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e-business

Aleksandar Mandic, colunista do iG.com

Durante os últimos dez anos, o microcomputador literalmente invadiu o planeta. O crescimento foi rápido e benéfico para a sociedade como um todo - a década começou com o i486 rodando a 40MHz e termina com o Pentium III de 1 GHz. Nada mau. O micro, inicialmente, era tão caro que chegou a virar símbolo de status entre alguns profissionais e em algumas famílias, mas felizmente seus preços caíram para um patamar abaixo dos mil dólares e com isso ele assumiu definitivamente os vários papéis que pode ter na educação, na comunicação, no trabalho e em tantas outras áreas. Daqui a algumas décadas, os historiadores registrarão estes anos como aqueles em que a informação passou a ser disseminada com mais rapidez pela sociedade. E que isso aconteceu graças à popularização dos microcomputadores.

A indústria dos micros cresceu escandalosamente, gerando gigantes como a Compaq e a Dell, por exemplo. A Compaq, que começou fazendo micros compactos, como seu nome sugere, cresceu tanto que acabou comprando aquela que chegou a ser a segunda maior empresa de computadores do mundo - a Digital Equipment (DEC), e que só fazia máquinas de médio e grande portes (o porte é discutível, mas o fato é que não eram micros). Hoje, os bons equipamentos da Digital carregam a marca Compaq, ainda que com a tecnologia da DEC e seu software (incluindo-se aí o Open VMS). É como se um fabricante de bicicletas um dia tivesse conseguido comprar a Ford.

Em vários pontos do mercado, contudo, começam a aparecer sinais de que os grandes mercados, como o norte-americano, começam a perder a velocidade de crescimento, ou seja: o número de micros vendidos por ano começa a cair ou a estagnar-se. Esse fato está fazendo as empresas repensarem seus negócios e principalmente procurarem novos canais de faturamento - serviços como treinamento, suporte e outros tornam-se cada vez mais importantes, e algumas passaram a fazer foco em negócios na internet.

Como a Internet é composta principalmente por máquinas, comunicação, software, serviços e informações, podemos esperar por alianças dos fabricantes de computadores com parceiros que podem ser desde bancos até fabricantes de comida para gatos - que precisam estruturar operações via Internet, e que podem se apoiar na infraestrutura fornecida por esses fabricantes. Dos micros, portanto, essas empresas fabricantes de hardware estão partindo para o mais puro e-business.

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