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Meu caro B.,
O George Vecsey, do "The New York Times", adorou o título
desses Cartões Postais. Tanto assim, que ele despacha diariamente,
da Austrália, uns "Cartões Postais de Sidney".
Para os assinantes on-line da "dama cinzenta", como é
conhecido o jornal mais importante do mundo.
Vecsey, que está viajando com a mulher, fala de tudo. Dos
restaurantes, de amigos que moram na Austrália, de bebidas,
de lugares bonitos. De vez em quando - e muito de vez em quando
- , ele fala da Olimpíada. Grande trabalho ele descolou.
Será que tem uma boquinha para mim também?
Jurei que não mandaria nenhum Cartão Postal da Olimpíada.
Não entrei muito no barato. É tão dispersa
e tem esportes tão bobos que não vale varar a madrugada
assistindo. Não tenho tido tempo para beber com os amigos
e amores. Também não vou ficar vendo a Olimpíada.
Como não vi, não fiquei muito indignado com o futebol.
Não esperava muito, não acho que perdemos muita coisa.
Senti o futebol feminino ter perdido o jogo para os EUA.
Elas dominaram o jogo. Falharam apenas em um lance, ingenuidade
da goleira.
Como todos marmanjões, achei que a Piccinini (alô,
alô, Dê, onde a sra. anda? A referida é sua prima?),
da seleção italiana de vôlei, bate um bolão.
Eu gostava de ver os 100 m rasos. Não sei por que, mas este
ano, não rolou. Para mim. E o boxe, sem o cubano peso-pesado
Stevenson, não tem graça.
A Olimpíada também é outra coisa que perdeu
o interesse sem a Guerra Fria. Não ficamos mais vidrados
na diferença de medalhas entre os soviéticos e os
americanos. Como não era para o Brasil entrar nessa briga
de gente grande, a gente só torcia. E o quadro de medalhas
tinha muito mais significado antes. Eram medalhas com sangue, suor,
lágrimas e... ideologia.
Mas vc tocou em um ponto interessante. Não é que o
Brasil está indo mal. O Brasil regrediu. Ficou pior. Até
eu que não tinha vestido a sapatilha verde-amarela fique
borocoxô com essa constatação. Como pode um
país ir para trás? Como pode?
Boa viagem,
M, de (sem) medalha
PS: No Cartão Postal de ontem, Vecsey se lamentava pelo fato
de, estando no final de verão em Sidney, estar perdendo o
início do outono em Nova York. "Autumn in New York",
canta a dupla Ella e Satchmo. Se eu fosse o Vecsey, também
lamentaria.
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O
site noticioso "Último Segundo" anda fazendo
uma ótimacobertura da Olimpíada.,
clique
aqui |
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O
cubano peso-pesado Felix Savon está a caminho da sua
terceira medalha de ouro e, com ela, chegaria ao mesmo número
de medalhas do grande Teofilo
Stevenson. Mas Stevenson continua sendo o maior lutador de boxe
olimpíco de todos os tempos. Leia a sua biografia (em
inglês),
clique
aqui |
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Para ler
a matéria que o jornal "The New York Times"
escreveu quando Teofilo Stevenson ganhou a sua terceira medalha
de ouro no boxe, na Olimpíada de Moscou,,
clique
aqui
Para ler
o Cartão Postal de Sydney do jornalista do "The
New York Times" George Vecsey,
clique aqui
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