Net-Vídeo: Por
enquanto, filmes que cabem no CD-ROM são caros e ineficazes
(e nem falamos da pirataria)
02/10/2000
- Enquanto as gravadoras de discos arrancam os cabelos
com a ameaça da distribuição de arquivos pelo Napster, os agentes
de mídia concorrentes só aumentam os pesadelos da indústria
de entretenimento. Pelo menos a contar pelas reclamações da
MPAA (associação dos estúdios de Hollywood), o juridicamente
contestado Scour Exchange ou o descentralizado/incontrolável
Gnutella podem facilitar enormemente a difusão de arquivos de
filmes. Será que a história é bem essa?
Pelo menos por enquanto, quem quiser dar uma
de esperto diante dos megaestúdios de cinema não tem muito a
comemorar. Mesmo o DivX :-) (assim mesmo, com o sorrisinho),
tecnologia de hipercompressão de arquivos de vídeo, pegar filmes
na Internet continua sendo privilégio de alguns fissurados.
É
cedo para comparar o DivX :-) com a revolução do MP3 na distribuição
de música (lembra como era no tempo do WAV?), mas pelo menos
há uma característica meritória na "internetização"
de filmes: os produtores de curta-metragens (sempre interessadíssimos
em divulgação) encontraram na rede um espaço que jamais teriam
no cinema ou na televisão. O bicho pega mesmo com os longa-metragens.
Vamos dar à distribuição de filmes em DivX
:-) o maior benefício da dúvida possível: imaginem que haja
na Internet um monte de longa-metragens "freeware"
e liberados para download pelos autores, e que esses filmes
(não as produções de Hollywood!) sejam a principal atração do
cinema "internetizado". Você precisará de muito espaço
em disco, muita velocidade de conexão e muita paciência para
baixar na Rede um filme que faz pouca vantagem diante de uma
fita de vídeo -- para não falar do cada vez mais presente (e
barato) DVD. Enfim, nesse quadro geral, a pirataria é apenas
uma das desvantagens dos filmes via Internet. Amanhã voltaremos
ao assunto...