AUTOMÓVEIS
BANCOS
CELEBRIDADES
CHAT
COLUNISTAS
COMUNIDADES
CRIANÇAS
CULINÁRIA
ENTRETENIMENTO
EDUCAÇÃO
ESPORTES
ECONOMIA
HORÓSCOPO
GAMES
INTERNET
MÚSICA
MULHERES
NOTÍCIAS
POSTAIS
SAÚDE
SERVIÇOS
SEXUALIDADE
SHOPPING
TEENS
TEMPO
TRÂNSITO
VIAGEM
  BUSCA
digite a palavra
 

  MAIL
nome:

senha

   


Almanaque da TV resgata 50 anos de televisão no Brasil

Por Francine Mendonça (francinemendonca@ig.com)


O roteirista Ricardo Xavier, Rixa, lançou este livro de história e curiosidades num momento que não poderia ser mais propício: a TV brasileira está comemorando 50 anos. É quase um "guia dos curiosos" escrito para telemaníacos inveterados, que sacia dúvidas e traz novidades divertidas, que passam por todas as fases, desde seu início precário até a profissionalização atual.

O início da TV no Brasil, em 18 de setembro de 1950, foi difícil: eram raras as pessoas que tinham o aparelho, e o dono da TV Tupi, Assis Chateaubriand, instalou aparelhos na Praça da República, no Jockey Clube e em outros pontos estratégicos apostando que os televisores se tornariam uma mania nacional. E eles se tornaram.

A obra traz curiosidades como as crenças iniciais de que a TV faria mal à saúde, os primeiros países a ter TV, os artistas internacionais que eram trazidos para os programas nacionais, mentiras anunciadas pelo telejornalismo no clássico primeiro de abril, as dúvidas quanto à eficácia do negócio, entre outras.

A história também não fica esquecida: o autor fala sobre os inventores da tecnologia, os melhores e piores momentos da TV nacional, como a censura atuava na programação, como funcionava antes do videotape, a primeira cena de beijo, de nudez e com palavrão que foram ao ar, a primeira transmissão em cores no país e como surgiram as telenovelas, os programas de auditório e os festivais.

Rixa conta detalhes as maiores gafes e falhas e fala do primeiro galã nacional. É um painel da memória televisiva brasileira, contado em capítulos curtos, como os flashes da TV. As memórias são permeadas de citações como "O Ibope é o meu santo padroeiro", de Chacrinha, ou "De tudo que criei, o melhor foi o botão de desligar", do inventor Vladimir Zworykin. O humor e a emoção passam pelos fatos e decisões históricas, pelas conquistas técnicas, momentos de qualidade e de baixo nível.

O publicitário e roteirista pesquisou quatro anos para escrever "Almanaque" e teve a colaboração do jornalista Rogério Saccchi. O resultado é uma narrativa em que o leitor encontra respostas para centenas de perguntas, mata saudades de programações antigas e confere um histórico da TV no país.

(Almanaque da TV - 50 Anos de Memória e Informação, Editora Objetiva, 288 págs, R$ 28,50)

Leia a resenha e trechos de "50 Anos de TV no Brasil", de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.

 

"Para entender o Brasil" (Marisa Sobral e Luiz Antonio Aguiar, org.)

"Bilac vê Estrelas" de Ruy Castro

"Corações Sujos", de Fernando Morais