Emusic na marca do pênalti (na melhor das
hipóteses)
E-Comércio: O
vendedor de MP3 continua de pé. Mas por quanto tempo?
28/08/2000 - Os maus resultados do Emusic não chegam a ser uma surpresa, mas
não é só o destino da empresa que está em jogo. Escaldado pela
tumultuada relação das grandes gravadoras com o MP3.com, da incerteza jurídica em torno
do Napster e da perseguição aos agentes de
mídia em geral, até um site que vende arquivos de som legalizados
e autorizados (pague uns trocadinhos, baixe as músicas) acabou
entrando em xeque.
Problema: em tempos de exigência de retorno rápido, o Emusic
só tem capital para mais dezoito meses de operação -- e ninguém
espera que a empresa comece a dar lucro antes disso. Como era
de se imaginar, a explosão de popularidade de Napster e similares
fez o Emusic perder muitos clientes de varejo, obrigando o site
a redirecionar sua estratégia comercial para o business-to-business
e a venda de assinaturas. Ainda assim, a contar pelo exemplo
do Emusic (quase 130 mil arquivos no ar e praticamente sem concorrentes),
é cedo para dizer se esse negócio de vender arquivos MP3 continuará
dando certo nos próximos meses.
Enquanto
isso... Outros empreendedores estão de olho na era
"pós-boca-livre" dos agentes de mídia. O Mojonationé um interessante (ainda que seja difícil sacar "qual
é a dele" a uma primeira olhada) cruzamento de dois conceitos
dominantes da Internet do ano 2000: Napster e leilões. Cada
usuário libera as músicas/fotos/vídeos de seu disco rígido,
mas quem quiser baixá-los terá que negociar um preço razoável
em "mojo", a moeda interna do sistema. Mais tarde
o usuário poderá usar seu saldo de mojo para comprar outros
arquivos, ou ainda trocá-los por mercadorias ou dinheiro. A
indústria de mídia pode babar de ódio, mas o Mojonation não
tem um servidor central para catalogar arquivos (esse é o calcanhar
de Aquiles do Napster) e garante o sigilo das transações. É
ver para crer.