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O Rio de
Janeiro nas histórias
Por Ricardo Besen (ricardobesen@ig.com)
O
Rio de Machado de Assis, o Rio de muitas ruas históricas
e passeios, o Rio da Ipanema de Jaguar, o Rio que tem saudades da
Guanabara, o Rio que confirma que as cartas não mentem jamais.
O Rio da hora da estrela e do poente.
O iG Ler presta uma pequena homenagem à cidade trazendo
aos leitores uma amostra de livros sobre o Rio de Janeiro, que tomam-no
seja como personagem principal, como tema de estudo ou ainda como
pano de fundo onipresente da vida de seus habitantes.
"Rio de Assis: Imagens Machadianas do Rio de Janeiro",organizado
por Aline Carrer, revela aos leitores o Rio de Janeiro que Machado
de Assis conheceu e descreveu.
A "História das ruas do Rio", de Brasil Gerson,
funciona como um passeio, entrelaçando história e
geografia e oferecendo uma imensa riqueza de informações
sobre os lugares e as pessoas que construíram o Rio de Janeiro.
O carioquíssimo cartunista Jaguar conta tudo - ou quase-
que aconteceu em Ipanema desde a década de 40.
Ele não conta, no entanto, o que aconteceu, do ponto de
vista político e cultural, após a mudança da
capital federal para Brasília em 1960. Muito menos as conseqüências
da fusão do estado da Guanabara com o Rio de Janeiro em 1975.
Assumem essa tarefa os livros "Rio de Janeiro: uma Cidade na
História", organizado por Marieta de Moraes Ferreira,
e "Saudades da Guanabara", de Marly Silva da Motta.
Depois de ler tudo isso é natural que se queira espairecer.
Nada melhor que consultar as cartas, ou melhor, "O Baralho
Carioca: o Rio sem Blefe", divertida e instrutiva incursão
às principais excursões e passeios no Rio.
Mas as cartas nem sempre levam à beleza numa grande cidade:
Macabéa, personagem de "A Hora da Estrela", de
Clarice Lispector, viveu seu único instante de brilho nas
ruas do Rio logo após consultar uma cartomante.
O Rio alegre, belo, sério e até mesmo triste está
à sua disposição. Clique na coluna à
direita para tirar a carta mais adequada ao seu baralho.
Obs: A foto mostra damas de finíssimo trato na Avenida Niemeyer
em 1907 e faz parte do livro "Rio de Janeiro, 1862-1927",
editado pelo Instituto Moreira Salles. O autor é um fotógrafo
anônimo alemão.
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