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Filadélfia
(Philadelphia, 1993) De Jonathan Demme
Por mais crítica que o filme mereça, não há
como negar um mérito: ele deu origem à onda de filmes gays
no cinema americano nos anos 90. O oscarizado Tom Hanks é um advogado
que perde o emprego ao descobrir que tem Aids e entra na justiça
contra seus patrões. Antonio Banderas faz uma ponta como o namorado
de Hanks.
Será
que Ele É? (In & Out, 1997) De Frank Oz
Tudo bem, o título em português é péssimo.
Mas, como o filme é engraçado, dá para relevar. A
história todo mundo conhece: ao ganhar um Oscar, jovem ator dedica
o prêmio a seu professor, que é gay. Ou não é?
A dúvida rende boas risadas, principalmente no famoso teste "I
Will Survive".
Garotos
De Programa (My Own Private Idaho, 1991) De Gus Van Sant
River Phoenix e Keanu Reeves são dois garotos de programa que vagam
juntos pelos Estados Unidos. Reeves é hetero e transa com homens
só por dinheiro. Já Phoenix está apaixonado pelo
amigo. Um belo filme, da época em que o diretor Gus Van Sant ainda
fazia coisas boas e não bobagens como a refilmagem de Psicose.
Cabaret
(Cabaret, 1972) De Bob Fosse
Liza Minelli tem a sua turma de fiéis devotos dentro da comunidade
gay. Quando essa adoração é agregada a um roteiro
e direção primorosos, coreografias precisas, o "segredinho"
de Elke e o sedutor Maximilian, não há quem resista. Ou
há?
Traídos
Pelo Desejo (The Crying Game, 1993) De Neil Jordan
Bom, colocar "Traídos pelo Desejo" numa lista de longas
gays é entregar o grande segredo do filme. Se bem que, a essa altura
do campeonato, o tal segredo é bem conhecido... Mas, se você
ainda não sabe, relaxe e curta essa tensa história de um
terrorista do IRA que se sente estranhamente atraído por uma cantora
e... o resto só vendo.
Para Wong
Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (To Wong Foo, Thanks For Everything!
Julie Newmar, 1995) De Beeban Kidron
Resposta americana para o australiano "Priscila, a Rainha do Deserto",
o filme narra as aventuras de três drags que tentam atravessar os
EUA. Ver os machões Patrick Swayze e Wesley Snipes e o versátil
John Leziguamo "montados" já vale o filme.
Vitor Ou Vitória (Victor/Victoria, 1982) De Blake Edwards
Uma mulher que finge que é um homem que finge que é mulher.
Esse é o ponto de partida (absurdo, né?) desse engraçado
musical com a eterna noviça rebelde Julie Andrews. Mas quem rouba
o filme são dois coadjuvantes: Robert Preston, como o empresário
gay de Victoria (ou será Victor?) e Lesley Ann Down, uma loura
burra irritante.
A Lei
do Desejo (La Ley del Deseo, 1987 ) De Pedro Almodóvar
Antes de virar o latin lover favorito de Hollywood, Antonio Banderas fez
diversos filmes com o diretor Pedro Almodóvar. Este é um
prato cheio para os fãs do ator, que vão vibrar com os beijos
apaixonados que ele troca com Eusebio Poncela. O filme ainda tem Carmen
Maura vivendo um transexual e Maysa cantando Ne Me Quites Pas na trilha
sonora.
Morango
e Chocolate (Fresa Y Chocolate, 1994) De Tomáz Gutiérrez
Alea
Essa deliciosa história consegue misturar crítica social
e política, drama e comédia sem exagerar ou parecer piegas.
Estudante e militante comunista fervoroso, David tem uma vida complicada.
A confusão em sua mente aumenta quando conhece Diego, homossexual
que não tem medo de dizer o que pensa do regime de Fidel.
Delicada Atração ( Beautiful Thing, 1996 ) De Hettie
MacDonald
O filme perfeito para assistir com o namorado, de mãos dadas e
suspirando bastante. A história: um tímido adolescente inglês
apaixona-se por seu vizinho, e o vizinho apaixona-se por ele. Tudo muito
simples, lindo e romântico. A trilha sonora, só com músicas
da Mama Cass, é uma atração à parte.
Minha
Vida em Cor de Rosa (Ma Vie en Rose, 1997) De Alain Berliner
Há vários filmes sobre adultos e adolescentes gays, mas
este deve ser o único sobre crianças. A história
gira em torno de Ludovic, um garoto de sete anos que decidiu ser menina,
e sua família, preocupada com a opção do menino.
Apesar da trama sugerir um drama pesado, o filme tem momentos divertidos.
A Gaiola
das Loucas (La Cage Aux Folles, 1978) De Edouard Molinaro
Antes de assistir à refilmagem americana feita em 1996, confira
o original francês, feito quase vinte anos antes. O remake pode
até ser mais politicamente correto, mas esse é mais engraçado.
Por que? Porque os originais Ugo Tognazzi e Michel Serrault são
bem melhores que as cópias Robin Williams e Nathan Lane. Assista
e comprove.
O Padre
(Priest, 1994) De Antonia Bird
As relações entre Igreja e homossexualismo nunca foram muito
boas. Esse filme coloca o dedo nessa ferida. Linus Roache é um
padre que não tem coragem de assumir seu homossexualismo. Quando
é pego aos amassos com seu namorado pela polícia, enfrenta
a perseguição de seus superiores. Polêmica pouca é
bobagem.
Morte Em Veneza (Morte A Venezia, 1971) De Luchino Visconti
Uma das melhores adaptações de um livro para o cinema de
todos os tempos. A história do intelectual cinqüentão
que viaja a Veneza e se apaixona pelo jovem Tadzio é um dos melhores
filmes do italiano Luchino Visconti. É, no entanto, um amor impossível
e que terminará de modo trágico. Imperdível.
Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959) De Billy Wilder
Décadas antes de "Priscilla, a Rainha do Deserto", Tony
Curtis e Jack Lemmon já arrasavam com duas drag queens - e olha
que o termo nem existia na época. Eles são dois músicos
que, perseguidos pela máfia, têm que se esconder numa banda
só de mulheres. A última frase do filme é antológica.
Amigas
de Colégio (Fucking Amal, 1998) De Lukas Moodysson
Um "Delicada Atração" para as meninas. Tão
romântico e suspirante quanto, só que em vez de dois adolescentes
são duas que se apaixonam e vivem felizes para sempre. Não
se assuste porque o filme vem da Suécia: ao contrário dos
Bergmans e Dogmas, esse é bem levinho e alto astral.
Ligadas pelo Desejo (Bound, 1996) De Andy e Larry Wachowsky
Antes do sucesso "Matrix", os irmãos Wachowsky fizeram
esse interessante suspense, que passou desapercebido nos cinemas. Uma
injustiça, pois é um excelente filme. Gina Gershon é
uma ex-presidiária. Sua vizinha, Jennifer Tilly, é casada
com um gângster. Quando rola um clima entre as duas... o resto só
vendo.
Felizes Juntos (Happy Together, 1997) De Wong Kar Wai
Um título pra lá de irônico, afinal o casal do título
vive infeliz. Mesmo assim, os dois (chineses de férias na Argentina)
não conseguem ficar longe um do outro. E dá-lhe brigas,
traições e reconciliações. Por esse fantástico
trabalho, Wong Kar Wai ganhou o prêmio de melhor diretor em Cannes.
Fome de
Viver (The Hunger, 1983) De Tony Scott
Catherine Deneuve e David Bowie são dois vampiros finíssimos.
Quando ele começa a envelhecer, ela decide procurar uma nova companhia.
A escolhida é uma médica, vivida por Susan Sarandon. Depois
de ameaças em vários filmes, La Deneuve finalmente curte
em amor lésbico, em grande estilo.
O Celulóide
Secreto (The Celluloid Closet, 1995) De Robert Epstein e Jeffrey Friedman
Documentário sobre a história do homossexualismo (e da repressão
dele) no cinema, desde a época do preto e branco até os
anos 90. O mais interessante é perceber como filmes aparentemente
"inocentes" têm fortes elementos gays escondidos. Depois
desse documentário, é impossível ver "Ben Hur"
com os mesmos olhos".
Querelle (Querelle, 1982) De Rainer Werner Fassbinder
Último filme do alemão Fassbinder e um de seus trabalhos
mais ousados. O Querelle do título é um marinheiro que perde
uma aposta e tem que transar com o dono de um bordel. Apesar da resistência
inicial, ele acaba gostando. Muita gente diz que o filme é uma
obra-prima; outros garantem que é uma farsa. Assista e decida.
Loucas
Noites de Batom (Pedale Douce, 1996) De Gabriel Aghion
Adrien (Patrick Timsit) não quer revelar no trabalho que é
gay, e conta com a ajuda de sua melhor amiga, Eva (Fanny Ardant), para
o acompanhar em um jantar na casa do poderoso banqueiro Alexandre (Richard
Berry). Alexandre, que é casado, se interessa por Eva. Dona de
uma boate gay, ela questiona as preferências sexuais de Alexandre.
Paixão Selvagem (Je T'aime, Mon Non Plus, 1975 ) De Serge Gainsbourg
Joe D'Alessandro é um caminhoneiro gay e Jane Birkin, uma garçonete
tão magra que parece um menino. O estranho romance dos dois é
a base desse filme, baseado na famosa canção do diretor
Serge Gainsbourg, "Je T'aime Mon Non Plus" (aquela cuja letra
é composta de suspiros e gemidos, sabe?)
Priscilla, a Rainha do Deserto ( Priscilla, Queen of the Desert,
1994 ) De Stephan Elliott
O filme que tornou as drag queens famosas no mundo inteiro e, junto com
"O Casamento de Muriel", fez as pessoas acreditarem que todo
australiano é fã do Abba. A Priscilla do título é
um ônibus que transporta as heroínas Mitzi, Felicia e Bernardette
pelo interior da Austrália. E dá-lhe plumas e paetês
no deserto.
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