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O recall na internet

Adonis Alonso, colunista do iG.com

O lançamento pioneiro do Polo na internet até hoje é motivo de orgulho para a Volkswagen do Brasil. Pela primeira vez se navegava num site de montadora conhecendo o carro por dentro e por fora, escolhia-se cor e estofamento com alguns clicks.

Um dia, contra o ágio das concessionárias da marca, a Fiat abriu os computadores para cadastrar consumidores interessados em seus automóveis a preço de tabela. O Celta foi o primeiro veículo totalmente disponibilizado na rede, da apresentação à venda. Com a vantagem de se eliminar o custo do frete.
Hoje, internautas proprietários de veículos recebem e-mails avisando que é hora de fazer a revisão.

O marketing de relacionamento não dispensa essa ferramenta. A não ser quando o relacionamento deve ser frio e formal, como um comunicado de jornal. Foi exatamente o que fez a General Motors, que incluiu uma janela na home page de seu site, convocando proprietários de modelos da linha Corsa até 1999 para reparos na fixação dos cintos de segurança do automóvel. Nada comparável, é verdade, à página que divulga o "Novo Corsa 2001, algo mais na categoria".

Mesmo assim fez melhor que a Fiat, que não admite estar promovendo recall com proprietários do Palio. "Apenas uma ação preventiva", justifica sua área de marketing e que não merece sequer uma citação no site da montadora. Ação preventiva que pode evitar acidentes como acabou acontecendo com o Corsa, mas que no fundo é a mesma coisa, ou seja, reparo de defeito de fabricação.

Se admitir o erro e consertá-lo é estratégia futuro de recuperação da marca, descaso ou omissão podem deixar frouxos os pinos que sustentam o cinto de segurança da imagem da empresa.

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