MV Bill passou a ser destaque na mídia a partir de sua participação
no Video Music Brasil de 1999. No mesmo ano foi convidado para o Free
Jazz Festival, no palco principal, abrindo o show do grupo The Roots.
No final de
sua apresentação, Bill tirou a camisa, mostrando que
carregava uma pistola na cintura. Em seguida, colocou a arma sobre
um lenço branco e disse: "Sou da paz".
O que foi um
choque para a imprensa e para o público, não passa
de algo comum para o artista. Morador da Cidade de Deus, conjunto
habitacional da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Bill convive diretamente
com o crime e o tráfico de drogas.
Cerca de 120
mil pessoas moram no local de onde MV Bill não gosta de sair
e onde concede todas as suas entrevistas. "O fato de
eu nunca sair da Cidade de Deus está ligado ao passado",
explicou em entrevista à revista "Raça".
E esse não
é o único mistério envolvendo o rapper. Ele
também atende por nome Alex Pereira Barbosa um nome
inventado, que não é seu registro de batismo.
O MV do nome
artístico significa Mensageiro da Verdade, o que reflete
bem o espírito das letras de seus raps. Bill mistura suas
experiências ao lado da criminalidade ("Soldado do morro"
mostra o artista como um vigia, no alto do morro) a um certo ar
profético, até religioso (como a citação
à umbanda em "Marquinhos Cabeção").
Em 1998 lançou
seu primeiro disco, "CDD MANDANDO FECHADO" (pelo selo
Zâmbia Fonográfica). O trabalho foi relançado
no ano seguinte com outro título, "TRAFICANDO INFORMAÇÃO",
acrescido de quatro faixas (três inéditas e um remix),
pela Natasha Records (distribuição da BMG).
A mais recente
polêmica envolvendo MV Bill foi a censura do clipe de "Soldado
do morro", acusado de apologia ao crime (leia texto).

- TRAFICANDO
INFORMAÇÃO (Natasha/BMG, 1999)
- CDD
MANDANDO FECHADO (Zâmbia Fonográfica, 1998)
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