Números
europeus
Aleksandar
Mandic, colunista do iG.com
Embora
falemos uma língua que nasceu na Península Ibérica e a maioria
de nossa população tenha sobrenomes registrados nos livros de
tombo de Lisboa, o fato é que nossos executivos voam muito mais
para as ex-colônias inglesas e espanholas do norte, desembarcando
em Nova York, Boston, Los Angeles e Miami e raramente nas terras
de Bragança ou de Castela. Diante disso, eu pergunto, como anda
a Internet lá pela Europa?
Vai muito
bem obrigado. A velocidade de crescimento do número de internautas
na Europa é superior à dos EUA, e calcula-se que em 2003 34%
da população adulta (estimada em 308,5 milhões de pessoas) do
velho continente (estou falando da Europa Ocidental) terá acesso
à Internet. Isso significa 105 milhões de internautas. O número
mais recente ainda é o do ano passado, quando apenas 12% da
população adulta estava online.
Uma das
conseqüências dessa aceleração vai aparecer com muita clareza
no ambiente de negócios da comunicação sem fio: especialmente
no mundo do telefone celular, a Europa está muito mais avançada
do que os EUA, e ali o celular deixou de ser apenas um instrumento
de comunicação para servir de instrumento de compras seja em
máquinas de Coca-Cola ou na que vende bilhetes de metrô. No
final dos anos 90, a rede de telefones celulares estava crescendo
a uma taxa de 12% ao ano, com destaque para Itália e Espanha.
Isso tudo
é o resultado da explosão do mercado de telecomunicações na
Europa Ocidental, que de 1998 para cá cresceu em grande velocidade
(em 1999 cresceu 13%, este ano cresce quase 11 e no ano que
vem desacelera para 8%, o que venhamos e convenhamos ainda é
muito quando se sabe que o valor desse mercado é da ordem de
US$ 540 bilhões).
Claro que
os EUA também vão muito bem, até porque tecnologias como a do
microcomputador foram disseminadas com muito mais rapidez: lá
existem 51 computadores em cada 100 residências, enquanto que
na Europa essa taxa é quase a metade (27,7 por cem). As diferenças
que separam os mercados europeu e norte-americano nesse ramo
vão ficar (ao menos por um tempo) maiores, a não ser que os
investimentos europeus sejam aumentados - os dados mais recentes
indicavam (em 1998) que eles eram a metade dos americanos, quando
medidos em porcentagem do produto nacional bruto.
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