O NOVIÇO
MARTINS PENA
CENA VIII
Entra Juca
JUCA - Mana,
mamãe pergunta por você.
CARLOS - De
hábito? Também ele? Ah!...
JUCA, correndo
para Carlos - Primo Carlos.
CARLOS, tomando-o
no colo - Juquinha! Então, prima, tenho ou não razão?
Há ou não plano?
JUCA - Primo,
você também é frade? Já lhe deram também
um carrinho de prata com cavalos de ouro?
CARLOS - O que
dizes?
JUCA - Mamãe
disse que havia de me dar um muito dourado quando eu fosse frade
(Cantando:) Eu quero ser frade... (etc., etc.)
CARLOS, para
Emília - Ainda duvidas? Vê como enganam esta inocente
criança!
JUCA - Não
enganam não, primo; os cavalos andam sozinhos.
CARLOS, para
Emília - Então?
EMÍLIA
- Meu Deus!
CARLOS - Deixa
o caso por minha conta. Hei-de fazer uma estralada de todos os diabos,
verão...
EMÍLIA
- Prudência!
CARLOS - Deixa-os
comigo. Adeus, Juquinha, vai para dentro com tua irmã (Bota-o
no chão.)
JUCA - Vamos,
mana. (Sai cantando:) Eu quero ser frade... (Emília o segue.)
CENA IX
CARLOS, só - Hei-de descobrir algum meio... Oh ,se hei-de!
Hei-de ensinar a este patife, que casou-se com minha tia para comer
não só a sua fortuna, como a de seus filhos. Que belo
padrasto!.. Mas por ora tratemos de mim; sem dúvida no convento
anda tudo em polvorosa... Foi boa cabeçada! O D. Abade deu
um salto de trampolim... (Batem à porta.) Batem? Mau! Serão
eles? (Batem.) Espreitemos pelo buraco da fechadura. (Vai espreitar)
É uma mulher... (Abre aporta.)
CENA X
Rosa e Carlos.
ROSA - Dá
licença?
CARLOS - Entre.
ROSA, entrando
- Uma serva de Vossa Reverendíssima.
CARLOS - Com
quem tenho o prazer de falar?
ROSA - Eu, Reverendíssimo
Senhor, sou uma pobre mulher. Ai, estou muito cansada...
CARLOS - Pois
sente-se, senhora. (À parte:) Quem será?
ROSA, sentando-se
- Eu chamo-me Rosa. Há uma hora que cheguei do Ceará
no vapor Paquete do Norte.
CARLOS - Deixou
aquilo por lá tranqüilo?
ROSA - Muito
tranqüilo, Reverendíssimo. Houve apenas no mês
passado vinte e cinco mortes.
CARLOS - S.Brás!
Vinte e cinco mortes! E chama a isso tranqüilidade?
ROSA - Se Vossa
Reverendíssima soubesse o que por lá vai, não
se admiraria. Mas, meu senhor, isto são cousas que nos não
pertencem; deixe lá morrer quem morre, que ninguém
se importa com isso. Vossa Reverendíssima é cá
da casa?
CARLOS - Sim
senhora.
ROSA - Então
é parente de meu homem?
CARLOS - De
seu homem?
ROSA - Sim senhor.
CARLOS - E quem
é seu homem?
ROSA - Sr. Ambrósio
Nunes.
CARLOS - O Sr.
Ambrósio Nunes!...
ROSA - Somos
casados há oito anos.
CARLOS - A senhora
é casada com o Sr. Ambrósio Nunes, e isto há
oito anos?
ROSA- Sim senhor.
CARLOS - Sabe
o que está dizendo?
ROSA- Essa é boa
CARLOS - Está
em seu perfeito juízo?
ROSA - O Reverendíssimo
ofende-me...
CARLOS - Com
a fortuna! Conte-me isso, conte-me como se casou, quando, como,
em que lugar?
ROSA - O lugar
foi na igreja. Está visto. Quando, já disse; há
oito anos.
CARLOS - Mas
onde?
ROSA, levanta-se
- Eu digo a Vossa Reverendíssima. Sou filha do Ceará.
Tinha eu meus quinze anos quando lá apareceu, vindo do Maranhão,
o Sr. Ambrósio. Foi morar na nossa vizinhança. Vossa
Reverendíssima bem sabe o que são vizinhanças...
Eu o via todos os dias, ele também via-me; eu gostei, ele
gostou e nos casamos.
CARLOS - Isso
foi anda mão, fia dedo... E tem documentos que provem o que
diz?
ROSA - Sim senhor,
trago comigo a certidão do vigário que nos casou,
assinada pelas testemunhas, e pedi logo duas, por causa das dúvidas.
Podia perder uma...
CARLOS - Continue.
ROSA - Vivi
dois anos com meu marido muito bem. Passado esse tempo, morreu minha
mãe. O Sr. Ambrósio tomou conta de nossos bens, vendeu-os
e partiu para Montevidéu a fim de empregar o dinheiro em
um negócio, no qual, segundo dizia, havíamos de ganhar
muito. Vai isto para seis anos, mas desde então, Reverendíssimo
Senhor, não soube mais notícias dele.
CARLOS - Oh!
ROSA - Escrevi-lhe
sempre, mas nada de receber resposta. Muito chorei, porque pensei
que ele havia morrido.
CARLOS - A história
vai interessando-me, continue.
ROSA - Eu já
estava desenganada, quando um sujeito que foi aqui do Rio disse-me
que meu marido ainda vivia e que habitava na Corte.
CARLOS - E nada
mais lhe disse?
ROSA - Vossa
Reverendíssima vai espantar-se do que eu disser...
CARLOS - Não
me espanto, diga
ROSA - O sujeito
acrescentou que meu marido tinha-se casado com outra mulher.
CARLOS - Ah,
disse-lhe isso?
ROSA - E muito
chorei eu, Reverendíssimo; mas depois pensei que era impossível,
pois um homem pode lá casar-se tendo a mulher viva? Não
é verdade, Reverendíssimo?
CARLOS - A bigamia
é um grande crime; o Código é muito claro.
ROSA - Mas na
dúvida, tirei as certidões do meu casamento, parti
para o Rio, e assim que desembarquei, indaguei onde ele morava.
Ensinaram-me e venho eu mesma perguntar-lhe que histórias
são essas de casamentos.
CARLOS - Pobre
mulher, Deus se compadeça de ti!
ROSA - Então
é verdade?
CARLOS - Filha,
a resignação é uma grande virtude. Quer fiar-se
em mim, seguir meus conselhos?
ROSA - Sim senhor,
mas que tenho eu a temer? Meu marido está com efeito casado?
CARLOS - Dê-me
cá uma das certidões.
ROSA - Mas...
CARLOS - Fia-se
ou não em mim?
ROSA - Aqui
está. (Dá-lhe uma das certidões.)
AMBRÓSIO,
dentro - Desçam, desçam, que passam as horas.
CARLOS - Aí
vem ele.
ROSA - Meu Deus!
CARLOS - Tomo-a
debaixo da minha proteção. Venha cá; entre
neste quarto.
ROSA - Mas Reverendíssimo...
CARLOS - Entre,
entre, senão abandono-a. (Rosa entra no quarto à esquerda
e Carlos cerra aporta.)
CENA XI
C A R L O S, só - Que ventura, ou antes, que patifaria! Que
tal? Casado com duas mulheres! Oh, mas o Código é
muito claro... Agora verás como se rouba e se obriga a ser
frade...
CENA XII
Entra Ambrósio
de casaca seguido de Florência e Emília, ambas de véu
de renda preta sobre a cabeça.
AMBRÓSIO,
entrando -Andem, andem! Irra, essas mulheres a vestirem-se fazem
perder a paciência!
FLORÊNCIA,
- Estamos prontas.
AMBRÓSIO
,vendo Carlos - Oh, que fazes aqui?
CARLOS principia
a passear pela sala de um para outro lado - Não vê?
Estou passeando; divirto-me.
AMBRÓSIO
- Como é lá isso?
CARLOS, do mesmo
modo - Não é da sua conta.
FLORÊNCIA
- Carlos, que modos são esses?
CARLOS - Que
modos são? São os meus.
EMÍLIA,
à parte - Ele se perde!
FLORÊNCIA
- Estás doudo?
CARLOS - Doudo
estava alguém quando... Não me faça falar...
FLORÊNCIA
- Hem?
AMBRÓSIO
- Deixe-o comigo. (Para Carlos:) Por que saíste do convento?
CARLOS - Porque
quis. Então não tenho vontade?
AMBRÓSIO
- Isso veremos. Já para o convento!
CARLOS - rindo-se
com força - Ah, ah, ah !
AMBRÓSIO
- Ri-se?
FLORÊNCIA,
ao mesmo tempo - Carlos!
EMÍLIA
- Primo!
CARLOS - Ah,
ah, ah!
AMBRÓSIO,
enfurecido - Ainda uma vez, obedece-me, ou...
CARLOS - Que
cara! Ah, ah! (Ambrósio corre para cima de Carlos.)
FLORÊNCIA,
metendo-se no meio - Ambrosinho!
AMBRÓSIO
- Deixe-me ensinar a este malcriado.
CARLOS - Largue-o,
tia, não tenha medo.
EMÍLIA
- Carlos!
FLORÊNCIA
- Sobrinho, o que é isso?
CARLOS - Está
bom, não se amofinem tanto, voltarei para o convento.
AMBRÓSIO
- Ah, já?
CARLOS - Já,
sim senhor, quero mostrar a minha obediência.
AMBRÓSIO
- E que não fosse.
CARLOS - Incorreria
no seu desagrado? Forte desgraça!...
FLORÊNCIA
- Principias?
CARLOS - Não
senhora, quero dar uma prova de submissão ao senhor meu tio...
É, meu tio, é... Casado com minha tia segunda vez...
Quero dizer, minha tia é que se casou segunda vez.
AMBRÓSIO,
assustando-se, à parte - O que diz ele?
CARLOS, que
o observa - Não há duvida...
FLORÊNCIA
, para Emília - O que tem hoje este rapaz?
CARLOS - Não
é assim, senhor meu tio? Venha cá, faça-me
o favor, senhor meu rio. (Travando-lhe do braço.)
AMBRÓSIO
-Tira as mãos.
CARLOS - Ora, faça-me o favor, senhor meu tio, quero-lhe
mostrar uma coisa; depois farei o que quiser. (Levando-o para a
porta do quarto.)
FLORÊNCIA
- O que é isto?
AMBRÓSIO
- Deixa-me!
CARLOS - Um
instante. (Retendo Ambrósio com uma mão, com a outra
empurra a porta e aponta para dentro, dizendo:) Vê!
A M B R Ó
SI O, afirmando a vista - Oh! (Volta para junto de Florência
e de Emília, e as toma convulsivo pelo braço.) - Vamos,
vamos, são horas!
FLORÊNCIA
- O que é?
AMBRÓSIO, forcejando por sair e levá-las consigo -
Vamos, vamos!
FLORÊNCIA
- Sem chapéu?
AMBRÓSIO
- Vamos, vamos! (Sai, levando-as.)
C A R L O S
-Então, senhor meu tio? Já não quer que eu
vá para o convento? (Depois que ele sai.) Senhor meu tio,
senhor meu tio? (Vai a porta, gritando.)
CENA XIII
Carlos, só
e depois Rosa
C A R L OS,
rindo-se -Ah, ah, ah, agora veremos, e me pagaras... E minha tia
também há-de pagá-lo, para não se casar
na sua idade e ser tão assanhada. E o menino, que não
se contentava com uma!...
ROSA, entrando
- Então, Reverendíssimo?
CARLOS - Então?
ROSA - Eu vi
meu marido um instante e fugiu. Ouvi vozes de mulheres...
CARLOS - Ah,
ouviu? Muito estimo. E sabe de quem eram essas vozes?
ROSA - Eu tremo
de adivinhar...
CARLOS - Pois
adivinhe logo de uma assentada... Eram da mulher de seu marido.
ROSA - E então
verdade? Pérfido, traidor! Ah, desgraçada! (Vai a
cair desmaiada
e Carlos a sustém nos braços.)
CARLOS - Desmaiada!
Sr.a D. Rosa? Fi-la bonita! Esta é mesmo de frade... Senhora,
torne a si, deixe desses faniquitos Olhe que aqui não ha
quem a socorra. Nada! E esta? Ó Juquinha? Juquinha? (Juca
entra, trazendo em uma mão um assobio de palha e tocando
em outro.) Deixa esses assobios sobre a mesa e vai lá dentro
buscar alguma cousa para esta moça cheirar.
JUCA - Mas o
quê, primo?
CARLOS - A primeira
cousa que encontrares. (Juca larga os assobios na mesa e sai correndo.)
Isto está muito bonito! Um frade com uma moça desmaiada
nos braços. Valha-me Santo Antônio! O que diriam, se
assim me vissem? (Gritando-lhe ao ouvido:) Olá! - Nada.
JUCA ,entra
montado a cavalo em um arco de pipa, trazendo um galheteiro - Vim
a cavalo para chegar mais depressa. Está o que achei.
CARLOS - Um
galheteiro, menino?
JUCA - Não
achei mais nada.
CARLOS - Está
bom, dá cá o vinagre. (Toma o vinagre e o chega ao
nariz de Rosa.) Não serve; está na mesma. Toma...Vejamos
se o azeite faz mais efeito. Isto parece-me salada... Azeite e vinagre.
Ainda está mal temperada; venha a pimenta da Índia.
Agora creio que não falta nada. Peior é essa; a salada
ainda não está boa! Ai, que não tem sal. Bravo,
está temperada! Venha mais sal... Agora sim.
ROSA, tomando
a si- Onde estou eu?
CARLOS - Nos
meus braços.
ROSA, afastando-se - Ah, Reverendíssimo!
CARLOS - - Não
se assuste. (Para Juca:) Vai para dentro (Juca sai)
ROSA - Agora
me recordo... Pérfido, ingrato!
CARLOS - Não
torne a desmaiar, que já não posso.
ROSA - Assim
enganar-me! Não há leis, não há justiça?...
CARLOS - Há
tudo isso, e de sobra. O que não há é quem
as execute. (Rumor na rua)
ROSA, assustando-se
- Ah!
CARLOS - O que
será isto? (Vai à janela.) Ah, com S. Pedro! (À
parte:) O mestre de noviços seguido de meirinhos que me procuram...
Não escapo...
ROSA - O que
é, Reverendíssimo? De que se assusta?
CARLOS - Não
é nada. (À parte:) Estou arranjado! (Chega à
janela.) Estão indagando na vizinhança... O que farei?
ROSA - Mas o
que é? O quê?
CARLOS, batendo
na testa - Oh, só assim... (Para Rosa:) Sabe o que é
isto?
ROSA - Diga.
CARLOS - E um
poder de soldados e meirinhos que vem prendê-la por ordem
de seu marido.
ROSA - Jesus!
Salve-me, salve-me!
CARLOS - Hei-de
salvá-la; mas faça o que eu lhe disser.
ROSA - Estou
pronta
CARLOS - Os
meirinhos entrarão aqui e hão-de levar por força
alguma cousa - esse é o seu costume. O que é preciso
é enganá-los.
ROSA - E como?
CARLOS - Vestindo
a senhora o meu hábito, e eu o seu vestido.
ROSA - Oh!
CARLOS - Levar-me-ão
preso; terá a senhora tempo de fugir.
ROSA - Mas...
CARLOS - Ta,
ta, ta... Ande, deixe-me fazer uma obra de caridade; para isso é
que somos frades. Entre para este quarto, dispa lá o seu
vestido e mande-me, assim como a toca e xale. Ó Juca? Juca?
(Empurrando Rosa:) Não se demore. (Entra Juca.)Juca, acompanha
esta senhora e faze o que ela te mandar. Ande, senhora, com mil
diabos! (Rosa entra no quarto a esquerda, empurrada por Carlos.)
CENA XIV
CARLOS , só - Bravo, esta é de mestre! (Chegando à
janela:) Lá estão eles conversando com o vizinho do
armarinho. Não tardarão a dar com o rato na ratoeira,
mas o rato é esperto e os logrará. Então, vem
o vestido?
ROSA, dentro
- Já vai.
CARLOS -Depressa!
O que me vale é ser o mestre de noviços catacego e
trazer óculos. Cairá na esparrela(Gritando:) Vem ou
não?
JUCA, traz o
vestido, toca e o xale - Esta.
CARLOS - Bom.
(Despe o hábito.) Ora vá, senhor hábito. Bem
se diz que o hábito não faz o monge. (Dá o
hábito e o chapéu a Juca.) Toma, leva à moça.
(Juca sai.) Agora é que são elas... Isto é
mangas? Diabo, por onde se enfia esta geringonça? Creio que
é por aqui... Bravo acertei. Belíssimo! Agora a toca.
(Põe a toca.) Vamos ao xale... Estou guapo; creio que farei
a minha parte de mulher excelentemente. (Batem na porta.) São
eles. (Com voz de mulher.) Quem bate?
MESTRE, dentro
- Um servo de Deus.
CARLOS, com
a mesma voz - Pode entrar quem é.
CENA XV
Carlos, Mestre de Noviços e três meirinhos
MESTRE - Deus
esteja nesta casa
CARLOS - Humilde
serva de Vossa Reverendíssima...
MESTRE - Minha
senhora, terá a bondade de perdoar-me pelo incômodo
que lhe damos, mas nosso dever...
CARLOS - Incômodos,
Reverendíssimo Senhor?
MESTRE - Vossa
Senhoria há-de permitir que lhe pergunte se o noviço
Carlos, que fugiu do convento...
CARLOS - Psiu,
caluda!
MESTRE - Hem?
CARLOS - Está
ali...
MESTRE - Quem?
CARLOS - O noviço...
MESTRE - Ah!
CARLOS - E preciso
surpreendê-lo ...
MESTRE - Estes
senhores oficiais de justiça nos ajudarão.
CARLOS - Muito
cuidado. Este meu sobrinho dá-me um trabalho...
MESTRE - Ah,
a senhora é sua tia?
CARLOS - Uma
sua criada.
MESTRE - Tenho
muita satisfação.
C AR L O S -
Não percamos tempo. Fiquem os senhores aqui do lado da porta,
Muito calados; eu chamarei o sobrinho. Assim que ele sair, não
lhe dêem tempo de fugir; lancem-se de improviso sobre ele
e levem-no à força.
MESTRE - Muito
bem
CARLOS - Diga
ele o que disser, grite como gritar, não façam caso,
arrastem-no.
MESTRE - Vamos
a isso.
CARLOS - Fiquem
aqui. (Coloca-os junto à porta da esquerda.) Atenção.
(Chamando para dentro:) Psiu! Psiu! Saia cá para fora, devagarinho!
(Prevenção.)
CENA XVI
Os mesmos e Rosa vestida de frade e chapéu na cabeça.
ROSA, entrando
- Já se foram? (Assim que ela aparece, o Mestre e os meirinhos
se lançam sobre ela e procuram carregar até fora.)
MESTRE- Está
preso. Há-de ir. E inútil resistir. Assim não
se foge... (Etc., etc.)
ROSA, lutando
sempre - Ai, ai, acudam-me! Deixem-me! Quem me socorre? (Etc.)
CARLOS -Levem-no,
levem-no. (Algazarra de vozes; todos falam ao mesmo tempo, etc.
Carlos, para aumentar o ruído, toma um assobio que está
sobre a mesa e toca. Juca também entra nessa ocasião,
etc. Execução.)
FIM DO PRIMEIRO
ATO
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