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Audiência fiel. Alguém tem a receita?

Aleksandar Mandic, colunista do iG.com

Dia após dia, gerentes e diretores dos sites e portais do mundo inteiro põem seus neurônios para trabalhar em busca de soluções cada vez melhores para um problema que dorme com eles e acorda com eles: a fidelidade dos usuários. O usuário é um animal que tem um comportamento muito mais parecido com o de um pernilongo do que com o de um bicho preguiça – clica aqui e ali, interessa-se de vez em quando por um banner e sai de onde estava para áreas nunca dantes navegadas, pega carona num hiperlink e vai para outro site, volta ao lugar de origem, vai embora outra vez... Enfim, ele se mexe muito. Do ponto de vista do provedor de informação é um inferno.

Para o provedor, usuário ideal é aquele que inicia a sessão no seu portal, percorre ali umas tantas páginas, clica numa porção de banners dos seus clientes e não faz sessões menores do que trinta minutos. Mas ao menos em tese o usuário ideal não existe de verdade. Cabe aos gerentes e diretores criar estratégias para que o comportamento médio dos seus usuários se aproxime desse ideal, e para isso todos os truques são válidos – desde que também não afugentem a platéia.

A razão para se queimar tanto fosfato com esse assunto é que a presença e o perfil dos usuários em qualquer site valem ouro. Embora se possa desenvolver uma infinidade de modelos de negócios para a internet, os modelos básicos ainda são venda de publicidade e comércio eletrônico. Na publicidade, banners têm um valor diretamente proporcional ao tráfego do site. E no comércio eletrônico, o perfil do usuário é o xis da questão. Por causa disso, as estratégias são desenvolvidas para privilegiar esses dois aspectos e ferramentas de auditoria são instaladas para que se possa mostrar ao mercado os resultados de cada esforço: cada vez mais tráfego e o maior número possível de usuários identificados (por livre e espontânea vontade deles).

Esses resultados geralmente significam mais usuários no portal, mais page views por usuário e muitas compras na área de comércio eletrônico – quando o usuário inevitavelmente se identifica. No futuro, o que esperamos é poder identificar cada usuário, quando será possível não só personalizar o site para ele, mas até os banners, que poderão conter inclusive seu nome – por que não? Para isso vale a pena dormir com esses problemas e acordar com mais idéias.

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