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Bureau,
palavra proibida
Adonis Alonso, colunista do iG.com
Exorcizados pelo mercado publicitário brasileiro, os bureaus de
mídia adotaram pseudômino e continuam chegando para atuar na web,
onde são recebidos com aplausos. Aterrissam no país como empresas
de representação de veículos, denominação técnica que não assusta
os profissionais da propaganda.
Tradicionais
no mercado europeu, os bureaus de mídia, segundo definição de
agências e veículos, representam uma verdadeira ameaça ao negócio.
Para os anunciantes, especialmente os multinacionais, o diabo
não é tão feio e alguns até trabalham com seus próprios bureaus,
disfarçados de centrais de mídia.
O
perigo é quando bureaus viram "bolseros", como na Argentina. De
um lado, compram pacotes com muito mais vantagem financeira, de
outro acabam estocando espaços nobres, o que pode sugerir venda
futura com ágio, conforme o interesse do comprador.
Na
internet, entretanto, emprestam toda sua experiência internacional
para desenvolver e aproveitar o potencial adormecido do mercado
brasileiro. Ninguém duvida da capacidade gerencial e profissional
da Double Clik, da Real Media ou da Value Click. Ninguém reclama
quando um grupo como o Engage Inc. anuncia sua chegada ao país.
Afinal, sabem como ninguém explorar e programar sites para dar
visibilidade aos banners.
Têm
tanta certeza do resultado que um deles, o Value Click cobra por
performance e não por page views. Ou seja, o anunciante só paga
se atingir o target definido, capaz de gerar negócio. Juntos,
os maiores bureaus da web representam boa parte dos sites mais
procurados pelos anunciantes, colaborando com eles, com suas agências
e gerando receita aos veículos.
Artigos
anteriores:
26/10/00
O recall na internet
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