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MINHA FORMAÇÃO
Joaquim Nabuco



Capítulo XXII
Caráter do movimento - A parte da dinastia


A abolição teria sido uma obra de outro alcance moral, se tivesse sido feita do altar, pregada do púlpito, prosseguida de geração em geração pelo clero e pelos educadores da consciência. Infelizmente, o espírito revolucionário teve que executar em poucos anos uma tarefa que havia sido desprezada durante um século. Uma grande reforma social, para ser agradável a Deus, exige que a alma do próprio operário seja purificada em primeiro lugar. São essas as primícias que ele disputa e que lhe pertencem. A diferença é grande, mesmo para as empresas mais justas e mais belas, se a levamos por diante com espírito da verdadeira caridade cristã, ou se não empregamos nelas senão essa espécie de estímulo pessoal a que em moral leiga se chama amor da humanidade. O reformador não vencerá completamente pela cópia de justiça que a sua idéia contenha; o resultado da vitória depende do grau de caridade que inspirar a germinação. A política é a arte de escolher as sementes; a religião, a de lhes preparar o terreno.
O movimento contra a escravidão no Brasil foi um movimento de caráter humanitário e social antes que religioso; não teve por isso a profundeza moral da corrente que se formou, por exemplo, entre os abolicionistas da Nova Inglaterra. Era um partido composto de elementos heterogêneos, capazes de destruir um estado social levantado sobre o privilégio e a injustiça, mas não de projetar sobre outras bases o futuro edifício. A realização da sua obra parava assim naturalmente na supressão do cativeiro; seu triunfo podia ser seguido, e o foi, de acidentes políticos, até de revoluções, mas não de medidas sociais complementares em benefício dos libertados, nem de um grande impulso interior, de renovação da consciência pública, da expansão dos nobres instintos sopitados. A liberdade por si só é fecunda, e sobre os destroços da escravidão refar-se-á com o tempo uma sociedade mais unida, de idéias mais largas, e é possível que esta proclame seus criadores aqueles que não fizeram mais do que interromper a opressão que presidia aos antigos nascimentos, os gemidos que assinalavam no Brasil o aparecer de mais uma camada social. A verdade, porém, é que a corrente abolicionista parou no dia mesmo da abolição e no dia seguinte refluía.
Durante a campanha abolicionista, em uma das eleições em que fui candidato, um escravo, que parecia feliz, suicidou-se em uma fazenda de Cantagalo. Contou-me uma senhora da família, anos depois, que perguntado no momento da morte por que atentara contra si, se tinha alguma queixa, ele respondera ao senhor que não, que pensou em matar-se somente porque "eu não tinha sido eleito deputado..." Tenho convicção de que a raça negra por um plebiscito sincero e verdadeiro teria desistido de sua liberdade para poupar o menor desgosto aos que se interessavam por ela, e que no fundo, quando ela pensa na madrugada de 15 de novembro, lamenta ainda um pouco o seu 13 de maio. Não se poderia estar em contato com tanta generosidade e dedicação sem lhe ter um pouco adquirido a marca. Desde a dinastia, que tinha um trono a oferecer, ninguém que tenha tomado parte em sua libertação, o lastimará nunca. Não se lastima a emancipação de uma raça, a transformação imediata do destino de um milhão e meio de vidas humanas com todas as perspectivas que a liberdade abre diante das futuras gerações. Não há raças ingratas. "Senhor Rebouças - dizia a princesa imperial a bordo do 'Alagoas', que os levava juntos para o exílio - se houvesse ainda escravos no Brasil, nós voltaríamos para libertá-los."
Ah! decerto o trono caiu e muita coisa seguiu-se que me podia fazer pensar hoje com algum travo nesses anos de perfeita ilusão... mas não, devia ser assim mesmo... As conseqüências, os desvios, as aberrações, estranhas e alheias, não podem alterar a perfeita beleza de uma obra completa, não destróem mais o ritmo de um ciclo encerrado... No dia em que a princesa imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava. A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue, e ela não o quereria nunca para cimentar o trono de seu filho... A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reinado durante a crise, e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que desempenhasse sua missão, a voz divina que se faz ouvir sempre que um grande dever tem que ser cumprido ou um grande sacrifício que ser aceito. Se a monarquia pudesse sobreviver à abolição, este seria o seu apanágio; se sucumbisse, seria o seu testemunho. Quando se tem, sobretudo uma mulher, a faculdade de fazer um grande bem universal, como era a emancipação, não se deve parar diante de presságios; o dever é entregar-se inteiramente nas mãos de Deus. E quem sabe... A impressão quando se olha da altura da posteridade, da história, é que o papel nacional da dinastia tinha sido belo demais para durar ininterruptamente... Não há tão extensos espaços de felicidade nas coisas humanas; o surto prolongando-se traria a queda desastrosa. Essa dinastia teve só três nomes. O fundador fez a independência do jovem país americano, desintegrando a velha monarquia européia de que era herdeiro; seu filho encontra aos quinze anos o Império enfraquecido pela anarquia, rasgando-se pela ponta do Rio Grande, e funda a unidade nacional sobre tão fortes bases que a Guerra do Paraguai, experimentando-a, deixou à prova de qualquer pressão interna ou externa, e faz tudo isso sem tocar nas liberdades políticas do país que durante cinqüenta anos são para ele um noli me tangere... Por último, sua filha renunciava virtualmente o trono para apressar a libertação dos últimos escravos... Cada reinado, contando a última regência da princesa como um embrião de reinado, é uma nova coroação nacional: o primeiro, a do Estado; o segundo, a da nação; o terceiro, a do povo... A coluna assim está perfeita e igual: a base, o fuste, o capitel. A tendência do meu espírito é colocar-se no ponto de vista definitivo... Deste o 15 de novembro não é uma queda, é uma assunção... É a ordem do destino para que a dinastia brasileira fosse arrebatada, antes de começar o seu declínio, antes de correr o risco de esquecer a sua tradição.
Decerto o exílio de imperador foi triste, mas também foi o que deu à sua figura a majestade que hoje a reveste... Não, não há assim nada que me faça olhar para a fase em que militei na política com outro sentimento que não seja o de uma perfeita gratidão... Não devo à dinastia nenhuma reparação; não lhe armei uma cilada; na humilde parte que me coube, o que fiz foi acenar-lhe com a glória, com a imortalidade, com a perfeição do seu traço na História... Ninguém pode afirmar que, desprezando a abolição, ela se teria mantido, ou que não teria degenerado... A abolição em todo o caso era o seu dever, e ela recolheu a glória do ato; deu-nos quitação...
Que seria feito na história da lenda monárquica brasileira se no mesmo dia se tivesse proclamado a República e a Abolição? Gratidão infinita pelo 13 de maio, isso, sim, lhe devo e deverei sempre; nunca, porém, reparação de um dano que não causei.


Capítulo XXIII
Passagem pela política


Oh! o que não recebi nesses anos de luta pelos escravos! Como os sacrifícios que por vezes inspirei eram maiores que os meus! Eu tinha a fama, a palavra, a carreira política... É certo que não tive outras recompensas, mas essas eram as mais belas para um moço, nesse tempo ávido de nomeada e das sensações do triunfo. Era o meu nome que saía vitorioso das urnas numa dessas eleições que eletrizavam os espíritos liberais de todo o país, que me traziam de longe as bênçãos dos velhos quakers da Anti-Slavery Society, e até uma vez os votos de Gladstone... Aqueles, porém, que concorriam para a vitória desapareceriam na lista anônima dos esquecidos... Seus nomes, mesmo os principais, não ecoavam fora da Província... Só, dentre eles, José Mariano era conhecido de todo o país e reputado o árbitro eleitoral do Recife. Quem conhecia, porém, a Antônio Carlos Ferreira da Silva, então simples guarda-livros em uma casa do Recife, que no entanto fez todas as minhas eleições abolicionistas? A verdade é que era ele o espírito que movia tudo em meu favor; sem ele tudo teria corrido em outra direção... Essa é a melhor prova do caráter espontâneo, natural, popular, das minhas eleições do Recife, o ter bastado para fazê-las um homem como ele, sincero, dedicado, inteligente, leal, hábil, todo coração e entusiasmo sob uma máscara de frieza e misantropia, mas sem posição, sem fortuna, sem status político, sem ligação de partido, simples abolicionista, nunca aparecendo em público, e, além do mais, republicano confesso... Essa circunstância só por si mostra bem a sinceridade, a humildade, a ingenuidade de todo esse movimento de 1884-1888. Esse foi o meu paraninfo... Os muitos que trouxeram o seu valioso concurso para o sucesso da causa comum, ou para meu triunfo pessoal, como aconteceu com tantos, compreenderão o meu sentimento, quando ainda uma vez revelo o segredo da minha relação com o Recife, dizendo que Antônio Carlos, que nada era e nada quis ser, foi o verdadeiro autor dela... Não esqueço ninguém, a começar por Dantas, que me fez quase forçadamente seguir para o Norte a pleitear um dos distritos da Província: não esqueço decerto o dr. Ermínio Coutinho e o dr. Joaquim Francisco Cavalcanti, de cuja dupla renúncia resultou a minha inesperada eleição pelo quinto distrito, uma semana depois de anularem o meu diploma pelo primeiro, passe eleitoral que surpreendeu a todos na Câmara e em que Antônio Carlos foi grandemente ajudado pelo seu amigo dr. Coimbra. Também não esqueço José Mariano, cuja lealdade para comigo foi perfeita em circunstâncias que poriam à prova a emulação e a suscetibilidade de outro espírito, capaz de inveja ou de ciúmes; nem a suave fisionomia, um puro Carlo Dolce, da sua meiga e amorosa d. Olegarinha, tão cedo esvaecida, a qual nas vésperas da minha eleição, que José Mariano fizera dele, contra o ministro do Império, fez empenhar jóias suas para o custeio da luta, o que só vim a saber no dia seguinte, quando o partido as resgatou e lhas foi levar... Não esqueço ninguém, nenhum dos chefes e centuriões liberais, Costa Ribeiro, João Teixeira, Barros Rego, o Silva da Madalena, Faustino de Brito do Peres: seria preciso citar cem, duzentos... Nenhum também desse grupo de abolicionistas, que me recebeu com Antônio Carlos: Barros Sobrinho, João Ramos, Gomes de Mattos, João Barbalho, Numa Pompílio, João de Oliveira, Martins Júnior, todos eles; não esqueço os brilhantes artigos de tantos jornalistas distintos, sobre todos Maciel Pinheiro, o amigo de Castro Alves, austero, rutilante, genial, figura que lembra o traço velazquiano, ao mesmo tempo sombrio e luminoso. E são esses somente os primeiros nomes que me vieram à pena. Outros, muitos outros, estão igualmente presentes ao meu espírito como Aníbal Falcão e Souza Pinto, então os chefes intelectuais da mocidade.
Duvido ter eu tido maior revelação, ou impressão exterior que ficasse atuando sobre mim de modo mais permanente, do que essas eleições de 1884 a 1887 - a de 1889, feita a abolição, não me interessava quase. Elas puseram-me em contato direto com a parte mais necessitada da população e em mais de uma morada de pobre tive uma lição de coisas tão pungente e tão sugestiva sobre o desinteresse dos que nada possuem, que só a lembrança do que vi terá sempre sobre mim o poder, o efeito de um exame de consciência... Eu visitava os eleitores, de casa em casa, batendo em algumas ruas a todas as portas... A pobreza de alguns desses interiores e a intensidade da religião política alimentada neles fez-me por vezes desistir de ir mais longe... Doía ver o quanto custava a essa gente crédula a sua devoção política. Diversos desses episódios gravaram-se-me no coração. Uma vez, por exemplo, entrei na casa de um operário, empregado em um dos Arsenais, para pedir-lhe o voto. Chamava-se Jararaca, mas só tinha de terrível o nome. Estava pronto a votar em mim, tinha simpatia pela causa, disse-me ele; mas votando, era demitido, perdia o pão da família; tinha recebido a "chapa de caixão"(uma cédula marcada com um segundo nome, que servia de sinal), e se ela não aparecesse na urna, sua sorte estava liquidada no mesmo instante. "Olhe, sr. doutor", disse-me ele, mostrando-me quatro pequenos, que me olhavam com indiferença, na mais perfeita inconsciência de que se tratava deles mesmos, de quem no dia seguinte lhes daria de comer... E depois, voltando-se para uma criancinha, deitada sobre os buracos de um antigo canapé desmantelado: "Ainda em cima, minha mulher há dois meses achou essa criança diante da nossa porta, quase morrendo de fome, roída pelas formigas, e hoje é mais um filho que temos!" "No entanto, estou pronto a votar pelo senhor - recomeçava ele, cedendo à sua tentação liberal - se o senhor me trouxer um pedido do brigadeiro Floriano Peixoto." Esse foi talvez o primeiro "florianista" do país... "Pode vir por telegrama... Ele está no engenho, nas Alagoas... E o que ele me pedir, custe o que custar, eu não deixo de fazer... Telegrafe a ele..." "Não, não é preciso - respondi-lhe - vote como quer o governo, não deixe de levar a sua 'chapa de caixão'... não arrisque à fome toda essa gentinha que está me olhando... Há de vir tempo em que o senhor poderá votar por mim livremente; até lá, é como se o tivesse feito... Não devo dar-lhe um pretexto para fazer o que quer, invocando a intervenção do seu protetor..." E saí, instando com a mulher, suplicando, com medo que ele se arrependesse e fosse votar em mim.
Em outras coisas o chefe da família estava sem emprego havia anos por causa de um voto dado ao partido da oposição; a pobreza era completa, quase a miséria, mas todos ali tinham o orgulho de sofrer por sua lealdade ao partido... E como entre os liberais, entre os conservadores. Eram coerentes na miséria, na privação de tudo... Esse espetáculo seria decerto animador no mais alto grau para o otimista desinteressado; este julgaria ter descoberto o refúgio da verdadeira natureza humana escondida; para o candidato, porém, de cuja causa se tratava, era terrivelmente pungente surpreender assim a agonia da dignidade... Posso dizer, quanto a mim, eu não teria ousado ser mais um dia pretendente a um posto que custava tanto sofrimento, se não fosse para servir a causa de outros ainda mais infelizes do que essas vítimas da altivez do pobre, da paixão e ilusão política do povo. Hoje, quem sabe, eu não teria talvez em nenhum caso a força, a coragem de insinuar aos bons, aos crédulos, aos ingênuos, sacrifícios pessoais dessa ordem em favor de uma causa que não fosse diretamente deles. Faria com todos o que fiz com o bom Jararaca: aconselharia que não sacrificassem os seus... Mas a luta pela justiça é isso mesmo, é o sacrifício de gerações inteiras pelo direito às vezes de um só, para resgatar a injustiça feita a um oprimido, talvez um estranho. Decerto, não tenho remorsos nem me arrependo... Pessoalmente nenhum lucro terei de todas as abnegações que vieram a mim; não capitalizai o sofrimento de tantos desinteressados... Consola-me nada ter tirado da abolição senão o gozo de algumas impressões da tribuna e de nomeada, que foram apenas uma expansão como qualquer outra da mocidade... Graças a Deus, favor este inestimável, nenhum lucro material, direto ou indireto, me resultou nunca das idéias que me seduziram e com as quais seduzi a outros...
Mas, ainda uma vez, o que recebi foi incalculável. Só Deus mesmo, que vê os sofrimentos que se escondem e cujo orgulho é passarem invisíveis no meio da multidão, pode fazer tal conta. Sou um cativo do Recife. Ninguém que não tenha acompanhado um dos candidatos, de casa em casa, das areias do Brum aos canais dos Afogados, durante a campanha da abolição, pode avaliar o que custou àqueles bairros de população densa, vivendo na mais completa destituição de tudo, o acolhimento que me deram. Para chegar à Câmara tive os ombros dos que não tinham de seu senão o trabalho de suas mãos e que se arriscavam, carregados de família, a verem fechar-se-lhes no dia seguinte a oficina, a serem despedidos, despejados, depois de me terem dado o voto... O que me fica de todo esse episódio, o único de minha carreira política, é um sentimento acabrunhador de falência...Meu único ativo é a gratidão. O passivo é ilimitado... Foram milhares os que me ofereceram tudo o que tinham, isto é, como nada tinham, o que eram, o que podiam ser, e posso dizer que o aceitei em nome dos escravos. Muitos ter-se-ão levantado outra vez, e seguido seu caminho pelas estradas abertas desde então, mas que todas parecem conduzir à mesma miragem que abrasa o horizonte... Terão ido, ou irão indo, coitados, de ilusão em ilusão, de desprendimento em desprendimento, de lealdade em lealdade... Não importa. O fato para mim dominante é que em um momento da minha vida pedi e aceitei o sacrifício absoluto de muitos pela causa que eu defendia... Decerto, foi a mais nobre, a mais augusta das causas; mas o fato é que eu era ali o representante dela, que em grande parte a dedicação, o sacrifício era por mim, como era meu o triunfo, minha a carreira, meu o futuro político...
A impressão que me ficou da política, exceto esse quadro doloroso do sacrifício ingênuo dos simples, dos bons, dos que sofrem, pelos que se elevam, posso dizer que me lembra um jardim encantado do Oriente, onde tudo eram formas enganadoras de existências petrificadas, imobilizadas, à espera da palavra que as libertasse; onde a rosa, que nunca desbotava, exprimia a presença oculta de uma paixão que não queira perjurar-se; onde o mármore alabastrino das fontes significava o corpo imaculado de que vertia contínuo o sangue puro dos martírios do amor e da verdade; onde os rouxinóis que cantavam eram parte de amantes a quem era defeso procurarem-se sob a forma humana... Tudo ali estava suspenso, transportado a outra escala do ser, a outra ordem de sensibilidade e de afetos... Era o mesmo fato, mas com diferente aspiração, diferente consciência, diferente vontade, e para o qual por isso mesmo o tempo não corria, como no sonho... A cena política foi também para mim um puro encantamento... Sob a aparência de partidos, Ministérios, Câmaras, de todo o sistema a que presidia com as suas longas barbas níveas o velho de S. Cristóvão, o gênio brasileiro tinha encarnado e disfarçado o drama de lágrimas e esperanças que se estava representando no inconsciente nacional, e à geração do meu tempo coube penetrar no vasto simulacro no momento em que o sinal, o toque redentor, ia ser dado, e todo ele desabar para aparecer em seu lugar a realidade humana, de repente chamada à vida, restituída à liberdade e ao movimento... Por isso não trouxe da política nenhuma decepção, nenhum amargor, nenhum ressentimento... Atravessei por ela durante a metamorfose.

Capítulo I e Capítulo II
Capítulo III e Capítulo IV
Capítulo VI e Capítulo VI
Capítulo VII e Capítulo VIII
Capítulo IX e Capítulo X
Capítulo XI e Capítulo XII
Capítulo XIII e Capítulo XIV
Capítulo XV e Capítulo XVI
Capítulo XVII e Capítulo XVIII
Capítulo XIX e Capítulo XX
Capítulo XXI
Capítulo XXII e Capítulo XXIII
Capítulo XIV
Capítulo XXVI e Capítulo XXVI