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Onde está o dinheiro?

Aleksandar Mandic, colunista do iG.com

Quando a internet comercial apareceu no Brasil, as primeiras pessoas que viam o ambiente www ficavam fascinadas com páginas como a do Museu do Louvre, depois fechavam o browser e entendiam que internet era aquilo. Tem gente que continua achando a mesma coisa, depois de tanto tempo. É como olhar para uma picape carregada de ração para frangos e achar que ela só serve para aquilo. A internet é só a rede. Sobre essa rede foram desenvolvidos vários serviços de comunicação de dados – o correio eletrônico, o ftp, o www, o IRC e até alguns que já estão virtualmente mortos como o gopher. E em torno desses serviços é que está nascendo uma nova economia.

A nova economia não está exclusivamente na rede, mas também em torno dela. A rede estimulou a criação de escolas, de cursos, de livros, além de ter permitido a criação de empresas, de empregos, de equipamentos, e nesse ritmo ela ainda vai longe. É ingenuidade olhar para um site ou para um portal e achar que a Internet é aquilo. Aquilo é somente uma das partes visíveis.

E como se não bastasse, a internet está se tornando indispensável. Duvida? Experimente perguntar a alguém que usa e-mail como essa pessoa se sentiria sem ele... Ou aos professores que esperanças eles têm na rede... Não faça a mesma pergunta aos comerciantes agora. Há um lugar reservado para cada um na Internet, mas eles os estão ocupando aos poucos. Daqui a alguns anos pergunte. Os comerciantes e os prestadores de serviço estão cada vez mais usando a internet como um canal de negócios, um modo de atingir com precisão consumidores e clientes. Pouco a pouco será possível determinar com precisão os interesses de cada um e oferecer a eles somente os produtos e serviços adequados, sem incomodá-los com propaganda excessiva.

As empresas de telecomunicação – desde as transportadoras de sinais até as telefônicas – também estão construindo com a internet uma nova realidade de telecomunicações – principalmente serviços mais baratos, que logo estarão ao alcance de todos. E ninguém duvida de que todas essas coisas vão produzir riqueza. Ou seja: vão dar dinheiro.

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