismo, era difícil monitorar comunicações realizadas pelo aplicativo.

Em novembro daquele mesmo ano, não apenas o WhatsApp, mas também o Facebook ficaram bloqueados por quase três semana como forma de impedir que protestos fossem organizados após a confirmação da condenação à morte de dois homens envolvidos em crimes de guerra durante a luta por independência de Bangladesh na década de 1970.

Já no Irã, o uso do WhatsApp foi ameaçado pela ala linha dura do governo após a aquisição do aplicativo pelo Facebook. O argumento usado era o de que o dono da rede social, Mark Zuckerberg era um "americano sionista". O caso aconteceu em 2014 e obrigou o presidente Hassan Rouhani a intervir diretamente na discussão para liberar o aplicativo.

O WhatsApp também sofreu um duro golpe na Síria, em 2012, durante a guerra civil. Na época, a empresa classificou a suspensão do serviço como "um golpe na liberdade de expressão e nas comunicações".

As questões relacionadas à privacidade dos aplicativos de mensagens também ocuparam lugar de destaque nos debates travados por líderes europeus. 

Em janeiro de 2015, o então primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron criticou a falta de colaboração do WhatsApp em investigações, especificamente em investigações sobre terrorismo. O britânico afirmou após os ataques à revista francesa Charlie Hebdo que tentaria proibir serviços de mensagens encriptadas - como as do WhatsApp e do Snapchat - se os serviços de inteligência do Reino Unido não pudessem ter acesso ao seu conteúdo.

Em agosto de 2016, autoridades da França e Alemanha pediram regras mais abrangentes para exigir que aplicativos de mensagem, como o WhatsApp e o Telegram, limitassem a criptografia a fim de facilitar o monitoramento da comunicação entre extremistas.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve informou que as autoridades francesas prenderam três pessoas em agosto com "claros planos de ataque", mas que a polícia precisava de ferramentas melhores para monitorar os aplicativos de mensagens de telefones. Ele acrescentou que três das sete pessoas detidas no caso tinham vínculos com grupos terorristas.

Cazeneuve expressou especial preocupação com o Telegram, aplicativo frequentemente usado por extremistas do Estado Islâmico, entre eles um jovem de 19 anos que atacou uma Igreja Católica na Normandia em julho . Ele teria escrito no aplicativo sobre seus planos de executar o ataque.

Ele e o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizieri, ressaltaram a importância de o governo trabalhar com as empresas que oferecem o serviço a fim de garantir que ele não seja usado por extremistas violentos e sugeriram que os líderes da União Europeia discutissem uma política continental para controlar mensagens criptografadas. 

Os europeus não foram os únicos que se posicionaram a favor da limitação da criptografia em aplicativos. Os Estados Unidos também vem tentando convencer empresas de tecnologia a trabalhar com o governo contra a atividade extermista online.

Como criar um aplicativo

Ficou com vontade de criar um aplicativo? Tem uma ideia na cabeça, mas não tem um projeto bem estruturado? Então confira essas dicas para tirar seu aplicativo do papel!

1. Antes de mais nada, aprensente a ideia que você tem em mente para outra pessoa para que vocês dois possam analisar como ela é viável e como pode ser aperfeiçoada;

2 . Pense que seu aplicativo deve ter o potencial de ser usado em mais de uma oportunidade para gerar engajamento dos usuários;

3. Aja com cautela. Primeiro, conheça os detalhes do funcionamento do seu aplicativo e certifique-se se algumas funcionalidades devem ser melhoradas. Para isso, esteja aberto a críticas e sugestões. Só assim será possível aprimorar sua plataforma;

4 . Tenha em mente qual é o modelo de negócios do aplicativo que você deseja lançar e quais serão as fontes de receita da sua criação. Lembre-se que otimizar o modelo de negócios é um exercício constante. Você deve estar ciente de que terá que ceder a eventuais alterações no projeto para se adaptar ao mercado;

5. Não perca o foco e não se acomode. Um aplicativo sempre pode ser melhorado. Os melhores projetos são aqueles que passam por atualizações. É importante não diminuir o comprometimento com o aplicativo depois que ele for lançado.

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