|


A HISTÓRIA DO CUPIDO
Engana-se quem pensa que o "anjinho" com
arco e flecha, símbolo mais ilustre do Dia dos Namorados, é
um personagem criado em tempos mais recentes para ilustrar e personificar
a data como um Mickey Mouse do amor.
A gênese da história do Cupido está
milhares de anos atrás, nas mitologias grega e romana. Na Grécia,
o menino alado cujas flechas faziam homens e deuses se apaixonarem era
conhecido como Eros, o filho mais novo da deusa do amor e da beleza,
Afrodite. A mitologia análoga romana foi que lhe nomeou Cupido,
filho de Vênus.
A história em torno do deus Cupido tem um
exemplo de prova de amor incondicional. Reza a lenda que Vênus
tinha inveja da beleza de uma mortal chamada Psique e pediu a seu filho
que a castigasse. Em vez de castigá-la, no entanto, Cupido se
apaixonou por ela e a tomou como esposa.
Mas havia uma condição para que permanecessem
juntos: como era uma mortal, a bela moça não podia olhar
no rosto do deus com que se casara. Persuadida por suas irmãs,
Psique transgrediu a proibição e, agora como castigo,
Cupido a abandonou. O castelo em que moravam também desapareceu,
assim como os jardins, e a jovem se viu isolada num campo aberto sem
sinal da presença de seu amado ou de qualquer outro ser vivo.
À procura de seu amor, Psique se deparou
com o templo de Vênus. A deusa, como preço a pagar pela
desobediência, ordenou-lhe uma série de quatro tarefas,
cada qual mais árdua e perigosa que a outra.
Movida pelo desejo de seguir à busca do amor
que perdera, a bela mortal completou as provas do Fogo, da Terra e do
Ar até a tarefa final e mais difícil: com uma pequena
caixinha às mãos, deveria descer ao reino sombrio dos
mortos e nela trazer um pouco da beleza de Prosérpina, mulher
de Plutão e rainha daquelas trevas.
Aflita, a jovem foi ao alto de uma torre e pensou
em de lá se jogar para, assim, chegar ao reino dos mortos. Antes
que pudesse concretizar a idéia de suicídio, a própria
torre ergueu a voz e a ensinou o caminho até as profundezas sem
que fosse necessário se matar. Aconselhou-a, ainda, com um aviso
específico: que jamais abrisse a caixa.
Psique teve sucesso na missão, mas, no caminho
de volta, foi vencida pela tentação. Abriu a caixa e o
que encontrou não foi beleza, mas um sono letal que a invadiu.
Tempos depois, Cupido a encontrou. Jazia sem vida
no chão. O filho de Vênus, ativado pelo perdão,
retirou o sono do corpo da amada e colocou de volta na caixa. Vênus
também a perdoou. Os deuses, tocados pelo amor de Psique a Cupido,
alçaram-na à condição de deusa e permitiram
que ela vivesse ao lado de seu grande amor - e para ele pudesse olhar
- por toda a eternidade.
|
|