Capa da revista "The New Yorker", na edição em que foi publicada a reportagem
Em 30 de agosto de 1946, lia-se no The New York Times:

Nossa contemporânea semanal, The New Yorker, traz normalmente comentários pungentes, boa reportagem, críticas competentes e mais coisas que não pretendem provocar risadas. Contudo, em textos e imagens, o riso usualmente está lá. Nesta semana, não, a revista inteira foi dada para John Hersey contar o que aconteceu a seis principais personagens e cerca de 245 mil outros na cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945 e depois. O que aconteceu com 100 mil é evidente. Eles morreram. O que aconteceu com os seis afortunados é um exemplo de quanto o ser humano pode resistir e não morrer. Todo americano que tem se permitido fazer piadas sobre as bombas atômicas, ou que as tenha visto apenas como um fenômeno sensacional que pode ser aceito como parte da civilização - como o avião e o motor a gasolina -, ou que tenha se deixado especular interiormente sobre o que nós deveríamos fazer com elas se fôssemos forçados a entrar em uma nova guerra, deve ler John Hersey. Quando esse artigo de revista aparecer em formato de livro, os críticos dirão, no estilo deles, que é um clássico. Mas ele é muito mais do que isso.
 

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