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Os jornalistas Humberto Werneck e Ruy Castro falam sobre
a importância de Hiroshima na história do jornalismo.
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brasileira do lançamento de "Hiroshima"
Ruy Castro
O livro é uma façanha do jornalismo de campo, feito no calor da hora, mas com um distanciamento brilhante. É uma leitura obrigatória para todos que se interessam pela história do século XX e para quem gosta de se emocionar com uma narrativa real.
Esta reportagem consolidou a The New Yorker como a melhor revista do mundo, posição que manteve durante quase todo o século XX.
Humberto Werneck
Hiroshima é uma obra-prima do jornalismo literário. É uma reportagem absolutamente rigorosa, sem um pingo de ficção, e consegue realizar a ambição do bom jornalismo, que é trazer a realidade à frente do leitor, reconstruir as histórias a partir de depoimentos.
A reportagem certamente está entre as melhores já realizadas. O que me impressiona muito positivamente é que não há opiniões colocadas. O jornalismo de hoje é muito editorializado, cheio de interferências, seja do autor, seja do veículo em que a reportagem sai, com muitas "pensatas". No caso de Hiroshima seria muito fácil escorregar para uma condenação à bomba, mas os fatos simplesmente falam por si.
A contundência da reportagem resulta exatamente dessa postura. Hersey mostra que a realidade tem uma força muito grande, não é preciso que o jornalista tente empurrá-la goela do leitor abaixo. Ainda que a objetividade nunca vá ser totalmente alcançada, ela deve estar sempre entre as primeiras metas de um jornalista. Hersey jamais faz um esforço para vender emoções; a emoção e também a informação pertencem à coisa em si.
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