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O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Renato Guerreiro, fala sobre a polêmica entre a Embratel e as operadoras de telefonia fixa. Assista a entrevista a seguir.
Por Marcela Tavares, repórter iG Pontocom

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Operadoras precisam crescer, diz Guerreiro


iG Pontocom - Como o conflito entre a Embratel e as operadoras locais pode ser resolvido? Existe uma regulamentação sobre o assunto?

Renato Guerreiro - Eu acho que em primeiro lugar as empresas têm que amadurece, têm que crescer. As empresas ainda não estão bem conscientes do que representa o modelo de competição. Elas ainda envolvem o modelo de competição em coisas menores como infra-estrutura e coisas desse tipo. A competição tem que ser na conquista do cliente, na conquista do usuário e não importa quem seja o dono da infra-estrutura ou o dono da rede. E isso é um aprendizado que está sendo um pouco demorado, as empresas ainda estão brigando por coisas pequenas nesse processo.

iG Pontocom - Quais os principais pontos lançados pelo edital e como a Anatel vê a resistência de algumas operadoras de telefonia móvel?

Renato Guerreiro - O edital é uma reprodução dos editais anteriores que fizemos para os espelhos, por exemplo, incorporando as questões específicas do Serviço Celular Pessoal. É um edital tradicional da empresa onde a venda será feita com a possibilidade de repique.

Os melhores preços vão ter a oportunidade de refazer a oferta. É uma tradição dos editais da agência, o de TV à cabo funciona dessa forma. Com relação à resistência das empresas, eu acho que é um pouco de precipitação de interpretação da regulamentação que está sendo colocada e acredito que se as empresas refletirem sobre tudo o que estamos colocando elas vão perceber que é completamente descabida a preocupação que elas tinham.


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