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O destino das agências virtuais

Adonis Alonso, colunista do iG.com

A febre da Internet provocou sintomas e reações imediatas nas agências de propaganda.

Na ânsia de se posicionar à frente das concorrentes no mercado, algumas acertaram de cara, outras mudaram no meio do caminho, um punhado delas não fizeram nem uma coisa nem outra.

Ex-diretor de criação interativa da DM9DDB, Paulo Jorge Pereira, o PJ, se associou à Midialog de Pedro Cabral e ao Banco Opportunity para criar a Agência Click, sem dúvida o maior e mais rápido case de sucesso da área. Jurado brasileiro no primeiro Cyber Lions, PJ ainda trouxe alguns Leões de Cannes. Na segunda versão do evento, a Agência Click conquistou o Grand Prix. Hoje, é reconhecida com justiça como a melhor agência de Internet do país.

Depois de criar a Adversiting para a criação e desenvolvimento de peças específicas para a Internet, a F/Nazca corrigiu a rota, desativou a empresa e chegou à conclusão a nova mídia deveria ser tratada exatamente como as outras por todos os profissionais da agência.

Átila Francucci, por sua vez, deixou a direção de criação da Lowe Lintas, recusou convite para voltar à Lew,Lara e decidiu abrir sua própria agência. Juntou-se a seis outros profissionais do mercado e criou a Cápsula, focada no propaganda para a Internet. Desse projeto, até agora a única verdadeira decolagem foi o vôo panorâmico da TAM que fretou para levar jornalistas ao espaço, onde anunciou a abertura da empresa.

Luiz Grottera, de reconhecida competência como planejador e criador de estratégias, acrescentou um desnecessário pontocom à marca da agência. Afinal, exceção feita à reformulação do site do Banco do Brasil, seus maiores cases dizem respeito a anunciantes que pouco têm a ver com a web. Desse quadro, podem ser tiradas duas lições básicas. Primeiro, que se a agência quer ser reconhecida na área interativa, que seja como a Click, criada especificamente para essa tarefa. Segundo, que assim como a televisão nos anos 50, a Internet é mais uma mídia que terá que aprender a conviver com as demais.

Artigos anteriores:

22/11/00 Internet: mídia ou anunciante?
15/11/00 Publicidade segura na web?
08/11/00 Agências na web: vitrine ou obrigação?
01/11/00 Bureau, palavra proibida
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